quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Homenagem a Charles Chaplin


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

27 de fevereiro de 1997: A clonagem da ovelha Dolly

Por:  Lucyanne Mano

Dolly, o primeiro mamífero clonado, foi gerado a partir de outra ovelha adulta, o que deixou em polvorosa o mundo científico. O animal nasceu em 1996 mas o resultado da pesquisa só foi publicada no ano seguinte, na Revista Nature. Os responsáveis pelo experimento foram os professores Ian Wilnut e Keith Campbell, do Roslin Institute, da Escócia.

Dolly foi gerada a partir do núcleo de uma célula mamária de uma ovelha adulta, o qual foi fundido, com a ajuda de uma corrente elétrica, ao óvulo de outro animal, cujo núcleo tinha sido previamente retirado. Para obter a clonagem os pesquisadores tiveram de fazer 276 tentativas. O nome Dolly foi uma referência à cantora country norte-americana Dolly Parton, que tem seios muito grandes. O clone teve um filhote, que recebeu o nome de Bonnie, nascida de um cruzamento normal com um carneiro montês da raça Welch, chamado David. Dolly gerou ainda mais três filhotes em uma única gestação, que morreram. 

A experiência abriu debates a respeito dos limites morais das pesquisas científicas, e o Vaticano pediu que as pesquisas sobre clonagens fossem abolidas. Muitos países, inclusive o Brasil, estabeleceram medidas jurídicas para impedir que o processo fosse empregado em seres humanos. 

A ovelha mais famosa do mundo foi sacrificada em 2003 depois de contrair uma infecção pulmonar degenerativa, que lhe infligiu muito sofrimento.

Ao completar 5 anos a ovelha apresentou uma forma rara de artrite, que ataca geralmente animais velhos. Os pesquisadores interpretaram a doença como um sinal de envelhecimento precoce a que poderiam estar sujeitos os clones. Dolly também ficou obesa, mas os cientistas não souberam explicar se o sobrepeso foi causado pelo confinamento ou se era outra consequência da clonagem.

Outra efeméride de 27 de fevereiro
1970: Médici afirma que é cedo e preserva AI-5

Fonte: Blog Hoje na História. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29378

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Série Pensadores: Walter Benjamin


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Bibliografia sobre Idade Moderna

A Criação de Adão (1511). Michelangelo


BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ARIÈS, Philippe e DUBY, George (dir.)  História da Vida Privada:  da Renascença ao Século das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. V. 3
BETHENCOURT, Francisco. História das Inquisições. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BOBBIO, Norberto. A teoria das formas de governo. 10 ed. Brasília: EdUNB, 2001.
BOXER, Charles R. O império marítimo português: 1415-1815. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
BRAUDEL, Fernand.  O Mediterrâneo e o mundo Mediterrânico. Lisboa: Martins Fontes, 1984.V.2.
BURKE, Peter.  Variedades de História Cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
DEYON, Pierre. O Mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973.
DOBB, Maurice. Do Feudalismo para o Capitalismo, in: Paul Sweezy (org.) A Transição do Feudalismo para o Capitalismo. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
FALCON, Francisco. Mercantilismo e Transição. 11 ed. São Paulo: Brasiliense, 1990.
FALCON, Francisco. O Mercantilismo, in: A Época Pombalina. São Paulo: Ática, 1982.
FONTANA, Josep. Introdução ao estudo da história geral. Bauru, SP: EDUSC, 2000.
HOBSBAWM, Eric.  Do Feudalismo para o Capitalismo, in: Paul Sweezy (org.)  A Transição do Feudalismo para o Capitalismo. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
JOHNSON, Paul. O Renascimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
KAMEN, Henry. Filipe da Espanha. Rio de Janeiro: RECORD, 2003.
LE GOFF, Jacques e SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru/SP: EDUSC; São Paulo: IMESP, 2002.
MARQUES, Adhemar et alii.  História Moderna através de textos (A crise do século XVII). 3 ed. São Paulo: Contexto, 1993.
RODRIGUES, Antonio E.M. e FALCON, Francisco J. Calazans.  Tempos Modernos:  ensaios de História Cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000
SCHWARTZ, Stuart B. e LOCKHART, James. Os modos ibéricos, in: A América Latina na época colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
STONE, Lawrence. Causas da Revolução Inglesa: 1529-1642. Bauru: EDUSC, 2000
WARNKER, Martin. O artista e a corte. São Paulo: Edusp, 2001.
WILLS, John E. 1688: o início da era moderna. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Indicações Bibliográficas sobre História da América



AMÉRICA COLONIAL
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS
KARNAL, Leandro. Estados Unidos: A Formação da Nação. São Paulo, Contexto, 2001 [Repensando a História].
PEREGALLI, Enrique. A América que os europeus encontraram. São Paulo: Atual, 2003.
WASSERMAN, Claudia (coord) História da América Latina: cinco séculos. 2.ed. Porto Alegre, UFRGS, 2000.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES
BETHELL, Leslie (org.) História da América Latina. v.1. 2.ed. São Paulo: EDUSP; Brasília, Fundação Alexandre Gusmão, 1998.
HEALE, M.J. A Revolução Norte-Americana. São Paulo: Ática, 1991.
ROMANO, Ruggiero. Os Mecanismos da Conquista Colonial. São Paulo: Perspectiva, 1995.
TODOROV, Tzvétan. A Conquista da América: a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
VAINFAS, Ronald (org.). América em Tempo de Conquista. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.

