domingo, 29 de abril de 2012

21 anos sem Gonzaguinha



Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, Gonzaguinha, era filho do cantor e compositor Luiz Gonzaga, e da cantora e dançarina Odiléia. A mãe de Gonzaguinha morreu de tuberculose aos 22 anos, e ele foi criado no morro de São Carlos, no Estácio, pelos padrinhos Xavier e Dina, ambos homenageados em uma das suas músicas.

Durante o período em que cursou Economia na Faculdade Cândido Mendes conheceu Ivan Lins, Dominguinhos, Aldir Blanc e César Costa Filho [os quais criaram juntos nos anos 70, o Movimento Artístico Universitário (MAU).

Gonzaguinha apresentou-se em festivais, mas só ficou conhecido pelo público depois de cantar no programa de TV de Flávio Cavalcante. Recebeu críticas e advertências da censura, mas o seu compacto, que estava encalhado nas lojas de discos, esgotou-se rapidamente. Suas letras politizadas e irônicas foram diversas vezes censuradas pelo regime militar e lhe valeram o apelido de cantor-rancor. Logo no seu LP de estreia, em 73, o compositor teve problemas com a música Comportamento Geral (você deve lutar pela xepa da feira e dizer que está recompensado), que desagradou à ditadura. 

A partir desse disco passou a disputar com Chico Buarque o título de compositor mais perseguido pela Censura. Devido a essa implacável perseguição era obrigado a produzir dois discos para conseguir gravar um. Mas Gonzaguinha permanecia tranquilo e dizia: "Nunca supervalorizei a censura, que era decorrente do estado de coisas do país". 

O compositor lutou por mudanças no Escritório de Arrecadação do Direito Autoral (Ecad), dispensou a intermediação de empresários e fundou o seu próprio selo, o Moleque.

Mudança e popularidade
A grande guinada na carreira veio em 1976 com o disco Começaria tudo outra vez, com músicas mais leves, que fizeram grande sucesso. As composições de Gonzaguinha foram gravadas por Elis Regina, Simone, Maria Bethânia e Frenéticas. 

O músico fez shows em parceria com o pai, Gonzagão, o Rei do Baião e gravou Vida de Viajante com o seu pai, Gonzagão, o rei do baião. 

Gonzaguinha morreu aos 46 anos em um acidente de carro depois de apresentar-se em um show em Pato Branco, no sul do Paraná.

Fonte: Blog Hoje na História - CPDOC Jornal do Brasil
Publicado no dia 29/04/2011

Mais:

sexta-feira, 27 de abril de 2012

27 de abril de 1937: A morte do filósofo Antonio Gramsci

"O desafio da modernidade é viver sem ilusões, sem se tornar desiludido".
Antonio Gramsci

Reprodução Blog Hoje na História 
Tuberculoso, o filósofo italiano Antonio Gramsci, 46 anos, morreu numa clínica em Roma, quatro dias depois de alcançar a liberdade. Antifascista, foi preso em 1926, condenado a mais de vinte anos de prisão, onde permaneceu até receber a liberdade condicional, motivada por sua saúde debilitada, as vésperas de sua morte.


Deixou viúva a russa Giulia Schucht, violinista com quem teve dois filhos.

Italiano da Sardenha, Antonio Gramsci nasceu em 23 de janeiro de 1891. Foi na Universidade de Turim, onde cursou Literatura, que entrou em contato com a Federação Juvenil Socialista, o que culminou com sua filiação ao Partido Socialista em 1914. Para defender suas ideias, lançou ao final da Primeira Guerra o jornal L´Ordine nuovo, que reivindicava a participação política do proletariado.

Mais tarde, seria um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, o que o levaria a passar um período de dois anos na União Soviética, como membro executivo da Terceira internacional, enquanto na Itália o fascismo cresce imponente. De volta ao país, encontra uma realidade política bastante delicada e assume a direção do partido, com a missão de hegemonizar as forças de esquerda. Incansável, não consegue o triunfo. E refém de toda sorte de especulações e intrigas políticas acaba preso pela polícia italiana.

