quarta-feira, 30 de maio de 2012

Em decisão unânime, Comissão de Anistia nega pedido de Cabo Anselmo


Imagem: Arquivo Blog Falando de História. Autoria: Folha de S. Paulo

São Paulo – Por unanimidade (12 votos a zero), a Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, negou o pedido de José Anselmo dos Santos para ser declarado anistiado político. Também foi indeferido o pedido de reparação econômica no valor de R$ 100 mil. Foram 12 votos contra o pedido de Cabo Anselmo, naquele que provavelmente foi o mais emblemático dos julgamentos feitos pela comissão. O relator do processo, Nilmário Miranda, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, foi explícito ao argumentar que seria um contrassenso o Estado brasileiro pedir desculpas a quem colaborou com a ditadura: “Seria premiar quem deu causa à barbárie. Não cabe reconhecer anistia e indenizar uma pessoa que participou ou concorreu em atos como esse”. Teve o apoio do secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão: "É juridicamente impossível o Estado reparar quem assumiu o papel de violador dos direitos humanos”.

Ainda segundo o relator, exatamente por ter participação comprovada em ações que violaram os direitos humanos, o ex-marinheiro não poderia ser anistiado. “Esta comissão reconhece a declaração de anistiado político e pedido de desculpas do Estado a quem foi perseguido. Anselmo atuou e contribuiu de forma sistemática para a tortura, perseguição de pessoas e perpetração de outros ilícitos”, argumentou.

No pedido de anistia protocolado em 2004 no Ministério da Justiça, Anselmo alegou que, antes de colaborar com a ditadura, foi perseguido e preso. Só em 1971, depois de sua prisão, teria passado a ajudar o regime. Hoje com 70 anos, ele não compareceu à sessão e foi representado pelo advogado, Luciano Blandy.

Durante o julgamento, uma testemunha, o jornalista Mário Magalhães, divulgou o aúdio de uma entrevista feita em 2001 com o ex-diretor do Dops Cecil Borer, que morreu dois anos depois. Nessa entrevista, o agente afirmou que Anselmo trabalhava para o governo já em 1964: "Trabalhava para a Marinha, trabalhava para mim, trabalhava para a americana (referência à CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos)".

Com informações do Ministério da Justiça

 Fonte: Rede Brasil Atual. 
Extraído do Site do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985( Disponível em: http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=964&sid=5

Links relacionados:

30 de maio de 1920: A Santa Joana D´Arc

Por: Lucyanne Mano

Imagem: reprodução Blog Hoje na História

Mártir francesa canonizada em maio de 1920, quase cinco séculos depois de sua morte, a jovem de origem camponesa Joana D´Arc foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos (1337 e 1453), conflito fomentado por disputas territoriais e comerciais entre França e Inglaterra. Joana se tornou um símbolo do nacionalismo francês, na luta contra os ingleses. Leia mais

Fonte: Blog Hoje na História - CPDOC/Jornal do Brasil

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os fatos históricos, as memórias e os nossas sensações perante ambos

Por Noé Gomes

Imagem 1: João do Pulo Fonte da imagem: Reuters publicada no site UOL Esportes
Imagem 2:  O  Cordobazo, assim como no Brasil que houve a Marcha dos 100 mil em 1969, o  Cordobazo  foi um dos tantos movimentos contrários ao processo ditatorial da América Latina, isso um ano depois do Maio Francês de 1968 Fonte da  imagem: História en La Guia 2000.
Imagem 3: britânicos chegam ao topo do Everest em 1953. Fonte da imagem: Blog Hoje na História
O Blog Hoje na História faz menção a três grandes fatos ocorridos em  29 de maio: a morte de João do Pulo em 1999, uma perda enorme para o esporte brasileiro, Cordobazo, o maio francês da Argentina ocorrido em 1969 o ano que nunca acabou e a chegada ao Everest em 1953,  

Como afirma  Raimundo Nonato Pereira Moreira¹, num artigo interessantissimo "Hstória e Memória: algumnas observações":    
A Memória, no sentido primeiro da expressão, é a presença do passado. A memória é uma construção psíquica e intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional.(...) (MOREIRA, s/d, pág. 1)
Portanto, este tipo de lembrança, ao meu ver é importante, já que liga-nos momentos próximos e esta ligação podemos fazer inúmeras reflexões, uma delas atrevo-me fazer neste momento, ao ver estas recordações me lembrei daquela famosa música de Roberto Carlos², Emoções:

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo...
São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo...
Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...
(...)