SOCIEDADES AMERICANAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS
JUNQUEIRA,Mary. Estados Unidos. A Consolidação da Nação. São Paulo: Contexto, 2001.
KARNAl, Leandro. Estados Unidos a formação da nação. São Paulo: Contexto, 2001.
WASSERMAN, Claudia (coord). América Latina: cinco séculos. 2.ed. Porto Alegre: UFRGS, 2000.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES
AQUINO, Rubim S.; LEMOS, Nivaldo; LOPES, Oscar. História das Sociedades Americanas. 8 ed. Rio de Janeir: Record, 2002.
DONGHI, Túlio. História da América Latina. 3.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1997.
EISERNBERG, Peter. A Guerra Civil Americana. Säo Paulo: Ática, 1999.
LOPEZ, Luiz Roberto. História da América Latina. 4 ed. Porto Alegre: Mercado Aberto,1998.
PRADO, Maria Ligia. América Latina no Século XIX. São Paulo: EDUSP, 1999.

SCHILLING, Voltaire. Estados Unidos e América Latina: da Doutrina Monroe à ALCA.
5.ed. Porto Alegre: Leitura XXI, 2002.


AMERICANA CONTEMPORÂNEA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS
GUAZZELLI, Cesar A. B. História Contemporânea da América Latina (1960-90). Porto Alegre, UFRGS, 1998.
IANNI, Octavio. A formação do Estado Populista na América Latina. 2ªed. Rio Janeiro:
Civilização Brasileira, 1991.
PRADO, Luiz F. S. História Contemporânea da América Latina (1930-60). Porto Alegre, UFRGS, 1996.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES
ANDRADE, Manuel Correia de. O Brasil e a América Latina. 9ª ed. São Paulo: Contexto, 1999.
CHASTEEN, John Charles. América Latina: uma história de sangue e fogo. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
COGGIOLLA, Osvaldo. Governos Militares na América Latina. São Paulo: Contexto, 2001.
FARIA, Ricardo de Moura. As Revoluções do Século XX. São Paulo: Contexto, 2001.

Projeto Político Pedagógico (PPC) do Curso de História da ULBRA Campus Gravataí de 2007.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Série Pensadores: Antoine de Saint-Exupéry


Bibliografia sobre a Idade Contemporânea




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS 
HOBSBAWN, Eric. A Era do Capital (1848-1875). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
___________. A Era das Revoluções (1789-1848). . 6.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1977.
MARQUES et al. História Contemporânea Através de Textos. São Paulo: Contexto, 1991.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES 
PERROT, Michelle. Os Excluídos da História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
PERROT, Michelle.(Org.). História da Vida Privada. v.4 Da Revolução francesa á Primeira Guerra. São Paulo: Companhia das Letras. 2001.
REIS FILHO, Aarão et al. O Século XX. v. 1, 2, 3. Rio de Janeiro: Civilização brasileira.2000.
THOMPSON, E. A Formação da Classe Operária Inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
___________. Costumes em Comum. São Paulo: Companhia da Letras. 1998.

Projeto Político Pedagógico (PPC) do Curso de História da ULBRA Campus Gravataí de 2007.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bibliografia sobre Idade Média



