terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mensagem de Ano Novo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Blog Falando de História contra descaso do patrimônio histórico de São Leopoldo

No mês passado o  caro  leitor deste blog, Jorge Luis Stocker Jr. nos enviou o seguinte comentário 
A Casa da Saldanha da Gama já começou a desabar, ou ser desabada... Contamos com tua ajuda no abaixo assinado para defendê-la http://dzeit.blogspot.com/2011/11/socorro-patrimonio-historico-em-perigo.html
Por Jorge Luis Stocker Jr. em Descaso com o Patrimônio Histórico de São Leopold... em 21/11/11
O Falando de História apoia  a iniciativa de combater o descaso com este espaço. Aliás o descaso com o Patrimônio Histórico de São Leopoldo já foi denunciado por este blog em novemnbro do ano passado sob o título "Descaso com o Patrimônio Histórico de São Leopoldo"

Pedimos que façam a leitura do post " SOCORRO! Patrimônio histórico em perigo – A casa da Praça 20 de Setembro em São Leopoldo" e que você leitor ou leitora, apoiadores  ajude nesta causa, assinando o Abaixo Assinado em Defesa da Casa Vinte de Setembro, clicando aqui

sábado, 17 de dezembro de 2011

Curso de Extensão: Patrimônio Cultural, Memória e Cidadania

A Faculdade Porto-Alegrense em parceria com o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) estão promovendo, entre os dias 02 e 17 dejaneiro de 2012, o Curso de Extensão: Patrimônio Cultural, Memória e Cidadania: ressignificando aprendizagens em espaços de ensino (folder em anexo). O curso é voltado para estudantes e profissionais de licenciatura em geral, e tem como objetivo promover espaços de debate teórico-prático sobre a temática do
patrimônio cultural, da memória e da cidadania, com os educadores da área do ensino básico, visando a construção e a divulgação de propostas pedagógicas
de educação patrimonial no âmbito escolar e outros espaços de ensino.

Em anexo, maiores informações e cronograma das atividades.

O valor da inscrição é R$ 40,00. 


Fonte: GT Acervos ANPHU-RS

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

15 de dezembro de 2011: 104 anos de Oscar Niemeyer. E a vida continua...

Por Lucyanne Mano

"Adoro olhar o mar. Ele nunca é igual, tem sempre uma cor diferente. Nasci no mar". Oscar Niemeyer


Chamá-lo de Oscar pode ser um reconhecimento ao que Niemeyer, o arquiteto mais importante do Brasil - e um dos mais influentes da arquitetura moderna - traz em sua bagagem. Uma experiência ímpar que o projetou como o defensor de uma sociedade mais igualitária e fraterna e que, por seu talento, o tornou um cidadão do Mundo. 


Nascido em 15 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares passou a juventude como um jovem carioca típico da época: boêmio, sem a menor preocupação com os rumos de sua vida. Concluiu o ensino secundário apenas aos 21 anos, mesma idade com que se casou com Annita Baldo (1909 - 2004), filha de imigrantes italianos com quem teve apenas uma filha, a galerista Anna Maria Niemeyer.


Um ano depois, Niemeyer matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, de onde sairia em 1934 com o diploma de Engenheiro Arquiteto: "Depois de casado comecei a compreender a responsabilidade que assumia e fui trabalhar na tipografia de meu pai, entrando depois para Escola Nacional de Belas Artes".

Em 1935, iniciou sua vida profissional no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão. "Não queria, como a maioria dos meus colegas, me adaptar a essa arquitetura comercial que vemos aí. E apesar das minhas dificuldades financeiras, preferi trabalhar, gratuitamente, no escritório do Lúcio Costa e Carlos Leão, onde esperava encontrar as respostas para minhas dúvidas de estudante de arquitetura. Era um favor que eles me faziam".

Passados dois anos, assinou o seu primeiro projeto: a Obra do Berço, no Rio. No ano de 1939, viajou com Lúcio Costa para projetar o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Foi nessa época que conheceu o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, que o chamaria para projetar seu primeiro trabalho individual. era o início de uma fase em que projetaria uma série de prédios em Belo Horizonte, mais tarde conhecidos como Conjunto da Pampulha. A construção, que ficou pronta em 1943, rendeu muitas críticas e admiração e trouxe ao arquiteto sua primeira projeção internacional.