O fato é que História também se faz com momentos tristes e alegres  e principalmente com emoções. Pois História, tem cheiro, cor, sabores, sensações e acima de tudo ela tem a nossa participação como agentes históricos.

_______________
¹ MOREIRA, Raimundo Nonato Pereira. Hstória e Memória. Disponível em: http://www.fja.edu.br/proj_acad/praxis/praxis_02/documentos/ensaio_2.pdf. Acesso em: 29/05/2012.


² Letra extraída do site "Terra Letras". Disponível em: http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/48587/. Acesso em: 29/05/2012

Links relacionados:

Blog Hoje na História - 1953: O homem chega ao topo do Everest.


Historiadores lançam livro que mostra e discute diferentes versões sobre a história de Zumbi dos Palmares


O Blog História Pensante traz um post contendo uma matéria da Revista Istoé muito interessante sobre  livro que trata de  Zumbi dos Palmares, onde os historiadores autores da obra "Três vezes  Zumbi" questionam a biografia do líder negro e mostram como o seu perfil mudou em quatro séculos. Leia mais, clique aqui

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Abertas as inscrições do ENEM 2012



Começaram às 10h de hoje as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos podem se inscrever apenas pela internet, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até 15 de junho. O valor da inscrição é R$ 35, que deve ser pago até 20 de junho.

As provas serão aplicadas em 3 e 4 de novembro. Este ano, o exame terá novidades na avaliação das provas de redação, que serão reavaliadas em caso de discrepância de notas.  O texto que apresentar uma diferença de 200 pontos entre as notas dadas por dois corretores seguirá automaticamente para uma terceira análise. Hoje, para obter essa terceira avaliação, é necessária uma diferença de 300 pontos. O texto também pode seguir para o terceiro corretor caso haja diferença de 80 pontos na análise de um ou mais quesitos considerados na definição da nota. A nota final da redação, cujo valor máximo é de 1.000 pontos, é baseada em cinco itens (veja abaixo), como domínio da língua escrita e aplicação de conceitos de várias áreas de conhecimento.

Se ainda nessa terceira correção persistir a discrepância de pontos, a redação será novamente avaliada, dessa vez por uma banca presencial, formada por três membros. Essa última avaliação não existia na edição do Enem do ano passado. Se a dispersão de pontos permanecer, haverá uma quarta avaliação. Trata-se de uma banca certificadora, coordenada por um doutor que fará uma avaliação final.

Além dessas alterações, o MEC anunciou que os candidatos do Enem terão à disposição um guia de redação, com regras de correção e exemplos de textos considerados modelo. Esse material deverá ser publicado na página do Inep, em PDF e em guias impressos para escolas públicas.

O candidato terá acesso à redação apenas para fins pedagógicos, como ver onde errou, por exemplo. No entanto, ainda não será possível solicitar recurso. O acesso deverá ser feito pela internet, mas a operação ainda está em definição.

