quarta-feira, 29 de maio de 2013

Série Pensadores: Bertolt Brecht


terça-feira, 28 de maio de 2013

Desabafo de um velho professor


Hoje, 31 de agosto de 2050, ao ver este sol que bate em minha janela, recordo-me do meu primeiro dia de sala de aula. 

Tinha os meus 21 anos, ainda acreditava na mudança das mazelas deste país. Adentrava naquele ambiente com o ar de alegria, emoção e convicção de como bom soldado, sabia que a missão era o de ser o transformador de uma sociedade. 

Os anos se foram e eu fui perdendo o meu brilho, a espontaneidade em ultimo momento a esperança foi me arrancada como se faz com uma erva daninha. Ano após ano, vi mandos e descomandos na educação deste Rio Grande do Sul. Projetos mirabolantes que não redundaram em nada. 

Vi promessas, risos e lágrimas. Sim! Lágrimas de alunos que ao concluírem o seu Ensino médio, vinham me agradecer, alunos que consolei, colegas que precisei dar o ombro para os seus choros mais clamorosos. Vi também muitos colegas que ao assumirem a direção mudarem de postura, colegas que esqueciam que eram antes de mais nada professores. 

Infelizmente presenciei descontroles, ânimos acirrados, ofensas... Isso sem falar das mesmas e exaustivas formações de professores, ao qual quase nunca redundavam em aproveitamento prático no meu fazer pedagógico. 

O tempo este inexorável vilão de quem só passa pela vida, me trouxe uma amarga notícia: hoje no dia de me aposentar, percebi que lutei contra as injustiças, ensinei aos meus alunos que estes deveriam ter consciência de seus direitos, tenho o dever cumprido, mas ao lado deste sentimento tenho a certeza que deveria escrever aos homens de minha juventude que é preciso olhar a educação com mais respeito!

Respeito, a palavra chave para a escola. Hoje em dia, em plena metade do século XXI, ainda há pais que repassam as suas responsabilidades a nós docentes, traficantes que ficam a espera dos alunos, diretores que esqueceram que são professores, comunicadores que vão sem contra nós professores. De fato, hoje a tecnologia impera, mas ninguém pode esperar que computadores desempenhem a função de um educador.

Recordo-me de um texto de uma prova de concurso, em que o texto de Língua Portuguesa era quase que uma afronta aos professores, ao tratar dos motivos dos docentes não gostarem da leitura. Me lembro que a reprovação foi altíssima e o governador da época Sr. Tarso Genro disse que isso demonstrava o péssimo nível dos profissionais docentes.

Me lembro que este mesmo governador se negou em pagar o Piso do Magistério, alegando que o Estado não tinha dinheiro, mas que gastou milhões em tablets que se tornaram em seguida obsoletos e em propaganda do seu governo.

Depois dele vieram outros tantos que se elegeram dizendo que iam lutar pela Escola, mas que de prático, pouco fizeram. 

Hoje liguei o meu velho MP3, e uma pergunta estava lá na voz do Renato Russo: “Que País é esse?” Pergunto que país é esse que não respeita o primeiro de todos os profissionais: nós professores. Não lutei só para aumento salarial, também sonhei de forma utópica: o dia em que o Respeito se fizesse presente em todas as relações na escola. Que o bom senso estivesse com todos e que a sociedade reconhecesse a nossa real relevância.

Hoje, no dia que encerro as minhas funções: digo que valeu a pena ser professor, mas precisamos ter mais Respeito, ser mais valorados. Queria ver o Brasil melhor e ainda só vejo uma saída: educação. Só com ela é que podemos superar as nossas mazelas. Só um povo educado não vota em quem retira direitos, não cumpre com a sua palavra. Para isso é preciso respeitar os seres humanos que aceitam o desafio de serem professores.