Em 1951, Niemeyer cria em São Paulo o Conjunto do Ibirapuera (um parque com pavilhões de exposições em homenagem ao aniversário de 400 anos da capital paulista) e o edifício Copan, prédio situado em um dos pontos mais movimentados do Centro que se tornaria um dos símbolos da cidade.

No ano seguinte, é a vez do Rio ganhar as atenções do jovem arquiteto. Ele constrói sua própria casa - a Casa das Canoas, que recebe o nome devido a estrada em que a residência se encontra. Muitos anos depois, o local torna-se parte da Fundação Oscar Niemeyer.


Com a eleição presidencial de Juscelino Kubitschek, Niemeyer é convidado para a realização de um projeto ambicioso: a criação da nova capital do País. Niemeyer é encarregado de organizar o concurso para a escolha do plano-piloto de Brasília, participando também da comissão julgadora. Nesta época, o arquiteto projeta o Palácio da Alvorada e os principais prédios da nova capital, entre eles o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios e o Palácio do Planalto, além de prédios residenciais e comerciais. Lúcio Costa, seu antigo patrão e grande amigo, vence o concurso para o projeto urbanístico, e coloca em prática conceitos modernistas de cidade, inspirado nas idéias do arquiteto franco-suíço Le Corbusier, como ruas sem trânsito, prédios erguidos por pilotis e integrados à natureza. Brasília é projetada, construída e inaugurada no intervalo de tempo de um mandato presidencial, quatro anos. Após sua construção, Niemeyer torna-se coordenador da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília (UNB). Em 1963, durante a Guerra Fria, é nomeado membro honorário do Instituto Americano de Arquitetos dos Estados Unidos, e ganha o prêmio Lênin em favor da paz.


Filiado ao Partido Comunista Brasileiro desde 1945, o arquiteto visitou a União Soviética e tornou-se amigo pessoal de diversos líderes socialistas. Fidel Castro teria dito a respeito dele: "Niemeyer e eu somos os últimos comunistas deste planeta". Sua miltância política aproximou-o de personalidades com o mesmo posicionamento, especialmente do poeta chileno Pablo Neruda e do ex-presidente Salvador Allende, a ponto de realizar recentemente o projeto de um centro cultural em Valparaíso, cidade natal do estadista.


Em 1964, Niemeyer é surpreendido pela notícia do golpe militar no Brasil. Na ocasião, ele estava em Israel a trabalho. No mesmo ano, o arquiteto retorna ao País e é chamado pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) para depor.


Sua posição esquerdista lhe custa caro. A revista da qual ele é diretor,Módulo, fundada em 1955, tem a sede semi-destruída em 1965. Seus projetos começam a ser recusados e seus clientes desaparecem. "Mas durante a ditadura, tudo foi diferente. Meu escritório foi saqueado e o da revista Módulo, semi-destruído. 'Lugar de arquiteto comunista é em Moscou', desabafou um dia à imprensa o Ministro da Aeronáutica".


Em 1965, Niemeyer retira-se da Universidade de Brasília ao lado de 200 professores como protesto contra a política universitária. No mesmo ano ele viaja a Paris para a exposição de sua obra no Museu do Louvre.


Impedido de trabalhar no Brasil, Niemeyer decide mudar-se para Paris. Ele abre um escritório na famosa avenida Champs-Élysées e passa a ter clientes de todo o mundo. Na Itália, ele projeta a sede da Editora Mondadori e na Argélia, a Universidade de Constantine.


Seu trabalho é reconhecido internacionalmente, e ganha admiradores em todas as áreas, como o sociólogo italiano Domenico de Masi, os escritores José Saramago e Eduardo Galeano, o historiador britânico Eric Hobsbawm, o ex-presidente português Mário Soares, o cineasta Nelson Pereira dos Santos e o cantor Chico Buarque.