Maiores informações do ENEM, estão disponíveis em:  http://enem.inep.gov.br 
Imagem: Divulgação Blog Falando de História

Serviço

Inscrições: serão feitas pelo site www.inep.gov.br, até as 23h59min de 15 de junho, no horário oficial de Brasília

Prova: dias 3 e 4 de novembro de 2012

Prazo do pagamento: 20 de junho


quarta-feira, 23 de maio de 2012

21 de maio de 1968: 10 milhões param a França


Jornal do Brasil: Quarta-feira, 21 de maio de 1968 - página 7
Imagem: Divulgação Blog Hoje na História

Trezentas fábricas ocupadas e centenas interditadas, inclusive as grandes indústrias siderúrgicas, metalúrgicas, químicas e as automobilísticas. Paralisação total do sistema de transportes, à exceção dos táxis. Nenhum trem, ônibus ou avião em circulação para a locomoção municipal, interprovincial ou para o exterior. No setor das comunicações, em funcionamento apenas o sistema telefônico direto e o serviço de telegramas. Fora do ar todo o sistema de rádio e televisão. Contingentes da Polícia no entorno dos prédios públicos. Esgotados os estoques de alimentos, falta de combustíveis e acúmulo de lixo nas ruas. Pichados os muros e monumentos de Paris, historicamente zelados pela importância cultural. Escolas fechadas. A França isola-se. Paris transforma-se na capital da crise do mundo moderno.

Outras efemérides de 21 de maio
1968: O dia em que a França parou
1975: Julgamento do Baader-Meinhof
1998: Suharto abdica do poder na Indonésia

Continuando o efeito dominó, o movimento grevista, que já abalava a França desde o início do mês com os protestos dos estudantes e o apoio pleno da classe operária, alcançou seu ponto máximo estimando-se 10 milhões de integrantes, em virtude da adesão de novos setores em todo o país. Pararam os portos marítimos e fluviais, as instituições financeiras e os serviços públicos, que colocaram em xeque-mate o fornecimento de energia elétrica, gás e água.

Na maior greve de sua história, a França teve sua infra-estrutura largamente paralisada ou rendida ao controle operário.


O alvo das reivindicações era o Governo De Gaulle: reclamava-se a derrubada do governo, a tomada do poder e por mudanças políticas radicais. Acuado o presidente Charles de Gaulle anunciou que o governo levaria a cabo as reformas educacionais pedidas pelos estudantes e garantiria melhores condições à classe trabalhadora.

Os ecos do maio francês de 1968

Paradoxalmente, a greve geral que isolou a França atraiu para o país as atenções de todo o mundo. Após as tensas semanas da primavera, a paralisação chegou ao fim. Com os dias contados estava também o governo do General De Gaulle, que renunciaria ao mandato em abril de 1969, após uma derrota no referendo para transformar o Senado francês num corpo consultivo.

A dimensão daquele maio de 68 ficou evidente na repercussão dada à greve geral além das fronteiras da França. Propagando ideais de igualdade e liberdade, o movimento revolucionário inspirou levantes sociais no mundo inteiro. 
 
Fonte:  Blog Hoje na História-CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29988
 
Links relacionados:
Maio de 1968 - Blog Falando de História (post publicado em 18 de dezembro de 2010) Disponível em: http://falando-historia.blogspot.com.br/2010/12/maio-de-1968.html
 

Olga ou Chatô?


A Seção "Super Trunfo" do Site Café História foi criada com o propósito de ser uma uma brincadeira espirituosa, sendo  foi inspirada nos jogos de cartas chamados de "Super Trunfo". Na sua  terceira edição, um embate entre duas biografias de um mesmo autor: o jornalista Fernando Morais: Olga ou Chatô. O Blog-Site está realizando uma pesquisa de opinião popular, com o intuíto de saber qual das duas biografias chmamam mais a atenção do público em geral.