ABRAMSON, M Et Alli. História da Idade Média. Lisboa: Estampa, 1978, 3 vols. 
ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade para o Feudalismo. São Paulo; Brasiliense,  1979. 
BANNIARD, Michel. A alta Idade Média Ocidental. Lisboa: Verbo, 1972. 
BARRACLOUGH, Geoffrey. Os papas na Idade Média. Lisboa: Verbo, 1972. 
BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. São Paulo: Martins Fontes, 1982. 
_______. Os Reis taumaturgos. São Paulo: Cia. das Letras, 1993. 
BOLTON, Brenda.  A Reforma na Idade Média. Lisboa: edições 70, 1984. 
BONNASSIÉ, Pierre. Dicionário de História Medieval. Lisboa: Don Quixote, 1985.
CERM  (Centre  d’Études et Recherches Marxistes).  Sobre  o  Feudalismo.  Lisboa: Estampa,
1978 
COHN, Norman. Na Senda do Milênio. Lisboa: Presença, 1984
DOBB, Maurice. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
D’HAUCOURT, Geneviéve. A vida na Idade Média.  São Paulo: Martins Fontes, 1992. 
DUBY, Georges. Guerreiros e Camponeses. Lisboa: Estampa, 1980. 
________. O Ano Mil. Lisboa: Ed. 70/São Paulo: Martins Fontes, 1988 
________. As três ordens ou o imaginário do feudalismo Lisboa: Estampa, 1980. 
________. O Tempo das Catedrais. Lisboa: Estampa, 1979 
________. A Sociedade cavaleiresca. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 
________. A Europa na Idade Média. São Paulo: Matins Fontes, 1988.
________. Idade Média,  Idade  dos homens:  do  amor e outros ensaios.  São Paulo: Cia. 
GROUSSET, René. As Cruzadas São Paulo: Difel, 1965 
HERRS, Jacques. História Medieval. São Paulo: Difel, 1981. 
________. Escravos e domésticos na Idade Média. São Paulo: Difel, 1983 
HOLMES, George. A Europa na Idade Média (1320­1450) Lisboa: Presença, 1984. 
HUIZINGA, Johan. O declínio da Idade Média São Paulo: Verbo/Edusp, 1978. 
LE GOFF, Jacques. La baja Edad Media. Madrid: Siglo XXI, 1971.
________. Mercadores e banqueiros da Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 
________. Os intelectuais na Idade Média. São Paulo: Brasiliense, 1989.
________. Por um outro  conceito  de  Idade  Média.  Tempo,  Trabalho e  cultura no Ocidente.  Lisboa: Editorial Estampa, 1979.
________. A civilização do Ocidente Medieval.  Lisboa: Editorial Estampa, 1995 (2 vols)
________. O Apogeu da Cidade Medieval. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
________. O Imaginário Medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. 
LOPEZ, Robert. A cidade medieval. Lisboa: Presença, 1988. 
PERROY, Édouard. A Idade Média. São Paulo/Rio de Janeiro: DIFEL, 1977 (História Geral das Civilizações 6, 7, 8). 
PINSKY, Jaime. Modo de Produção Feudal. São Paulo: Global, 1982. 
PIRENNE, Henri. Histórica econômica e social da Idade Média. São Paulo: Mestre Jou, 1963.
___|_____. As cidades da Idade Média. Lisboa: Europa/América, 1973 
QUEIROZ, Tereza Aline. As heresias medievais. São Paulo: Atual, 1988.
SILVA, F. C. Teixeira. Sociedade Feudal: Guerreiros, Sacerdotes, Trabalhadores. São Paulo: 
Brasiliense, 1982. 
SLICHER  VAV BATH,  B.  H. História agrária  da  Europa  Ocidental (500­1850)  Lisboa: 
Presença, 1984. 
WOLFF, Philippe. Outono da Idade Média ou primavera dos tempos modernos? São Paulo: 
Martins Fontes, 1988. 
VAUCHEZ,  André.  A espiritualidade na Idade Média  ocidental:  séculos VIII  ao XII.  Rio  de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Indicações Bibliográficas sobre a Antiguidade Oriental

The "Ziggurat of Ur" = Zigurati de Ur Fonte: Ancient History Encyclopedia



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS
ANÔNIMO. A Epopéia de Gilgamesh. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BOUZON, Emanuel. Ensaios Babilônicos: Sociedade, Economia e Cultura na Babilônia Pré-Cristã. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998. [Coleção História 19].
CARDOSO, Ciro Flamarion S. Sociedades do Antigo Oriente Próximo. São Paulo: Ática, 1986.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES
CARDOSO, Ciro Flamarion S. O Egito Antigo. São Paulo: Brasiliense, 1982 [Coleção Tudo é História].
FINKELSTEIN, I.; SILBERMAN, N.A. A Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa Editora, 2003.
GARELLI, Paul. O Oriente Próximo asiático: das origens às invasões dos povos do mar.São Paulo: Pioneira e EDUSP, 1982.
MARGUERON, Jean-Claude. Los Mesopotámicos. Madrid: Cátedra, 1996.
TRIGGER, B.G. et al. Historia del Egipto Antiguo. Barcelona: Ed. Crítica, 1985.

Fonte: Projeto Político Pedagógico (PPC) do Curso de História da ULBRA Campus Gravataí de 2007.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Bibliografia sobre Antiguidade Ocidental

O Partenon, um templo dedicado à Atena, localizado na Acrópole de Atenas,
é um dos símbolos mais representativos da cultura e da sofisticação dos
gregos antigos.  Fonte da imagem: Wikipédia


BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDERSON, Perry.  Passagens da Antigüidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense,
1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion. A Cidade-Estado Antiga. São Paulo: Ática, 1987.
FINLEY, Moses. Escravidão antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1991.
FLORENZANO, Maria Beatriz.  O Mundo Antigo: economia e sociedade. São Paulo: Brasiliense, 1989.
PERRY, Marvin.  Civilização Ocidental: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BALDRY, H.C. A Grécia Antiga: cultura e vida. Lisboa: Verbo, 1969.
BLOCH, Leon. Lutas sociais na Roma Antiga. Lisboa: Europa-América, 1974.
CERAM, C.W. Deuses, túmulos e sábios. São Paulo: Melhoramentos, 1964.
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1996.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1972.
_______.História das crenças e das idéias religiosas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
FÉLIX, Loiva; GOETTEMS, Miriam (org.).  Cultura Grega Clássica. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1989.
FERRERO, Gluglielmo.  Grandeza e decadência de Roma. Porto Alegre: Globo, 1965. 5 volumes.
FINLEY, Moses. A política no Mundo Antigo. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
GUARINELO, Norberto. Imperialismo greco-romano. São Paulo: Ática, 1987.
HATZFELD, Jean. História da Grécia Antiga. Lisboa: Europa-América, 1977.
HERÔDOTOS. História. Brasília: UnB, 1988.
KITTO, H.D.F. Os Gregos. Coimbra: Armênio Amado, 1980.
KÜNG, Hans. Igreja Católica. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
McEVEDY, Colin. Atlas de História Antiga. São Paulo: Verbo/Editora da USP, 1979..
MONTESQUIEU. Grandeza e decadência dos romanos. São Paulo: Paumape, 1995.
MOSSE, Claude. Atenas: a história de uma democracia. Brasília: UnB, 1982.
MUNFORD, Lewis. A cidade na História. Belo Horizonte: Itatiaia, 1965.
ROSTOVTZEFF, Michael. História da Grécia. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bibliografia Básica sobre Pré-História


