terça-feira, 19 de abril de 2011

O mais ilustre físico


Albert Einstein, o mais ilustre físico da era moderna e um dos mais brilhantes cérebros de toda a história do mundo científico, deixou de existir aos 76 anos de idade.

Nasceu na cidade de Ulm, Alemanha, a 14 de março de 1879. No ano seguinte a família de Einstein mudou-se para Munique, onde seu pai abriu uma pequena fábrica de artefatos elétricos.
Na escola não revelou interesse por disciplina alguma, exceto matemática. Ao concluir o ensino superior na Escola Técnica de Zurique tentou tornar-se professor, mas não conseguiu e empregou-se como funcionário do Escritório de Patentes de Berna, em 1901. 
No ano de 1905 Einstein, então com 26 anos e técnico em patentes, lançou a idéia da Relatividade Especial, rompendo com as idéias clássicas de espaço e tempo absolutos. Na nova formulação essas grandezas dependem do observador, o que leva a resultados surpreendentes, como a invariância da velocidade da luz e a equivalência de massa e energia, fundamento das usinas nucleares e da bomba atômica.
Em 1916 Einstein, agora professor em Berlim, publicou uma extensão da Relatividade Especial para envolver a gravitação universal, o que constituiu a Relatividade Geral. Esta teoria generaliza a Lei de Newton e constitui a base para se compreender a origem, a estrutura e a evolução do Universo, incluindo o Big Bang e os buracos negros. Conquistou o Premio Nobel em 1921, com a teoria sobre o efeito fotoelétrico, que mais tarde contribuiu para a invenção das fotocélulas e da televisão. 
Em 1932 emigrou para os Estados Unidos e tornou-se cidadão americano. Após a Guerra fez-se paladino do sionismo e denunciou as perseguições do nazismo contra os judeus.


Deus não joga dados com o universo

Durante toda a vida Einstein mostrou-se desconfortável com a Física Quântica que, irônicamente, ele próprio ajudara a criar com a sua interpretação do efeito fotoelétrico. Ele rejeitava o uso de probabilidades na descrição última da natureza, e esperava que esta noção fosse apenas provisória.

Conta-se que em um debate com Niels Bohr, um dos pioneiros da Física Quântica, Einstein, agnóstico por natureza, teria argumentado que "Deus não joga dados com o Universo", ao que Bohr teria retrucado com "Pare de dizer a Deus o que Ele deve fazer". Einstein era profundamente pacifista.


Fonte: Blog Hoje na História - CPDOC Jornal do Brasil
Publicado no dia 18/04/2011

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