domingo, 19 de maio de 2013

Documentário BBC: Bach e o Legado Luterano - Dublado

sábado, 18 de maio de 2013

Primeira ferrovia do Brasil está esquecida e abandonada


Na estrada, a placa informa a existência de um marco na história do país. Alguns metros adiante, ainda é possível ver a linha de trilhos, engolida pelo matagal.
A ferrovia foi construída em 1854. Quando fez 100 anos, em 1954, foi tombada pelo patrimônio histórico. De lá para cá são quase 60 anos do mais completo abandono. A primeira ferrovia do Brasil foi atropelada pela modernidade. Soterrada pelo asfalto.
Em um trecho, a linha do trem desaparece debaixo da rodovia.  A ferrovia é obra de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá.  O traçado original, com 14,5 quilômetros, ligava Inhomirim, base da Região Serrana do Rio, à Baía de Guanabara.
A linha foi criada para levar o café produzido no Vale do Paraíba ao cais de Magé e, de lá, de barco ao porto do Rio de Janeiro.
“É uma estrada importante porque chegaria mais rápido, escoaria produtos, subindo e descendo com esses produtos de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro”, avalia o historiador Carlos Gabriel Guimarães.
Do cais, restam os pilares, quase todos destruídos. A primeira estação ainda está de pé.  Em frente a ela, uma réplica da primeira locomotiva.
Tudo isso pertencia a Rede Ferroviária Federal até 1998, quando foi entregue à prefeitura de Magé  e ao Instituto do Patrimônio Histórico. A área em torno foi alugada a uma empresa de tubulação e ocupada por moradias irregulares.  A estação virou um depósito.
“Até o fim de maio a gente vai estar com segurança armada para ocupar os terrenos com cerca e com a contratação de um escritório de arquitetura, para estabelecer o perímetro de tombamento”, afirma Cristina Lodi, superintendente do Iphan.
Há 30 anos, a Associação de Preservação Ferroviária tenta convencer as autoridades a  reativar o caminho de ferro. “O que nós queremos mais tarde é tentar enquadrar este projeto na Lei Rouanet, lei dos incentivos fiscais, para aí sim, conseguir de grandes empresas, que tem interesse na preservação e na memória do Brasil para poder aplicar recursos nesta ferrovia  abater do imposto de renda, e reativar. Porque só assim a gente vai conseguir reativar”, explica Antonio Pastori, associação de preservação ferroviária.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Série Pensadores: Jacques Le Goff


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mensagem do Dia das Mães


terça-feira, 7 de maio de 2013

7 de maio de 1945: A rendição alemã

Por: Lucyanne Mano



Uma semana após a morte de Adolf Hitler, o coronel-general Gustav Jodl, Chefe do Estado Maior do Exército Alemão, assinava a rendição da Alemanha nazista aos Aliados e União Soviética, cinco anos e oito meses depois do início do maior conflito armado da história da humanidade: a Segunda Guerra Mundial.


Com esta assinatura, o povo e as forças armadas alemães se entregam à mercê dos vencedores. Nesta guerra – que durou mais de cinco anos – ambos sofremos mais do que, talvez, qualquer outro povo no mundo”, declarou Jodl, que assumira o posto de maior importância do Estado Alemão após o suicídio de Adolf Hitler.




A Alemanha, em sua condição de derrotada, deveria seguir, normas impostas pelos vencedores, tais como desarmamento completo, liquidação do Partido Nazista e rendição de seus funcionários, separação da Áustria, libertação de todos os prisioneiros de guerra, ocupação do território alemão pelas forças aliadas, desmantelamento da indústria de guerra, restauração ou reparação dos bens tomados aos judeus e outras vítimas da opressão, supervisão aliada da indústria pesada, censura dos meios de comunicação.


O acordo foi assinado no Quartel General do general norte-americano Eisenhower, que, no entanto, não esteve presente na hora da rendição germânica, mas fora representado pelo tenente-general Walter Bedil Smith. A capitulação foi também assinada pelo general Ivan Susloparoff, em nome da Rússia. O acordo colocou um ponto final na guerra da Europa, iniciada em setembro de 1939, com a invasão súbita da Polônia pelo Exército alemão.