Nos anos 80, Oscar Niemeyer volta ao Brasil. Nesta época, ele projeta oMemorial Juscelino Kubitschek, o prédio-sede da Rede Manchete de Televisão, o Sambódromo do Rio de Janeiro, o Panteão da Pátria de Brasíliae o Memorial da América Latina, em São Paulo.


Em 1987, ele recebe nos Estados Unidos o Pritzker de Arquitetura, considerado o prêmio mais importante do mundo na categoria. Três anos depois, junto ao amigo Lúcio Costa, Niemeyer desliga-se do Partido Comunista Brasileiro.

Aos 84 anos, Oscar Niemeyer projeta o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), que muitos consideram sua obra-prima. Os traços modernos do museu fazem a construção se assemelhar a um disco voador. Projetado sobre uma pedra, a construção oferece visão para a Baía de Guanabara e o Rio de Janeiro.


Em 2002, é inaugurado em Curitiba o Museu Oscar Niemeyer, conhecido como Museu do Olho, devido ao design de seu edifício. Quatro anos depois, é inaugurado o Museu Nacional Honestino Guimarães, de autoria de Niemeyer, localizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Viúvo desde 2004, Niemeyer decide se casar com Vera Lúcia Cabreira, 60 anos, sua secretária há três décadas, em dezembro de 2006, aos 98 anos. Os dois casaram-se no dia 16 do mesmo mês, em uma cerimônia civil realizada na residência dele no Rio. Apenas um juiz e duas testemunhas estiveram presentes. Niemeyer só informou sua família da união no dia seguinte.


No final de agosto deste ano, Niemeyer lançou seu novo livro As Igrejas de Oscar Niemeyer, que traz plantas e fotos dos principais projetos do gênero nos quais ele se envolveu. O evento ocorreu na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Shopping da Gávea, localizado na zona sul do Rio de Janeiro. Além desta obra, lançou também a décima edição da revista Nosso Caminho, publicação voltada à arquitetura que criou em 2008. Celebrando 104 anos, Niemeyer continua em plena atividade profissional. E a vida continua...


Outras efemérides de 15 de dezembro
1966 - Adeus a Walt Disney, o criador da fábrica de sonhos

Fonte: Blog Hoje na História - CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=28955

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Dia que a Democracia no Brasil Parou

Por Noé Gomes

Capa do Jornal do Brasil de 14 de dezembro de 1968.
Reprodução Blog Hoje na História CPDC/Jornal do Brasil
Um dos dias mais tristes da História do Brasil, 13 de dezembro de 1968 é considerado o grande marco para a repressão e torturas promovidas pelas forças militares que com o apoio civil, quatro anos antes, tomara o poder e que ficaria nele por 21 longos anos.  Neste dia, cuja celebração deve ser realizada sempre, é que a população brasileira recebeu de presente de Natal o chamado "Ato Institucional 5". 

O Ato Institucional Nº5 ou AI-5 foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar brasileiro nos anos seguintes ao Golpe militar de 1964 no Brasil. Se o primeiro destes decretos retirou do poder legitimo o presidente de então, João Goulart ou Jango e o O AI-2 o cancelamento das eleições por via direta, ou seja, o cancelamento das eleições de 1965, o AI-5 passou por cima da Constituição e deu inicio a pior fase da Ditadura no Brasil. Os chamados "Anos de Chumbo", onde homens como Vladimir Herzog, pode ser um exemplo da barbárie cometida em nome da segurança nacional foram brutalmente mortos.  Muitos destes homens e mulheres até hoje não se sabe o local onde seus corpos foram enterrados.

Mortes, prisões arbitrárias, torturas e dor. A promulgação do AI-5 representou um tempo sombrio, onde o medo foi abafado nos anos seguintes com o Brasil sendo "Tri Campeão do Mundo", com o Milagre Econômico, com a construção da trágica "Transamazônica", já no Governo de Emílio Garrastazu Médici, sucessor de Costa e Silva, presidente em 1968 e que logo sairia da cena política devido a complicações de saúde. 