Prezados leitores do Blog Falando de História, após o contato do nosso leitor Washington Pio via nosso e-mail principal (contato@falandodehistoria.com.br) é que decidimos lançar listas de bibliografias básicas sobre os períodos da História. 

É sempre bom termos referências sérias. As listas apresentadas, iniciando por esta sobre a Pré-História foram extraídas do site do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 

Estamos reestruturando dentro do Portal Falando de História a Seção Indicações de Leituras e em breve estaremos publicando aqui textos sobre algumas destas indicações lançadas nesta e nas demais listas publicadas ainda nesta semana.

Segue a lista bibliográfica sobre o período pré-histórico

Gravura rupestre - Vila Nova de Foz Côa - Portugal Fonte da imagem: Wikipédia

BIBLIOGRAFIA  BÁSICA
BOURGUIGNON, André. História Natural do Homem. O homem imprevisto. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.
BRAIDWOOD, Robert. Homens Pré-Históricos. Brasília: UNB, 1988.
FUTUYMA, Douglas. Biologia Evolutiva. São Paulo: Sociedade Brasileira de genética,1992.
LEROI-GOURHAN, André. Pré-História. São Paulo: Pioneira/USP, 1981.
MORGAN, Lewis. A Sociedade Primitiva. Lisboa: Presença,s/d.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CLARK, Grahame. A identidade do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
______.A pré-história. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
ELDREDGE, N; TATTERSALL, Ian.  Os mitos da evolução humana. Rio de Janeiro: Zahar,1984.
FOLEY, Robert. Apenas uma espécie única. São Paulo :EDUSP, 1993.
GOULD, Stephan Jay.  O polegar do Pampa: reflexões sobre história natural. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
______.Darwin e os grandes enigmas da natureza. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
LEAKEY, Richard. A origem da espécie humana. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
SHAPIRO, Harry L. Homem, cultura e sociedade. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura,1966.
TRIGGER, B. Além da História: os métodos da pré-hiatória. São Paulo: USP, 1973.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A origem da Igreja Católica e do Papado


A Igreja recebeu o nome de "católica" somente no ano 381, no Concílio "Conctos Populos" dirigido pelo imperador romano Teodósio. Devido às alterações que fez, deixou de ser apostólica e não sabemos como pode ser romana e universal ao mesmo tempo. (Hist. Ecles., I pg. 47, Riva ux). Até o século V não houve "papa" como conhecemos hoje. Esse tratamento de ternura começou a ser aplicado a todos os bispos a partir do ano 304. (Cônego Salin, Ciência e Religião. Tom. 2 pg. 56).
O texto em foco contém várias imprecisões (para não dizer vários erros), como se evidenciará nas linhas seguintes. 

1. Igreja Católica: desde quando? 

A expressão "Igreja Católica" não tem origem no fim do século IV, mas encontra-se sob a pena de S. Inácio, Bispo de Antioquia (+107 aproximadamente), que nos primeiros anos do século II escrevia: "Onde quer que se apresente o Bispo, ali esteja também a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica" (Aos Esmlrnenses 8,2).

A expressão "católica" parece designar, em primeira instância, a universalidade da Igreja (ela está em toda parte, e não somente nesta ou naquela comunidade). Todavia os intérpretes do texto julgam que algo mais está dito aí: S. Inácio terá tido em vista a Igreja autêntica, verdadeira, perfeita. Desde fins do século II se torna freqüente o sentido de universal, sem, porém, excluir o de autêntica, isto é, portadora de todos os meios de salvação instituídos por Cristo. Esta segunda acepção se tornava necessária pelo fato de haver correntes ou "igrejinhas" heréticas, separadas da Igreja grande, nos primeiros séculos (como até hoje as há).

O sentido de "autêntica" atribuído ao adjetivo "católica" encontra-se regularmente nos escritos dos primeiros séculos. A partir do século III, pode-se dizer que "católica" significa a verdadeira Igreja, esparsa pelo mundo ou também alguma comunidade local que esteja em comunhão com a Grande Igreja. Quanto à origem da palavra "católico", é preciso procurá-la no grego profano. Com efeito; para Aristóteles (+322 a.C.), "kath'holon" significa "segundo o conjunto, em geral"; o vocábulo é aplicado às proposições universais. O filósofo estóico Zenon (+262 a.C.) escreveu um tratado sobre os universais intitulado "katholiká"; são católicos os princípios universais. Políbio (+128 a.C.) falou da história universal em comum, dizendo-a "Tès katholikès kal koinès Historias". Para o judeu Filon de Alexandria (+44 d.C), "katholikós" significa "geral", em oposição a "particular"; os deuses astrais da Síria eram ditos "katholikoí". Tal vocábulo é, pela primeira vez (como dito), aplicado à Igreja por S. Inácio de Antioquia (+107 aproximadamente).