No dia seguinte à assinatura do acordo, os grandes Chefes de Estado da época (o norte-americano Harry Truman, o britânico Churchill e o soviético Josef Stalin) anunciaram oficialmente o fim do conflito europeu, comemorando o dia de Dia da Vitória.

Apesar de declarada a paz européia, e de ter sido comemorado o Dia da Vitória, o mundo ainda sofria com o desenrolar da Guerra do Pacífico, que só chegaria ao fim com a rendição do Japão em agosto do mesmo ano, após a destruição de Hiroshima e Nagazaki por duas bombas atômicas lançadas por aviões norte-americanos.

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Fonte: Blog Hoje na História/CPDOC Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=31268

sexta-feira, 3 de maio de 2013

As barricadas de maio


Por Voltaire Schilling


Estudante(observando o recinto): “Para ser bem sincero almejo ir-me embora. Esses muros antigos, ambiente abafado, em nada isto me agrada, estou desanimado. O espaço é muito pouco, estreito, desencanta. Não se vê um jardim, não há nenhuma planta. Velhas colunas, bancos, completo desalento. Aqui se embota o ouvido, a vista e o pensamento.” - Goethe - Fausto, 1808

Em 1965, na periferia da capital francesa, instalou-se Universidade Paris- Nanterre para acolher estudantes que não ingressavam no circuito superior tradicional (Sorbone, Escola Normal, Escola Politécnica, etc..). Em pouco tempo tornou-se um centro de contestação. Em princípios de 1968 os estudantes convidaram o psicanalista Wilhelm Reich para uma palestra mas as autoridades vetaram-no. A questão sexual voltou a cena quando o líder estudantil Daniel Cohn-Bendit questionou o Ministro da Educação. As manifestações que se seguiram foram reprimido pela polícia. Em represália os estudantes ocuparam Nanterre em 22 de março. Seus colegas da Sorbone se solidarizaram.

Em 3 de maio a Universidade de Sorbone foi fechada pelas autoridades.O movimento se espalhou. Passeatas estudantis, organizadas pela UNEF (Union nationale des étudiants de France), foram dissolvidas com violência cada vez maior pela CRS, a policia do Presidente De Gaulle. Indignados os estudantes ergueram obstáculos nas ruas centrais de Paris que davam acesso ao Quartier Latin, antigo centro universitário da cidade. A maior batalha deu-se na “noite das barricadas”, em 10 de maio. A essa altura ganharam as simpatias de outros setores sociais: sindicalistas, professores, funcionários, jornaleiros, comerciários, bancários aderiram a causa estudantil. De protesto estudantil contra o autoritarismo e o anacronismo das academias rapidamente transformou-se, com a adesão dos operários, numa contestação política ao regime gaulista.

Paris, com o calçamento revirado, vidraças partidas, postes caídos e carros incendiados, assumiu ares de cidade rebelada. No alto das casas e prédios tremulavam bandeiras negras dos anarquistas. De 18 de maio a 7 de junho, 9 milhões de franceses declararam-se em greve geral. No dia 13 de maio um milhão e duzentos mil marcharam pelas ruas em protesto contra o governo. Liderados por Daniel Cohn-Bendit (Dany le rouge), Alan Geismar e Jacques Sauvageot, os estudantes colocaram em xeque o regime do velho general.

De Gaulle, em 29 de maio, chegou a viajar para as bases francesas na Alemanha para obter apoio do Gen. Massu afim de uma possível intervenção militar. Enquanto isso delegados governamentais negociavam em Grenelle com os sindicatos uma série de melhorias para retirar os trabalhadores da greve e afastá-los dos jovens radicais. Os comunistas por sua vez negaram-se a associar-se a qualquer tentativa de assaltar o poder, o que fez J.P.Sartre denunciá-los dizendo que “Os Comunistas temem a revolução.”