Gramsci se dispôs a estabelecer uma unidade entre a teoria e a prática do marxismo. Criticou o elitismo dos intelectuais e exerceu profunda influência sobre o pensamento marxista. Dono de uma obra consubstanciada em cadernos escritos nos anos de prisão, só publicada após a guerra, a parte mais notável são suas Lettere dal carcere (1947): notável documento humano e cultural em que revela suas preocupações familiares e discute problemas filosóficos e estéticos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Brasil ajudou secretamente Argentina na Guerra das Malvinas



O governo brasileiro prestou apoio logístico à Argentina para o abastecimento de armas soviéticas na Guerra das Malvinas, em 1982. A revelação foi divulgada pelo jornal brasileiro O Globo, que, em sua edição de domingo (2204) reuniu documentos oficiais secretos.

Apesar de se manter oficialmente neutro no conflito entre Argentina e o Reino Unido, o Brasil cedeu o aeroporto de Recife para as escalas dos aviões que transportavam mísseis e minas desde a Líbia.

A iniciativa começou com o apoio da União Soviética e de Cuba ao regime militar argentino na Guerra das Malvinas em meio à Guerra Fria, pelo fato de o Reino Unido ser um dos principais aliados dos Estados Unidos.
Dessa forma, segundo um documento secreto da Marinha brasileira, um avião cubano, com aporte da URSS, seguia para Buenos Aires com armas, quando foi interceptado por autoridades brasileiras. A aeronave voava clandestinamente e os países não mantinham relações diplomáticas.



No entanto, o regime militar permitiu a continuação da viagem após uma negociação de seis horas com o país vizinho. Daí em diante, os voos da companhia Aerolíneas Argentinas com armas entre Líbia e Buenos Aires, com escala em Recife, chegaram a alcançar uma frequência de dois por dia.


Nesse período, um documento do Conselho de Segurança Nacional do Brasil registrou que a Argentina estreitou "gradualmente" seus contatos com Brasília, com pedidos de ajuda na compra de aviões, bombas incendiárias, munição para fuzis, sistemas de radar e querosene de aviação. As repostas brasileiras eram quase sempre favoráveis. Mas, quando era negativa, os argentinos recorriam ao apoio do Peru, que teria fornecido caças e mísseis comprados ao mercado negro, segundo O Globo.


O fornecimento de armas também partia de Israel e seguia duas rotas, uma com escalas nas Ilhas Canárias (Espanha) e Rio de Janeiro, e a outra, através de Caracas e Lima.
O jornal ainda publicou um documento da embaixada britânica criticando o Brasil por ceder seus aeroportos aos voos da Argentina com carregamento de armas. Brasília respondeu a Londres que em suas revisões dos voos da Aerolíneas Argentinas "não encontrou nada de natureza militar".



Leia mais
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Argentina defenderá direito à soberania das Malvinas na Cúpula das Américas
Reestatização da YPF é uma decisão soberana argentina, afirma Patriota
Reino Unido irá comemorar rendição da Argentina na Guerra das Malvinas em junho


Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 24 de abril de 2012

Gideon Sundback é homenageado pelo Google Doodle


Doodle especial em homenagem a Gideon Sundback
Divulgação Google

Por causa de Gideon Sundback tem um zíper na página inicial de buscas do Google hoje. Isto é por que o homem, inventor do zíper, está sendo homenageado pelo Google Doodle de hoje.
Otto Fredrik Gideon Sundback, filho de fazendeiros, nasceu na Suécia e mais tarde viveu na Alemanha migrando poucos anos depois para os Estados Unidos.
Ilustrações da patente de Gideon Sundback de 1914
Divulgação: Hype Science
O engenheiro elétrico trouxe diversos avanços para ao zíper, também conhecido como fecho-ecler no Brasil. A sua versão de 1914 era muito mais resistente a puxões laterais do que as anteriores que apresentavam a tendência de soltar-se facilmente. Ele modificou o sistema de encaixe dos elementos laterais, quase triplicou sua quantidade por centímetro e criou o deslizador em Y que unia os elementos laterais como se fossem uma única fita.