O estopim do AI-5

O então Deputado Federal  Márcio Moreira Alves pelo MDB (lembramos que haviam somente dois partidos após 1964, a ARENA partido de sustentação  do Regime Militar e o MDB que deu origem ao atual PMDB e que era uma sigla de oposição)  fez um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, "ardentes de liberdade", se recusassem a sair com oficiais. Lembra Maria Celina D'Araujo do CPDOC da FGV que na  mesma ocasião outro deputado do MDB, Hermano Alves, escreveu uma série de artigos no Correio da Manhã considerados provocações.

A reação do governo foi  o pedido de cassação dos dois  parlamentares, negado inclusive por deputados da própria ARENA, quando em 12 de dezembro de 1968, a Câmara negou a cassação dos dois deputados. No dia seguinte, foi baixado o AI-5, como resposta aos congressistas e ao povo brasileiro. 

Lembra ainda Maria Celina D'Araujo que: 
Ao fim do mês de dezembro de 1968, 11 deputados federais foram cassados, entre eles Márcio Moreira Alves e Hermano Alves. A lista de cassações aumentou no mês de janeiro de 1969, atingindo não só parlamentares, mas até ministros do Supremo Tribunal Federal. O AI-5 não só se impunha como um instrumento de intolerância em um momento de intensa polarização ideológica, como referendava uma concepção de modelo econômico em que o crescimento seria feito com "sangue, suor e lágrimas"
 A partir deste momento os instrumentos de repressão a udo que era contrário a Ditadura aumentou e os anos 1970, foram marcados por frases como "Brasil: Ame-o ou Deixo-o", quando milhares de pessoas tiveram que se exilar em outros países como Chico Buarque de Holanda, entre outros. E muitos que ficaram, pagaram com as suas vidas a luta para derrubara Ditadura que se transformou na chamada "Guerrilha Armada". O compositor e cantor Gonzaguinha retrata bem o que foi este período, com a música "Legião dos Esquecidos"


Discurso de Márcio Moreira Alves


Referências 

O AI-5. D'ARAÚJO, Maria Celina. Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/AI5> Acessado em 13 de dezembro de 2011.

Leia também:

 13 de dezembro de 1968: Tempo negro. Temperatura sufocante. É decretado o AI-5 Blog Hoje na História CPDOC/FGV. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=28954

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ao completar 25 anos, Revista Acervo se renova e lança novo site

Imagem da Homepage da Revista Acervo


A revista Acervo é uma publicação semestral do Arquivo Nacional editada desde 1986. Seu objetivo é divulgar estudos acadêmicos e fontes de pesquisa nas áreas de ciências humanas e sociais aplicadas, especialmente Arquivologia. A revista publica artigos e resenhas em português e espanhol que sejam inéditos no Brasil.

Agora, além da tradicional versão impressa, a revista tem uma versão eletrônica hospedada no endereço, seu site oficial. Para o próximo número de 2012 - volume 25, número 1 -, os editores tornam pública a chamada de artigos, em regime de submissão, conforme convite no mesmo site.

Diversos números anteriores da revista já estão disponibilizados para consulta em versão eletrônica. Alguns dos temas já digitalizados são: O Regime Militar, França e Brasil- História Ideias e Olhares, O Negro na Sociedade Contemporânea, Preservação de Acervos Documentais e A Corte no Brasil, entre outros temas. Progressivamente os  números restantes estão sendo inseridos.

A partir do primeiro semestre de 2012, a Acervo será composta pelas seguintes seções: entrevista, dossiê temático, artigos livres, documentos e resenhas. O envio de originais implica a cessão de direitos autorais e de publicação à Acervo.

Fonte: ANPHU Nacional. Disponível em: http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=2411

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

História do Brasil Nação



A historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz está coordenando um novo e ambicioso projeto: História do Brasil Nação, uma coleção de 6 livros sobre a história do país dos pontos de vista político, econômico, social e cultural

Fonte: TV Cultura - São Paulo

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Falando de História analisa os Atentados do 11 de Setembro nos EUA

A Ação Falando de História é um conjunto de atividades voltadas ao uso de mídias relacionadas ao conhecimento de História. Atualmente além deste blog, temos a plataforma do Portal FH, e de duas páginas em redes sociais (uma no Facebook e outra no Twitter).