2. Que houve então em 381? 

Em 381 realizou-se o Concílio Geral de Constantinopla, que repetiu a fórmula Igreja Católica, professando: "Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica". O Concílio nada inovou; apenas reiterou a fórmula antiga.

Põe-se então a pergunta: que dizer do mencionado decreto do Imperador Teodósio? Impõe-se notar logo que o decreto data de 380, e não de 381. Com efeito; sob Teodósio I (379-95), que reinou no Oriente do Império Romano, registraram-se acontecimentos importantes. Aos 28/02/380, o Imperador assinou um decreto que tornava oficial a fé católica "transmitida aos romanos pelo apóstolo Pedro, professada pelo Pontífice Dâmaso e pelo Bispo de Alexandria, ou seja, o reconhecimento da Santa Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Com estas palavras, Teodósio abraçava, para si e para o Império, o Credo que, proveniente dos Apóstolos, era professado então pelo Papa Dâmaso (366-84) e pelo Bispo S. Atanásio de Alexandria, grande defensor da fé ortodoxa na controvérsia contra os arianos. Assim o Cristianismo, que Constantino I tornara lícito em 313, era feito religião oficial do Império Romano.

"Não sabemos como a Igreja pode ser romana e universal". - O título "romana" não implica nacionalismo nem particularismo. É apenas o título que indica o endereço da sede primacial da Igreja. Na verdade, a Igreja, atuando neste mundo, precisa de ter seu endereço ou seu referencial postal, que é o do Bispo de Roma, feito Chefe visível por Cristo. Por conseguinte a Igreja Católica recebe o título de "Romana" sem prejuízo para a sua catolicidade ou universalidade. De modo semelhante, Jesus, Salvador de todos os homens, foi dito "Nazareno", porque, convivendo com os homens, precisava de um endereço, que foi a cidade de Nazaré.

3. Apostolicidade 

Diz a notícia de jornal: "Devido às alterações que fez, a Igreja deixou de ser apostólica". 

Em resposta, torna-se oportuno, antes do mais, examinar o que signifique o atributo "apostólica" aplicado à Igreja. Já no Novo Testamento se encontra a noção de que o patrimônio da fé não chega aos fiéis como algo descido do céu diretamente, mas, sim, como algo que parte do Pai, passa por Jesus Cristo, pelos Apóstolos e, finalmente, chega a cada indivíduo no seu respectivo tempo. Assim, por exemplo, Jo 1, 1-3: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida... nós vos anunciamos esta Vida eterna, que estava voltada para o Pai e que vos apareceu". Cf. Jo 17, 7s; 20, 21; Mt 28, 18-20; Rm 10, 13-17; 2Tm 2, 2; Tt 1, 5.

Os primeiros escritores da Igreja retomaram e estenderam essa série de comunicações ou missões. Assim lemos em Tertuliano: "Sem dúvida, é preciso afirmar que as igrejas receberam dos Apóstolos; os Apóstolos receberam de Cristo, e Cristo recebeu de Deus" (De Praescriptione Haereticorum 21, 4). Os antigos davam grande apreço às listas de Bispos que houvessem ocupado uma sede outrora fundada ou governada por um Apóstolo. S. Ireneu de Lião (+202) é o autor de um desses catálogos: "Depois de ter assim fundado e edificado a Igreja, os bem-aventurados Apóstolos transmitiram a Lino o cargo do episcopado... Anacleto lhe sucede. Depois, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, é a Clemente que cabe o episcopado... A Clemente sucedem Evaristo, Alexandre; em seguida, em sexto lugar a partir dos Apóstolos, é instituído Sixto, depois Telésforo, também glorioso por seu martírio; depois Higino, Pio, Aniceto, Sotero, sucessor de Aniceto; e, agora, Eleutério detém o episcopado em décimo segundo lugar a partir dos Apóstolos" (Contra as Heresias III,2,1s).

Com outras palavras: para os antigos, a Igreja é uma comunidade que teve início com os Apóstolos, mas está destinada a se prolongar até o fim dos tempos, de modo que Ela não é senão o desabrochamento do cerne dos Apóstolos. Vejam-se as palavras de Tertuliano (+220 aproximadamente): "Foi primeiramente na Judéia que eles (os Apóstolos escolhidos e enviados por Jesus Cristo) implantaram a fé em Jesus Cristo e estabeleceram comunidades. Depois partiram pelo mundo afora e anunciaram às nações a mesma doutrina e a mesma fé. Em cada cidade fundaram Igrejas, às quais, desde aquele momento, as outras Igrejas emprestam a estaca da fé e a semente da doutrina; aliás, diariamente emprestam-nas, para que se tornem elas mesmas Igrejas. A este título mesmo são consideradas comunidades apostólicas, na medida em que são filhas das Igrejas apostólicas. Cada coisa é necessariamente definida pela sua origem. Eis por que tais comunidades, por mais numerosas e densas que sejam, não são senão a primitiva Igreja apostólica, da qual todas procedem... Assim faz-se uma única tradição de um mesmo Mistério" (De Praescriptione Haereticorum 2, 4-7.9).