Ilustrações da patente de Gideon Sundback de 1914
Este é praticamente o tipo de zíper que todos nós utilizamos ainda hoje em nossas roupas diariamente. Os elementos laterais são presos tão próximos que não há espaço para nenhum dos ‘dentes’ sair do lugar e separar as fitas.
O nome zíper (zipper na grafia em inglês) foi criado em 1923 por um fabricante que incluía a invenção de Gideon em suas botas. Zíperes eram usados também em bolsas de guardar tabaco na época. Levou mais vinte anos depois disto para o zíper se tornar comum na indústria da moda.

Fonte: Hype Science Disponível em: http://hypescience.com/gideon-sundback-ziper/

sexta-feira, 20 de abril de 2012

ANPUH Nacional manifesta-se sobre a redução sobre a redução de recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia


São Paulo, 19 de abril de 2012.

Do: Prof. Dr. Benito Bisso Schmidt – Presidente da Associação Nacional de História - ANPUH
À Sua Excelência Presidenta da República, Dilma Rousseff
À Sua Excelência Ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp

Ilma Senhora,

A Associação Nacional de História – ANPUH vem manifestar sua profunda preocupação com a recorrência dos cortes orçamentários no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação. Este ano, alcançamos o infausto percentual de 23%, o que representa uma redução de cerca R$1,5 bilhão nos investimentos nos programas e ações do setor.

Esta é a razão pela qual reiteramos nosso irrestrito apoio ao manifesto em defesa da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, lançado pela Academia Brasileira de Ciências - ABC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, e entidades empresariais, que defende a necessidade de revisão imediata da decisão de redução dos recursos alocados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, neste ano de 2012.

Outras entidades, como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de C, T, I – CONSECTI e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – CONFAP, por meio da Carta de Curitiba, se juntaram a tal demanda. Peças-chaves de uma política de descentralização de investimentos e construção de fortes parcerias para o financiamento da Ciência, Tecnologia & Inovação, os gestores estaduais se ressentem do impacto que tal redução provocará em todo o país. Todas estas entidades são unânimes em afirmar que a continuidade dos cortes orçamentários é incompatível com uma política de inserção internacional do Brasil em condições de igualdade com outras potências neste setor.

No caso da área de Ciências Humanas, a situação pode ganhar contornos mais complexos. Afinal, estamos tratando de uma área que, tradicionalmente, não está entre as prioridades de investimento e nem mesmo é considerada como parte do indistinto universo definido pela expressão “inovação tecnológica”. Apenas para dar uma medida da distância que nos separa das chamadas “áreas estratégicas”, só em 2003, depois de mais de 50 anos de existência, é que o CNPq lançou o primeiro edital exclusivo para a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Outro exemplo relevante é a exclusão da área de Ciências Humanas do importantíssimo Programa “Ciência Sem Fronteiras”, tema sobre o qual ANPUH já se manifestou formalmente.

20 de abril de 1999: Jovens mascarados matam 13 em escola nos EUA


Divulgação: Blog Hoje na História

"Temos que acordar para o problema da violência nas escolas. Se isso pode acontecer lá, então as pessoas devem reconhecer que existe a possibilidade de que o mesmo ocorra em qualquer comunidade da América". Presidente Bill Clinton

Jovens mascarados, Eric Harris, 18 anos, e Dylan Klebold, 17 anos, vestindo longos casacos pretos, abriram fogo contra ex-colegas na Columbine High School, escola de segundo grau em Denver, no estado americano do Colorado. Os relatos eram apavorantes. Segundo sobreviventes, os rapazes disparavam contra negros, hispânicos e atletas - que buscavam esconder-se entre mesas e debaixo de carteiras - usando armas automáticas e lançando granadas. A chacina começou na cafeteria da escola, continuou nas escadas e terminou na biblioteca, onde a maioria dos corpos, inclusive os dos assassinos, foi encontrada.


Identificados como jovens típicos do subúrbio americano, de famílias estáveis e queridas pelos vizinhos, os autores da chacina minaram o prédio com explosivos antes de começar a atirar nos colegas. Esta estratégia dificultou o trabalho da polícia que demorou a entrar para socorrer feridos e contar os mortos, que foram 15 (11 homens, entre eles os dois criminosos, e 4 mulheres), e não 25 como inicialmente divulgado. O tremor dessas explosões impediu a documentação da cena do crime e comprometeu a coleta de evidências.