Para 2012, além de aperfeiçoar as plataformas já disponíveis almejamos mais outras ações. Uma delas é o de elaborar um programa de TV e Rádio. Estamos ainda em fase de elaboração do projeto e em breve você leitor do Blog FH terá mais notícias sobre isto.

Disponibilizamos um vídeo que foi realizado como trabalho de apresentação de um grupo de acadêmicas do Curso de História da ULBRA da Disciplina de História Contemporânea sobre os Atentados de 11 de setembro. Ainda de forma artesanal este vídeo é importantíssimo para o FH, já que é o primeiro ensaio para esta nova plataforma idealizada para o próximo ano.

Agradecemos pela autorização de publicação as colegas Marcela dos Santos, Bruna do Carmo, Jéssica Vargas, Cátia Appel, Erik Guedes e Rossana Fichimann. 

Untitled from Falando de História on Vimeo.

Mais de 50 mil acessos do Blog FH

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2 de dezembro: Quando nasceu o Dia do Samba?

Por Lucyanne Mano

'Quem não gosta de samba, bom sujeito não é
Ou é ruim da cabeça ou doente do pé'...
Dorival Caymmi

Dia do Samba. Ilustração.  Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil

Reza a lenda que o Dia do Samba foi criado nos anos 50, e remete à iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso, quando de sua primeira passagem por Salvador. O músico já havia composto o sucesso Na Baixa do Sapateiro, que exalta as tradições da capital da Bahia, mas nunca havia posto os pés naquela cidade.


Anos mais tarde, em 1962, durante a realização no I Congresso Nacional do Samba, no então Estado da Guanabara, o deputado estadual Frota Aguiar conseguiu aprovar um projeto de lei que tornou a comemoração um evento nacional. Desde 1972, a data é celebrada nas ruas das duas cidades.

No Dia Nacional do Samba no Rio, o trem da Central do Brasil que partem com destino a Oswaldo Cruz fica repletos de pagodeiros. Cada vagão transporta um grupo de sambistas famoso ou não, que vai tocando e cantando até chegar ao bairro onde nasceu Paulo da Portela. O trem só pára na estação de Mangueira para a Velha Guarda da Verde-e-Rosa entrar, e segue em frente. Em Oswaldo Cruz, todos desembarcam, e se formam várias rodas de samba que vão se espalhando até tomar conta de todo o bairro. E como em toda boa roda de samba, a festa só termina ao amanhecer. O Pagode do Trem é uma iniciativa do movimento Acorda Oswaldo Cruz.

Vagão de trem foi sede da Portela

O Pagode do Trem foi criado na década de 20 por Paulo Benjamin de Oliveira, um dos fundadores da Portela (dizem que o berço do samba é lá!), que mais tarde adotou o nome da escola de samba como seu sobrenome. Naquela época, o objetivo não era comemorar o Dia Nacional do Samba. Os sambistas eram perseguidos pela polícia e a Portela ainda não tinha uma sede. Assim, os sambistas da escola iam ao encontro de Paulo na Estação da Central, e partiam rumo ao subúrbio. Da Central até Oswaldo Cruz, o vagão onde eles se reuniam transformava-se na sede provisória da Portela. Os sambas eram cantados, escolhidos. Tudo o que se referia à escola de samba era acertado ali. 

Relembre histórias de menestréis do Samba
Carlos Cachaça
Ismael Silva
Noel Rosa
Silas de Oliveira
Cartola
Jovelina Pérola Negra
Nelson Cavaquinho
Clementina de Jesus
Ataulfo Alves
Adoniram Barbosa
Chiquinha Gonzaga
Elizeth Cardoso
Clara Nunes

Outras efemérides de 2 de dezembro
1975 - 150 anos de D. Pedro II: quem era esse senhor?
1982 - Homem recebe o primeiro coração artificial do mundo
1997 - Samba da Central a Oswaldo Cruz



Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=28834