A necessidade de distinguir das correntes cismáticas a verdadeira Igreja de Cristo provocou a acentuação e a utilização mais e mais freqüente do predicado da apostolicidade: a Igreja verdadeira vem de Cristo mediante os Apóstolos, ao passo que as correntes heréticas e as seitas não podem reivindicar para si o título de apostólicas. A partir do século XII começaram a aparecer pequenos tratados sobre a Igreja Apostólica frente às seitas dissidentes. Aliás, foram as heresias que provocaram a publicação de tratados explícitos sobre a Igreja.

No século XVI a apologética católica, frente à reforma protestante, explanou largamente a origem apostólica da Igreja Católica. Os teólogos puseram em evidência que aqueles que se afastam da Igreja fundada por Cristo e entregue aos Apóstolos, é que perdem o direito de constituir a Igreja Apostólica. Os reformados têm um fundador humano para cada uma de suas denominações, que pretende recomeçar a história do Cristianismo séculos após a geração dos Apóstolos, portanto sem o clássico caráter de apostolicidade.

Quanto às "alterações" na Igreja, não são mais do que o desabrochar da semente lançada por Cristo. A árvore plenamente desenvolvida é da mesma natureza que a própria semente, e vice-versa. Tal desabrochamento - lógico e necessário - foi acompanhado pelo Espírito Santo prometido por Jesus à Igreja (cf. Jo 14, 26; 16, 13-15) para que conserve e transmita incólume o depósito da fé. Caso o Senhor não tivesse providenciado essa garantia de fidelidade e autenticidade através dos séculos, teria sido vão o seu sacrifício na Cruz. É, pois, necessário dizer que na Igreja Apostólica (fundada por Cristo e entregue aos Apóstolos) se mantém viva e pura a mensagem apregoada pelo Divino Mestre.

Ver "Carta Aberta aos Protestantes

4. Origem do Papado 

Lê-se no citado tópico de jornal: "Até o século V não houve Papa como conhecemos hoje" - A resposta a esta afirmação dependerá de como entender a expressão "Papa como conhecemos hoje". Se entendemos que se trata de Papa com uso dos meios de comunicação modernos (televisão, rádio, internet ...) e viagens aéreas, está claro que não houve Papa de tal tipo na Antigüidade. Todavia, se se entende Papa no sentido de chefe visível da Igreja, encontra-se tal figura já nos escritos do Novo Testamento. Com efeito; Pedro aí aparece como aquele a quem Jesus confia as chaves do reino dos céus (cf. Mt 16, 17-19) e entrega o pastoreio das suas ovelhas (cf. Lc 22, 31 s; Jo 21, 15-17). O aspecto bíblico da questão já foi repetidamente abordado [...]. Sejam acrescentados alguns traços significativos da história da Igreja.

Não se pode esperar encontrar nos primeiros séculos um exercício do Papado (ou das faculdades entregues por Jesus a Pedro e seus sucessores) tão nítido quanto nos séculos posteriores. As dificuldades de comunicação e transporte explicam que as expressões da função papal tenham sido menos freqüentes do que em épocas mais tardias. Como quer que seja, podemos tecer a história do exercício dessas funções nos seguintes termos: A Sé de Roma sempre teve consciência de que lhe tocava, em relação ao conjunto da Igreja, uma tarefa de solicitude, com o direito de intervir onde fosse necessário, para salvaguardar a fé e orientar a disciplina das comunidades. Tratava-se de ajuda, mas também, eventualmente, de intervenção jurídica, necessária para manter a unidade da Igreja. O fundamento dessa função eram os textos do Evangelho que privilegiam Pedro, como também o fato de que Pedro e Paulo haviam consagrado a Sé de Roma com o seu martírio, conferindo a esta uma autoridade singular.

Eis algumas expressões do primado do Bispo de Roma: 

  • No século II houve, entre Ocidentais e Orientais, divergências quanto à data de celebração da Páscoa. Os cristãos da Ásia Menor queriam seguir o calendário judaico, celebrando-a na noite de 14 para 15 de Nisã (daí serem chamados quartordecimanos), independentemente do dia da semana, ao passo que os Ocidentais queriam manter o domingo como dia da Ressurreição de Jesus (portanto, o domingo seguinte a 14 de Nisã); o Bispo S. Policarpo de Esmirna foi a Roma defender a causa dos Orientais junto ao Papa Aniceto em 154; quase houve cisão da Igreja. S. Ireneu, Bispo de Lião (Gália) interveio, apaziguando os ânimos. Finalmente o Papa S. Vítor (189-198) exigiu que os fiéis da Ásia Menor observassem o calendário pascal da Igreja de Roma, pois esta remontava aos Apóstolos Pedro e Paulo.