O então presidente Bill Clinton prometeu programas para proteger os jovens da violência, mas não tocou no ponto mais discutido aquela altura: a liberdade quase irrestrita para a posse de armas nos EUA.

O que motivou o crime?
Máfia da Capa Preta. Esta era a comunidade da qual Eric e Dylan eram membros. Não era uma sociedade secreta. Com direito a página na Internet, após o episódio desativada, sentindo-se ridicularizados pelos atletas, remoíam planos de vingança e extravasavam seu ódio na rede. Eric, principal cabeça por trás do ataque, era conhecido ainda por colecionar suásticas e sinistros slogans neonazistas e até dar receitas para a confecção de bombas. Em seu auto-retrato, escreveu: "Mato aqueles de quem não gosto, jogo fora o que não quero e destruo o que odeio". Já Dylan dizia que seu número pessoal era "420", e houve quem associasse a preferência à data de nascimento de Hitler, 20 de abril. Os diários dos jovens foram encontrados. E embora a opinião pública tenha procurado explicações, levantado hipóteses e salientado especulações, nenhuma conclusão sobre o motivo do ataque.

Núcleo de Pré-História e Arqueologia (NuPHA) da Universidade de Passo Fundo divulga blog!




O Núcleo de Pré-História e Arqueologia (NuPHA) da Universidade de Passo Fundo (UPF) possui formação multidisciplinar, congregando arqueólogos, historiadores, antropólogos e profissionais de áreas afins. Funciona em sistema de rede e intercâmbio. Produz eventos, elabora projetos e presta assessoria. Articula um fórum de intercâmbio científico e difusão de pesquisas. Mantém um laboratório, com espaço físico específico no Arquivo Histórico Regional (AHR-UPF), para armazenamento e pesquisa de acervos arqueológicos, desenvolvimento de atividades educativas através de cursos, palestras e demais atividades de educação patrimonial. Apresentação de trabalhos em seminários, congressos e publicações científicas. Institucionalmente está vinculado ao Mestrado em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH-UPF), cujo Museu Histórico Regional (MHR), adstrito a orientação técnico-científica ao Curso de História da UPF, responsabiliza-se pela guarda do acervo destinado a exposição pública. As linhas de pesquisas abrangem os seguintes temas: Pré-História do Planalto Meridional; Arqueologia missioneira; Educação patrimonial e difusão do conhecimento arqueológico; Arqueologia dos povos e comunidades tradicionais; Fronteiras e contato cultural interétnico na pré-história; Arqueologia histórica; Arqueologia forense; Patrimônio cultural, identidade e território; Pesquisa e curadoria de acervos arqueológicos; Estudos e guarda de acervos arqueológicos.
O  blog do NuPHA pode ser acessado em: http://arqueologiaupf.wordpress.com/


Divulgado no Portal Falando de História. Disponível em: http://www.falandodehistoria.com.br/sobrenos/2012/noticia37-20-04-12.html

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Verdades sobre a Educação no RS

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Professor, profissão perigo

Reprodução Revista IstoÉ

O Blog História UPF destaca a matéria Professor, profissão perigo publicada na Revista IstoÉ. A reportagem enfatiza o seguinte o aumento os  os casos de agressão física e psicológica a docentes brasileiros nas escolas particulares e nas universidades.

De fato cada vez mais é tensa a relação professor-alunos, isto sem falar do excesso de burocracia no trabalho pedagógico do professor. Enquanto os políticos tratarem a educação como uma área de atuação de política governamental  sem ações de Estado e sim com políticas confusas e que obstaculizam o andamento da educação, esta situação será a plena realidade.

Enquanto os Governos em todas as esferas no "Brasil" ficam  focando na Copa do Mundo e seus elefantes brancos, a educação está a cada dia mais agonizando. É a violencia, a falta de recursos, excessos de reuniões, desmotivação salarial entre outras coisas que  são sintomas de uma área que agoniza dia após dia!

Link relacionado
Professor, profissão perigo - Blog História UPF

domingo, 15 de abril de 2012

1912 - A viagem sem fim do Titanic

Por Lucyanne Mano
Reprodução Blog Hoje na História
CPDOC/Jornal do Brasil
"Titanic,
cidade flutuante
que se submerge.
O perigo estava
sob o mistério negro
da névoa:
o iceberg.