De Gaulle recuperado propôs uma solução eleitoral e graças a ela, com o apoio de uma imensa manifestação da “maioria silenciosa” pela ordem, conseguiu evitar um motim social. Obteve uma significativa vitória nas eleições de 23-30 de junho. A partir de então o movimento estudantil refluiu. A tormenta passara, mas o General De Gaulle enfraquecido renunciou a presidência da Republica em 27 de abril de 1969, depois de tê-la ocupado por dez anos. Um jornalista francês Pierre Viansson-Ponté, num artigo irônico e profético escrito em março, alertou que “os franceses morrem de tédio” por estarem de fora dos grandes acontecimentos que ocorriam no mundo de então. Em maio o tédio transformou-se em furor e virou a França de cabeça para baixo.

Extraído do Site História de Voltaire Schilling, disponível em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/1968_5.htm

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Hoje na História: 1519 - Morre Leonardo da Vinci, muito mais do que um pintor


Leonardo da Vinci, grande pintor da Renascença, que morreu em 2 de maio de 1519, aos 67 anos, teve uma enorme influência sobre a história da arte. Seu estilo e suas contribuições à iconografia marcaram uma guinada na pintura por conta de sua técnica do sfumato – técnica em que sucessivas camadas de cor são misturadas de forma a passar ao olho humano a sensação de profundidade, forma e volume. 

Gênio de múltiplos talentos – desenho, pintura, escultura, arquitetura e urbanismo – o autor de Última Ceia e Mona Lisa, pressentiu igualmente diversas invenções, como o avião, o paraquedas ou o submarino, e se interessou pela concepção de máquinas de guerra, a botânica, a geologia, a anatomia e a hidráulica. 

Mona Lisa, ou Gioconda, sua obra mais famosa. Reprodução Opera Mundi
Filho ilegítimo de um notário e de uma jovem camponesa, Leonardo veio à luz do dia em 15 de abril de 1452 em Vinci, uma pequena cidade a 30 km de Florença. Aprende com o mestre Verrocchio, a partir de 1470, o desenho, a pintura, a matemática, a perspectiva, a escultura, a arquitetura. 

Em 1472, torna-se membro da corporação dos pintores de Florença. Pinta seu primeiro quadro, A Madona com um Cravo (Neue Pinakothek, Munique) em 1476, último ano que passa no ateliê de Verrocchio. 

Inicia sua carreira solo pintando retratos e cenas religiosas a pedido de nobres e mosteiros da região. Pinta, em 1481, A Adoração dos Magos para Laurêncio de Médicis, o Magnífico. Da Vinci busca então um mecenas para cobrir suas necessidades. Soube que o Duque de Milão, Ludovico Sforza, desejava erigir uma estátua equestre em homenagem ao seu pai. Parte para lá em 1482 e se dedica à criação dessa obra por 16 anos. Construiu um modelo, mas, por falta de bronze, não pôde concretizá-la. 

Jesus e seus apóstolos em "A Última Ceia". Reprodução Opera Mundi

Já designado “Mestre das Artes” pelo duque, pinta a Última Ceia sobre o muro do refeitório do convento Santa Maria das Graças. O retrato de Cecília Gallerani, a amante do duque, A Dama com o Arminho (Museu de Cracóvia) e A Virgem aos Rochedos (Museu do Louvre) são as telas do final de seu período milanês. A queda de Sforza leva Da Vinci a deixar Milão. Viaja a Veneza e depois a Mântua, onde pinta o perfil da Duquesa Isabel d’Este (Museu do Louvre). É nessa época que pinta seu mais célebre quadro: o retrato de Mona Lisa ou A Gioconda. 

Da Vinci muda-se para Roma em 1513 antes de partir para a França três anos mais tarde. Francisco I instala o grande mestre no castelo de Cloux, perto de Amboise e o nomeia "primeiro pintor, engenheiro e arquiteto do rei". 

Após sua morte, é enterrado na capela Santo Humberto, na muralha do Castelo de Amboise. Artista em permanente ebulição, deixou numerosas obras inacabadas. Sobre a pintura, costumava dizer: “O bom pintor tem essencialmente duas coisas a representar: o personagem e seu estado d’alma”




quarta-feira, 1 de maio de 2013

Getúlio Vargas - Discurso do Dia do Trabalho de 1951