A votação pode ser realizada neste link: http://cafehistoria.ning.com/page/super-trunfo-olga-versus-chato?xg_source=msg_mes_network

domingo, 20 de maio de 2012

Posição da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos ao Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso


Como havia me manifestado em post anterior, é preciso que haja uma penalização aos torturadores da Ditadura Militar. Sabemos que não há santos por parte daqueles que integraram a Guerrilha Armada, mas nada justifica as atrocidades cometidas em nome da "Segurança Nacional". Leiam atentamente o que a Comissão de Mortos e Desaparecidos  Políticos escrevem ao Sr. Ministro da Justiça. É simplesmente estarrecedor e revoltante. A carta dirigida a  José Eduardo Cardoso  está publicada no site da ANPUH Nacional, vale a pena a sua leitura, clique aqui para ter acesso a ela.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

18 de maio: O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


Por Lucyanne Mano

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído pela Lei n.º 9.970, de 17 de maio de 2000, com objetivo de mobilizar o governo e a sociedade para denunciar e enfrentar essa forma cruel de violação de direitos de meninas, meninos e jovens brasileiros. A data escolhida é uma homenagem à memória da menina Araceli Cabrera Crespo, espancada e violentada até a morte, aos 8 anos, em 18 de maio de 1973.

Trata-se de um alerta. Não há o que comemorar. A Justiça não pode devolver a inocência tirada de uma criança. As marcas reverberam na sociedade. Ainda há um longo caminho para se formar uma consciência nacional que denuncie e rompa com esse ciclo de violência, que na grande maioria das vezes acontece dentro da própria casa.

A violência sexual praticada em crianças e adolescentes pode manifestar-se de diversas formas, sendo as de maior ocorrência, o abuso sexual dentro da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico. Todas as suas expressões constituem crime e são, sem dúvida, cruéis violações dos direitos humanose 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que pensar sobre a Comissão da Verdade?


Diante da criação da chama  Comissão da Verdade, resta saber se será mais um ato para se dizer no papel que os atingidos serão de fato respeitados e seus algozes de fato responsabilizados ou seja, tudo ficar em pizza. Sinceramente, lamento o fato da Comissão não ter um caráter punitivo. 

O professor Carlos Fico manifesta-se também sobre o tema, com o post sob om título "Verdade: exigência de poucos?", penso que este assunto tem que ser discutido e por isso peço  aos leitores deste blog para emitirem suas opiniões, a opinião pública tem o diteito e o dever de não se calar perante esta notícia;


Dilma anuncia integrantes da Comissão da Verdade


KELLY MATOS / DE BRASÍLIA

Em sentido horário, José Carlos Dias, Gilson Dipp, Cláudio Fonteles, Maria Rita Kehl, José Paulo Cavalcanti Filho e Paulo Sérgio Pinheiro, membros do grupo que investigará violações dos direitos humanos na ditadura
Em sentido horário, José Carlos Dias, Gilson Dipp, Cláudio Fonteles,
Maria Rita Kehl, José Paulo Cavalcanti Filho e Paulo Sérgio Pinheiro,
 membros do grupo que investigará violações dos
direitos humanos na ditadura
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (10) os nomes das sete pessoas que vão integrar a Comissão da Verdade.

Os nomes devem ser publicados na edição de amanhã do "Diário Oficial da União" e a cerimônia de posse dos novos integrantes será no próximo dia 16.

Os ex-presidentes José Sarney (PMDB), Fernando Collor (PTB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já confirmaram presença na cerimônia.

Farão parte do grupo: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro do STJ e do TSE), Rosa Maria Cardoso da Cunha (amiga e ex-advogada de Dilma), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República no governo Lula), Maria Rita Kehl (psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e escritor), Paulo Sérgio Pinheiro (atual presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria).

Antes do anúncio oficial, Dilma esteve reunida no Palácio do Planalto com os integrantes da comissão e os ministros ligados ao tema.

Ainda hoje, os sete membros indicados serão recepcionados pela presidente em um jantar no Palácio da Alvorada.

A indicação dos integrantes ocorre quase seis meses após a lei que cria a Comissão da Verdade ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

A Comissão da Verdade vai investigar e narrar violações aos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 (que abrange o período do Estado Novo, ditadura do governo de Getúlio Vargas, até a publicação da Constituição Federal).

O grupo apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura e vai funcionar por dois anos. Ao final deste prazo, a Comissão deverá elaborar um relatório em que detalhará as circunstâncias das violações investigadas.