Netuno,
tomado de
féro ciúme,
abalroa
um colosso
contra
outro colosso".
Jornal do Brasil





Na madrugada fria de uma segunda-feira, o Titanic, maior e mais luxuoso transatlântico até então construído, naufragou nas águas geladas do Atlântico Norte, na sua viagem inaugural iniciada cinco dias antes, quando partira do Porto inglês de Southampton.

O drama dos 2.208 passageiros começou instantes antes da meia-noite, quando o navio colidiu com um gigantesco iceberg. Após receber o pedido de socorro expedido pelo imponente Titanic, o navio Carpanthia, único a chegar a tempo de prestar socorro às vítimas, resgatou pouco mais de 700 pessoas com vida. Os demais passageiros e tripulantes, ou morreram durante a tentativa de abandonar o navio, ou foram sugados juntamente com o mesmo, engolido pelo mar, após formar um ângulo de 90º com a superfície da água e partir-se ao meio.

Peritos em acidentes marítimos apontaram falha humana e responsabilizaram o capitão Smith pelo desastre. Ambicionando encurtar o trajeto e quebrar o recorde de tempo da travessia do Atlântico Norte, o comandante fez o barco navegar em velocidade acima da recomendada numa região repleta de icebergs. A chegada do navio em Nova York estava prevista para o dia seguinte ao da catástrofe. A tragédia ocupou as páginas dos jornais de todo o mundo. Circularam as mais fantasiosas versões dos acontecimentos, uma vez que a apuração dos fatos ficou restrita aos relatos dos sobreviventes. Somente a partir dos anos 80, após uma primeira equipe mergulhar até os destroços do Titanic, foi possível apurar detalhes técnicos do naufrágio.

As lições da sinistra experiência

Reprodução Blog Hoje na História  CPDOC/Jornal do Brasil
Durante a lenta agonia, o desespero dos passageiros foi agravado ao se constatar que o mais ousado projeto da engenharia naval da época menosprezara todas as questões de segurança: não havia equipamentos salva-vidas nem botes suficientes para todos a bordo.

A partir desta tragédia, e para evitar a retração na indústria do transporte marítimo as normas de segurança foram reforçadas com a obrigatoriedade de os navios manterem os sistemas de comunicação funcionamento contínuo, e comportarem equipamentos de resgate suficientes para todos os passageiros e tripulantes.

Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8049

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Clipping FH Nº 2

Número: 2 Abril/2012

Ciclo de cinema  no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa


IDADE MODERNA NO CINEMA

 Moça com Brinco de Pérola, de Johannes Vermeer (1632 - 1675)
 
CARGA HORÁRIA: 42 HORAS - COM CERTIFICADO
14 ENCONTROS
DIAS E HORÁRIO: DE 17/04 a 16/06/2012
SÁBADOS – 15 H
TERÇAS FEIRAS - 18:30H
LOCAL: MUSEU DE COMUNICAÇÃO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA
PROPONENTES: MUSEU DE COMUNICAÇÃO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA e CENTRO UNIVERSITÁRIO LA SALLE - UNILASALLE.
ENTRADA FRANCA
INSCRIÇÕES: hipolito-cinema@sedac.rs.gov.br
 

PROGRAMA

17/04 – AGONIA E EXTASE – (EUA, 1965, 134 min), de Carol Reed
Comentador: prof. Sergio Fiker

24/04 – CARAVAGGIO (Inglaterra, 1986, 88 min), de Derek Jarman
Comentador: prof. Rodrigo Simões

28/04 – AS BRUXAS DE SALEM (EUA ,1996, 123 min), de Nicholas Hytner
Comentador: prof. Carlos Hees

05/05 – LUTERO (Alemanha, 2003,121 min), de Eric Till
Comentadora: profa. Cleusa Graebin

12/05 – A LETRA ESCARLATE (EUA , 1995, 136 min), de Roland Joffé
Comentadora: profa. Ana Colling

15/05 – CAINDO NO RIDÍCULO (França, 1996, 100 min), de Patrice Leconte - Comentadora: profa. Regina Curtis - ULBRA

19/05 - GIORDANO BRUNO (França, 1973, 114 min), de Giuliano Montaldo
Comentadora: prof. Nadia Weber