    Aliás, S. Ireneu (+202 aproximadamente) dizia a respeito de Roma: "Com tal Igreja, por causa da sua peculiar preeminência, deve estar de acordo toda Igreja, porque nela... foi conservado o que a partir dos Apóstolos é tradição" (Contra as Heresias 3, 2). Muito significativa é a profissão de fé dos Bispos Máximo, Urbano e outros do Norte da África que aderiram ao cisma de Novaciano, rigorista, mas posteriormente resolveram voltar à comunhão da Igreja sob o Papa S. Cornélio em 251: "Sabemos que Cornélio é Bispo da Santíssima Igreja Católica, escolhido por Deus todo-poderoso e por Cristo Nosso Senhor. Confessamos o nosso erro... Todavia nosso coração sempre esteve na Igreja; não ignoramos que há um só Deus e Senhor todo-poderoso, também sabemos que Cristo é o Senhor...; há um só Espírito Santo; por isto deve haver um só Bispo à frente da Igreja Católica" (Denzinger-Schõnmetzer, Enchiridion 108 [44]).
  • O Papa Estevão I (254-257) foi o primeiro a recorrer a Mt 16, 16-19, ao afirmar contra os teólogos do Norte da África, que não se deve repetir o Batismo ministrado por hereges, pois não são os homens que batizam, mas é Cristo que batiza. A partir do século IV, o recurso a Mt 16, 16-19 se torna freqüente. No século V, o Papa Inocêncio I (401-417) interveio na controvérsia movida por Pelágio a respeito da graça; num de seus sermões S. Agostinho respondeu ao fato, dizendo: "Agora que vieram disposições da Sé Apostólica, o litígio está terminado (causa finita est)" (serm. 130, 107).

    No Concílio de Calcedônia (451), lida a carta do Papa Leão I, a assembléia exclamou: "Esta é a fé dos Pais, esta é a fé dos Apóstolos. Pedro falou através de Leão".
  • O Papa Gelásio I declarou entre 493 e 495 que a Sé de Pedro (romana) tinha o direito de julgamento sobre todas as outras sedes episcopais, ao passo que ela mesma não está sujeita a algum julgamento humano. Em 501, o Synodus Palmaris de Roma reafirmou este princípio, que entrou no Código de Direito Canônico: "Prima sedes a nemine iudicatur, - A sé primacial não pode ser julgada por instância alguma" (cânon 1629). Em suma, quanto mais o estudioso avança no decurso da história da Igreja, mais nitidamente percebe a configuração do primado de Pedro, ocasionada pelas diversas situações que o povo de Deus foi atravessando.
No tocante ao termo "Papa" deve-se dizer que vem do grego "pappas" = "pai". Nos primeiros séculos era título atribuído aos Bispos como expressão de afetuosa veneração, veneração que se depreende dos adjetivos "meu..., nosso..." que acompanham o título. A mesma designação podia ser ocasionalmente atribuída também aos simples presbíteros (pais), como acontecia no Egito do século IV. No Oriente ainda hoje o sacerdote é chamado "papas". No Egito o "papas" por excelência é o Patriarca de Alexandria.

O título de papa é dado ao Bispo de Roma já por Tertuliano (+220 aproximadamente) no seu livro De pudicitia XIII 7, onde se lê: "Benedictus papa". É encontrado também numa inscrição do diácono Severo (296-304) achada nas catacumbas de São Calixto, em que se lê: "iussu p(a)p(ae) sul Marcellini" (="por ordem do Papa ou pai Marcelino"). No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração; tende a tornar-se um título específico. Tenha-se em vista a interpelação colocada por S. Ambrósio (+397) numa de suas cartas: "Domino dilectissimo fratri Syriaci papae" (="Ao senhor diletíssimo irmão Siríaco Papa") (epístola 42). O Sínodo de Toledo (Espanha) em 400 chama Papa (sem mais) o Bispo de Roma. São Vicente de Lerins (falecido antes de 450) cita vários Bispos, mas somente aos Bispos Celestino I e Sixto III atribui o título de Papa.

No século VI o título tornou-se, com raras exceções, privativo dos Bispos de Roma.


Fonte: Blog Veritatis Splendor

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Breve História das Capitas Brasileiras - Porto Alegre



Vídeo da série Breve história das capitas brasileiras, da TV Escola, falando sobre a história da cidade de Porto Alegre.

A legitimidade do ofício do historiador

Por Noé Gomes


Em tempos em que a informação toma uma velocidade  nunca antes imaginada, sinto que há na sociedade brasileira mas porque não mundial uma espécie de superficialidade nas relações. Como historiador vejo isso como uma consequência natural da ausência da meditação e reflexão. Mas você leitor pode me perguntar, mas este post é para falar de comportamento ou das atribuições do historiador? E por minha vez eu rebato: nós historiadores temos sempre o olhar acerca dos fenômenos em nossa volta. É até um pouco chato, mas um filme por exemplo, sempre tentamos muitos de nós, fazer uma relação com a História. Eu costumo dizer que me alimento, bebo, respiro e transpiro História. Parece que sem a História a minha visão de mundo fica incompleta.

Vivemos uma época de regulamentação da profissão do Historiador. O Projeto de Lei (PL 3579/2004) aprovado no Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados e que tem ínúmeros outros projetos que o antecederam e essa história já chega a meio século!