MILITARES

Em fevereiro, grupos de militares da reserva reagiram contra a Comissão da Verdade. Em nota, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação a declarações de ministras e do PT sobre a ditadura militar (1964-1985).

A reclamação tratava, entre outros temas, sobre uma declaração da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), segunda a qual a Comissão da Verdade pode levar à responsabilizações criminais de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia. O texto dos militares, que havia sido publicado na internet, acabou sendo retirado do ar após pressão do governo.

Dias depois, também em nota, 98 militares da reserva reafirmaram os ataques feitos por clubes militares à presidente Dilma e disseram não reconhecer autoridade no ministro da Defesa, Celso Amorim, para proibí-los de expressar opiniões. A nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", também atacava a Comissão da Verdade: "[A comissão é um] ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo", dizia o texto, endossado por, entre outros, 13 generais.


Links  relacionados:

Comissão da Verdade enfrenta críticas e iniciativa paralela de militares - Portal R7

terça-feira, 8 de maio de 2012

O 13 de maio e a escola

A carta original da Lei Áurea.
Reprodução Wikipédia
Por Noé Gomes

No dia 13 de maio de 1888 oficialmente é mencionado no calendário oficial, como marco final da escravidão no Brasil, que desde o período colonial, em 1500,  os seus colonizadores (os portugueses)  adotaram  o escravismo como mão-de-obra para a extração de nossas riquezas. 

O processo de escravidão no Brasil, começou com os indígenas, quando  nos 30 primeiros anos de ocupação portuguesa em solo brasileiro viveu o ciclo da extração do pau-brasil para a Europa, onde os indígenas eram usados neste momento, tendo os portugueses valendo-se do escambo para a concretização deste processo. Nos anos posteriores, teve inicio o Ciclo do Açucar, onde os colonizadores tentaram cooptar a mão-de-obra escrava indígena, mas sem sucesso. Ainda no século XVI, em substituição a mão-de-obra nativa, vieram os primeiros negros que até o século XIX,  que foram subjugados ao poder dos colonizadores portugueses.

A mão-de-obra escrava negra, foi substituída pelos colonizadores europeus a partir da segunda década do século XIX, desde então o negro torna-se um agente á margem da sociedade, pois liberto do processo escravocrata  acaba vivendo a falta de oportunidades. 

O 13 de maio é contestado pelo Movimento Negro, que elegeu o dia 21 de novembro como a data da Consciência Negra, mas porque não fazer de hoje, uma data de reflexão? Mesmo sendo oficialista, penso que o 13 de maio pode servir para o debate e reflexão do negro hoje. Este debate tem que ser feito principalmente na Escola. O antropólogo Kabengele Munanga, na página 15 do livro "Superando o Racismo na Escola", na condição de organizador da obra, faz um apontamento importante:

Partindo da tomada de consciência dessa realidade, sabemos que nossos  instrumentos de trabalho na escola e na sala de aula, isto é, os livros e outros  materiais didáticos visuais e audiovisuais carregam os mesmo conteúdos  viciados, depreciativos e preconceituoso em relação aos povos e culturas não  oriundos do mundo ocidental. Os mesmos preconceitos permeiam também  o cotidiano das relações sociais de alunos entre si e de alunos com professores  no espaço escolar. No entanto, alguns professores, por falta de preparo ou por  preconceitos neles introjetados, não sabem lançar mão das situações flagrantes  de discriminação no espaço escolar e na sala como momento pedagógico  privilegiado para discutir a diversidade e conscientizar seus alunos sobre a  importância e a riqueza que ela traz à nossa cultura e à nossa identidade  nacional. Na maioria dos casos, praticam a política de avestruz ou sentem pena  dos “coitadinhos” (...)
Proponho a todos nós docentes de escolas públicas e/ ou privadas a fazermos uma reflexão crítica sobre a simbologia desta data. Afirmar que o 13 de maio é uma data oficialista, o que não deixa de ser verdade, é muito pouco! Penso que não pode haver um hiato entre o 13 de maio e o 21 de novembro. Por isso, esta data pode servir de pontapé inicial de uma reflexão sobre o papel do negro em nossa história. 