22/05 – CROMWELL (Inglaterra, 1970, 134min0, de Ken Hughes
Comentador: prof. Roberto Santos - ULBRA

26/05 – MORTE AO REI (Inglaterra, 2003, 102 min), de Mike Barker
Comentador: prof. Raul Rois

29/05 – RICARDO III (Inglaterra,1955, 161 min), de Laurence Olivier
Comentadora: profa. Carlinda Maria Fischer Mattos

02/06 - A ASCENSÃO DO DINHEIRO (EUA, 2008), de Adrian Pennick
Comentador: prof. Lucas Graeff

05/06 – LIGAÇÕES PERIGOSAS (EUA, 1988, 120 min), de Stephen Frears
Comentadora: profa. Maria Cristina França

09/06 - 1492, A CONQUISTA DO PARAISO (EUA, Espanha, Finlândia, Inglaterra, 1992, 150 min), de Ridley Scott
Comentador: profa. Elsa Avancini

16/06 – VATEL, UM BANQUETE PARA O REI (França/Inglaterra, 2000, 112min), de Roland Joffé
Comentadora: profa. Juliane Gomes - ULBRA



Fonte: Coordenação do Curso de História da ULBRA


Notícia publicada no Portal FH em: http://www.falandodehistoria.com.br/sobrenos/2012/noticia26-11-04-12.html

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Google homenageia Eadweard J. Muybridge, inventor do projetor de filmes

Fonte: IBN Live
Imagem: Divulgação IBN Live
A Google está comemorando o 182º aniversário de Eadweard J. Muybridge, (o J. é de James) — o homem responsável por criar o primeiro projetor de filmes.

Saiba mais, clique aqui

Fonte: Hype Science 

100 anos do Titanic: acompanhe, em tempo real, a história do navio no Twitter


No dia 15 de abril de 1912, o Titanic colidiu com um enorme iceberg e afundou no Oceano Atlântico. Em 2012, o trágico evento faz 100 anos e para prestar uma homenagem aos envolvidos no acidente, o repórter do Next Web, Paul Sawer, criou um perfil no Twitter para contar essa história.

Durante todo o mês do acidente, o @TitanicRealTime vai publicar, em tempo real, tuítes sobre o fato. A ideia é que o perfil no microblog também publique fotos, desenhos e diversas informações sobre o ocorrido até que a narração vá se aproximando da hora do acidente e relate, com bastante veracidade, a colisão. Segundo o site Digital Life Today, cada mensagem vai começar com uma hashtag que indica quem é a pessoa na história.

Este não é o primeiro perfil no Twitter que relata uma história antiga em tempo real. A Segunda Guerra Mundial também tem sido relatada pela conta @RealTimeWWII desde 2011 e deverá continuar até 2017, caso o dono do perfil continue atualizando a rede.

Imagem: Reprodução Olhar Digital

sábado, 7 de abril de 2012

Se estivesse vivo, Mazzaropi completaria 100 anos na segunda-feira

Amácio Mazzaropi. Divulgação: alemdaimaginacao.com

Alguns filmes de Mazzaropi levaram mais de oito milhões de pessoas ao cinema. Proeza que mesmo hoje, poucos diretores conseguem. Ele fez coisas que até hoje tem filmes que gastam milhões e não tem o valor que um filme do Mazzaropi tinha.

Em Taubaté, no interior de São Paulo, onde Mazzaropi viveu e gravou boa parte dos filmes, um museu lembra a história deste mito. Alguns dos maiores atores do cinema brasileiro atuaram ao lado dele, mas, também tem gente que nunca sonhou em ser ator, como o fiscal de bilheteria que Mazzaropi improvisou no papel de Santo Antônio.