Esta luta é uma bandeira que jamais deve ser abandonada. Agora pergunto em que se justifica o oficio do historiador? A professora Kelia Grinberg¹. em seu artigo intitulado "Historiadores pra quê?" publicado na   Revista Ciência Hoje faz um paralelo entre a realidade dos EUA com a daqui do Brasil. Nas suas primeiras linhas conta que Anthony Grafton, presidente da Associação Americana de História, e Jim Grossman, diretor-executivo da entidade, escreveram o artigo “No more plan B”² em que defendem a ideia de que os historiadores devem rever a sua relação com a sociedade. Talvez antes mesmo da regulamentação, tenhamos que demonstrar a nossa importância aos que nos cercam.

Talvez tenhamos que espelhar em intelectuais do século passado como Betinho por exemplo. É necessário que saiamos para rua, que demonstremos a dimensão da infelicidade desta expressão "Quem vive de passado é museu!" Enganam-se aqueles que pensam que a História só enxerga o pretérito. Na verdade, o passado é a matéria prima para reflexões que estão ligadas à realidades que estão antes de nascermos como está naquela canção de Cazuza. 

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não pára, não, não pára

Se o tempo não pára, também jamais sessam as interpretações. Talvez os historiadores sejam um dos tantos embaixadores da cidadania, ao trazerem ao público a seguinte o entendimento de que o presente está interligado ao passado e o que os personagem do hoje são tão sujeitos históricos como que lhe antecederam. A professora Keila aponta como um caminho a valorização da carreira docente. Mas isto é algo que parece tão fora da realidade. Não a sua fala, mas as práticas dos governantes. Como fazer uma reflexão histórica em um mísero período? É  quase impossível em tão pouco tempo realizar estas reflexões. O que fica evidente é que somente as nossas lutas, resistências é que podem mudar este cenário. 

É preciso que exponhamos uma História intensa, com cores, imagens e principalmente uma história que toque os que nos cercam.

Links relacionados:

Letra da Música "O Tempo Não Pára" (Terra Letras) Disponível em: http://letras.mus.br/cazuza/45005/
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¹ Professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
² Tradução livre  "Não mais plano B"

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Educando as Gerações Interativas


Por: Michel Goulart¹

Imagem extraída de: www.natanaeloliveira.com.br 
Se eu fosse questionado sobre três palavras que, em minha opinião, serão exaustivamente repetidas no decorrer do século XXI, acho que não teria dúvidas em responder: educação, meio-ambiente e mídias sociais. Neste artigo, vou abordar o que são mídias sociais e o impacto que elas podem ter na educação de nossos jovens. 

Primeiramente, vamos ao conceito de mídias sociais. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grandes grupos. Significa a produção de muitos para muitos. As ferramentas de mídias sociais são sistemas online projetados para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos. De certa forma, o conceito de mídias sociais se confunde com as redes sociais, como Twitter, Instagram, Facebook, assim como ferramentas como Wikis, Fórums e Blogs. 

As mídias sociais estão mudando a forma como os conteúdos são produzidos e consumidos. Tempos atrás, as mídias tradicionais eram produzidas por grandes marcas, empresas ou entidades, enquanto que o telespectador/ouvinte/leitor recebia as informações passivamente. Com a massificação das mídias sociais, houve uma mudança na forma como as tradicionais se comportam. Temendo ser eclipsadas, as mídias tradicionais já buscam se adaptar, buscando o consumidor direto nas redes sociais.   Sempre que posso, participo da Campus Party, em São Paulo - o maior evento de inovação tecnológica e internet do mundo. No evento, muito se trata a respeito das chamadas gerações interativas, ou seja, jovens que já nasceram imersos na internet, são multitarefa e utilizam com espantosa facilidade as mídias sociais. Alguns preferem utilizar o termo “geração z”. Creio que a denominação pouco importa. Mais importante é o impacto cultural que esta geração vai ter nos próximos anos. 

Estes jovens vivem cercados de ferramentas tecnológicas. Dados do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (CETIC) mostram que os cidadãos entre 10 e 24 anos são maioria na rede, passam em média três horas por dia na frente do computador e costumam ser usuários habituais de redes sociais. Considerando esses números, é grande a responsabilidade de pais e professores para orientar ao uso seguro dos recursos digitais. 

Diante de tanta informação, a internet pode ser tornar um labirinto indecifrável e muitas vezes perigoso. Para as escolas, criar mecanismos para que o corpo docente use e domine as novas tecnologias e mídias sociais é mais do que uma necessidade – é uma responsabilidade social. Os professores têm, diante de si, mais um grande desafio: abrir caminho diante das ferramentas digitais para alcançar o aluno; explorar recursos das mídias sociais para interagir com este público cada vez mais conectado e, desta forma, servir-se à tarefa de aprender e desaprender.

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¹ O professor Michel Goulart, além das atividades em sala de aula, é arqueólogo, historiador, músico, cartunista e didata e já trabalhou em algumas das maiores escolas públicas e particulares no Estado de Santa Catarina. Começou a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em aula. É autor do Blog História Digital