Numa visão de uma "História Vista de Baixo", o 13 de maio com certeza é uma data que nada tem de popular e por isso no ambiente escolar podemos suscitar a discussão ou a inquietação em nossos alunos ao expôr o questionamento da  sua validade histórica  e talvez possamos trazer em nosso fazer pedagógico  a contradição de ideias e não uma visão única e acada dos fatos históricos.

Para auxiliarmos nesta reflexão, é que trazemos o programa "Caminhos da Reportagem" sobre o negro no Brasil, um programa feito às vésperas do dia 21 de novembro e que fala da situação do negro, no Brasil do século XXI


O Negro no Brasil - Caminhos da Reportagem (17/11/2011)

123 anos depois da abolição da escravatura, o número de brasileiros que se declara preto ou pardo é maior do que o de brancos: o Brasil tem se assumido como um país negro também. O Caminhos da Reportagem discute a situação do negro no Brasil através de números que mostram como ainda é preciso superar a desigualdade de renda e de acesso à educação, a pobreza, a violência e encarar de frente o preconceito. Dando início às comemorações da Semana da Consciência Negra, o programa vai mostrar a violência e a indignação cantadas no rap de Salvador, histórias de superação de famílias e um porteiro que abraçou os livros e hoje é desembargador. E, ainda, um menino de rua que se tornou professor, uma editora de livros que investe na temática afro e o  grupo de teatro Olodum, companhia que cria espetáculos a partir da tradição, histórias e temática negra. 
Reportagem: Luciana Barreto Edição: Isabelle Gomes Produção: Vivian Carneiro e Laine Fabríc

Referência Bibliográfica

MUNANGA, Kabengele (org,). Superando o Racismo na escola. 2ª edição revisada. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. 

O livro Superando o Racismo na Escola está disponível, no Site Domínio Público em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4575.pdf

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um dia de pesar na Música Popular Brasileria

Do lado esquerdo Noel Rosa e do direito Tinoco, dois grandes
expoentes da Música Popular Brasileira
Imagem: Reprodução Blog FH

Hoje é um dia grande tristezas para a nossa Música Popular Brasileira (MPB).  Lamentamos a morte de dois grandes expoentes da musicalidade brasileira.

Há 75  anos, ainda muito jovem morria Noel Rosa - uma grande legenda para o samba nacional. O Blog Hoje na História  faz menção ao fato 

Capa do disco 'Tinoco canta os sucessos de
Tonico e Tinoco', de 1998 (Foto: Divulgação) Fonte: G1 
Aos 91 anos, morre o cantor de sertanejo chamado de "raiz" Tinoco. Tinoco fez dupla com o seu irmão Tônico que em 1994 morreu. A dupla foi com certeza a mais popular deste segmento musical. Músicas como "Moreninha Linda!" são conhecidas do grande público, mesmo que não sejam ligados a este gênero. 

Hoje sertanejos e sambistas lamentam a perda irreparável destes  dois artistas que cantaram músicas que ficaram na retina popular. A estes dois nomes, as mais sinceras e merecidas homenagens. 

Links Relacionados




Mais:




"Relíquia"... como documento histórico da querida dupla... e da música cabocla autêntica.. O filme é de 1961 - Dir Eduardo Llorente, baseado na vida e obra da dupla. ......
A música -"MORENINHA LINDA'' é um "clássico" imortal do cancioneiro sertanejo....Autores: Tonico, Priminho e Maninho


Noel, João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito.. lá pelos idos de 1929... Único registro em imagem do grande Noel Rosa

Mensagem Dia das Mães

Brasil. Uma história inconveniente (BBC 2000)