Veja a reportagem no site do SBT, clique aqui

Fonte: Jornalismo SBT

Mais:
Festival homenageia ator Mazzaropi

Um ano da tragédia de Realengo


Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, chegou à Escola Municipal Tasso da Silveira em torno de 8h da manhã de uma quinta-feira. Após passar pela portaria, onde informou que faria uma palestra na instituição, portando uma mochila com dois revólveres calibre 38 e uma quantidade inestimável de munição, seguiu para uma sala onde começou a disparar contra os alunos. Leia mais

Fonte: Blog Hoje na História


Mensagem de Páscoa


Com mais de 70 anos, Hospital Colônia Itapuã agoniza a 60 quilômetros de Porto Alegre

Fundado em 1940, instituição resguarda o passado sombrio do confinamento de leprosos e a história de quem ainda vive por lá

Por Itamar Melo

A infraestrutura que antes servia apenas a pacientes com hanseníase agora atende
 também internos do Hospital São Pedro Foto: Mauro Vieira / Agência RBS



Dos mil moradores do passado, restam 34, todos idosos, na cidade a 60 quilômetros do centro de Porto Alegre. Circulam por ruas e praças quase desertas. Grande parte dos 172 prédios está abandonada. O Centro de Diversões, construção colossal que acolhia bailes e sessões de cinema, agora raramente abre as portas.

A história dessa misteriosa e agonizante comunidade — o Hospital Colônia Itapuã — tornou-se mais conhecida com o documentário A Cidade, que revela o cotidiano de 10 dos últimos moradores. Essas pessoas chegaram ali como prisioneiros. Eram pacientes de hanseníase, doença antes conhecida como lepra e tratada em confinamento.

Eva Pereira Nunes, 67 anos, vive há mais de meio século no antigo hospital, nos confins de Viamão, à margem da Lagoa Negra. Veio de um internato em Santo Antônio da Patrulha. Tinha 12 anos. Na caminhonete onde foi enfiada, a enfermeira tentava acalmá-la:

— Não chora, guriazinha. Tu vais para um lugar muito bom.

O lugar era mesmo bom. Inaugurado em 1940 para isolar os doentes, contava até com moeda própria, cunhada em alumínio e com circulação restrita à colônia — uma tentativa de evitar contágios. O sustento era garantido pela lavoura e criação de gado.

Lá dentro, além de trabalharem, os pacientes iam à escola, divertiam-se, casavam-se. Também acabavam em uma cela, cumprindo pena de 10 dias, quando surpreendidos em tentativa de fuga. Eva fugiu várias vezes. Depois, sem ter para onde ir, voltava. No início, viveu em um quarto, no pavilhão coletivo. Trabalhou na lavanderia, no refeitório e na coleta de lixo.

Aos 17 anos, casou-se com outro paciente, Darcy, 27 anos, na igreja católica do hospital. O matrimônio garantiu o direito de se mudar para uma das casas reservadas aos casais. Decidiu não ter filhos. As crianças que nasciam na colônia eram retiradas das mães após o parto e enviadas para o Amparo Santa Cruz, instituição a 40 quilômetros dali.

— Eles eram arrancados da mãe como se fossem bichos — recorda Eva.

Preconceito barrava o retorno para casa

Uma das poucas crianças que cresceram no local foi Paulo Roberto Goulart, 56 anos. Filho de um servidor do hospital, vivia na chamada "área limpa", fora dos muros. Dentro ficava a "área suja", a cidade dos hansenianos. Nas quartas à noite, Paulo entrava para acompanhar a sessão de cinema. Entre suas lembranças estão as visitas dos filhos dos doentes:

— O ônibus do Amparo vinha uma vez por mês. De dentro, a freira levantava a criança e mostrava pelo vidro: "olha, esse é o teu filho".

Nos anos 70, quando se disseminaram os medicamentos contra o Mal de Hansen e caíram concepções equivocadas sobre o contágio, as portas do hospital foram abertas. A maioria dos pacientes foi embora — mas parte deparou com o preconceito e logo retornou. Por ter confinado os pacientes, o poder público se comprometeu a manter os hospitais-colônia enquanto houvesse moradores.

Em 1990, os antigos doentes de Itapuã eram cerca de 150. Uma década depois, as mortes haviam reduzido a população pela metade. Eva está entre os que nunca saíram:

— Ir para onde? Até a família tinha medo. Todos aqui têm um sentimento dividido em relação ao hospital.

Viúva, ela mora sozinha. Tem direito a um benefício mensal, rancho, remédios, não paga luz, água ou aluguel. Eva vê com tristeza sua cidade definhar. O pouco de agitação é por causa dos 54 doentes do Hospital São Pedro levados para dar uso à estrutura. Dias atrás, apareceu a primeira-dama do Estado, Sandra Genro. Eva ficou admirada de ela ter pedido água. Em geral, vê evitarem o contato.

— O lugar ficou triste. A verdade é que o hospital está pendurado por nós. Quando terminarem os pacientes, isso aqui acaba.


Link Relacionado:

Uma História de Segregação e Isolamento -  publicado no Blog Falando de História em 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Apresentações dos Pós-Graduandos de Patrimõnio Cultural e Identidades da ULBRA


13/04
Batuque e Nação Cabinda: representações e cultura imaterial em duas dimensões
ANDRE GIOVANI KLINKOSKI

13/04
O Patrimônio Histórico-cultural de Santo Amaro e seu potencial turístico
FILIPE MEDEIROS DE FREITAS

13/04
Cerimônia de Vestição Religiosa: As Irmãs Franciscanas e os laços matrimoniais com Cristo (1951-1969).
FRANCIELE ROVEDA MAFFI

13/04
O Arquivo Histórico Municipal de Viamão: particularidades de um intérprete do tempo
GIANE DE SIQUEIRA PRETO GOMES


13/04
A acessibilidade no espaço cultural do município de Canoas
KATIA SIMONE DA LUZ GONCALVES

13/04
Núcleo de Pesquisa em Teatro e História: experiências com teatro universitário
LUCAS OLIVEIRA REINISCH

17/04
Acessibilidade em museus: o caso do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo
MARCIA BEATRIZ DOS SANTOS

17/04
Memórias da emancipação de Sapucaia: ouvindo falas, construindo ideias.
LAERTE FERRAZ DA SILVA

17/04
A prática da educação para o patrimônio: A ação do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.
JULIANA SOMMER


Fonte: Coordenação do Curso de História da ULBRA

terça-feira, 3 de abril de 2012

XVIII Jornada de Ensino de História e Educação: Ensino de História, Imagens e Mídias


O XVIII Encontro tem como tema O Ensino de História, Imagens e Mídias. O evento se desenvolverá durante 3 dias, oferecendo aos participantes uma Conferência de abertura, Mesas de discussão, Oficinas e Sessões de Comunicações. Estas últimas estão destinadas tanto à apresentação de comunicações de pesquisadores, quanto de relatos de experiências de professores das redes de ensino e de estudantes de graduação e pós-graduação que tenham relação direta com o ensino de História.

Submissão de Trabalhos 

De 19/03/2012 a 26/04/2012 - Envio do resumo do trabalho para avaliação. 

Para submeter seu trabalho, copie o link abaixo, cole em seu navegador e siga as orientações:


Objetivos

- Socialização de experiências e de práticas de sala de aula;
- Problematização da utilização das imagens e das mídias como fontes e como elementos estruturantes de metodologias de ensino;
- Socialização de novas produções teóricas sobre o ensino de História; e
- Construção de um espaço de diálogo e de discussão das relações entre história e educação e entre o ensino na educação básica e a formação de professores no ensino superior e na pós- graduação.
Público de interesse

Professores da rede pública e privada, dos diversos níveis acadêmicos; alunos de cursos de Graduação e de Programas de Pós-Graduação; pesquisadores sobre a temática e demais interessados.

Carga Horária

37:30 horas


Período

4/6/2012 a 6/6/2012

Certificado

Será fornecido certificado aos inscritos com frequência mínima em 75% da carga horária do evento.


Local

Campus Unisinos São Leopoldo
Auditório Central para as conferências;
Salas de aula do corredor F do Centro 1 para as Oficinas e Comunicações;
Saguão do Prédio 1A - Ciências Humanas


Promoção

Grupo de Trabalho de Ensino de História - Associação Nacional de História / Seção Rio Grande o Sul
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Curso de Graduação em História
Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em História


Apoio

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
FACOS - Faculdade Cenecista de Osório
UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa
UCS - Universidade de Caxias do Sul
FAPA - Faculdade Porto-Alegrense
UFPel - Universidade Federal de Pelotas
FURG - Universidade Federal do Rio Grande
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior

Fonte:Extensão UNISINOS. Disponível em: http://www.unisinos.br/extensao/evento/EX120113/EX120113-00001/620/apresentacao