quarta-feira, 31 de julho de 2013

Documentário: Florestan Fernandes, o Mestre



A TV Câmara apresenta o documentário especial Florestan Fernandes -- "O Mestre". O vídeo retrata a vida do engraxate, garçom, professor, deputado, constituinte, que fez da vida uma verdadeira aula.

Para o professor Antônio Cândido ele foi o único grande homem de sua geração; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala do amigo com a reverência de um filho para um pai, inclusive nas discordâncias; os ministros José Dirceu e Luiz Gushiken lembram do político como dois discípulos de sua conduta, acrescida de uma dose de pragmatismo; o ex-ministro Jarbas Passarinho sustenta que discordavam ideologicamente, mas os unia a afinidade intelectual; a professora Mirian Limoeiro sustenta que ele fez da sociologia uma ciência; o deputado Ivan Valente fala do marxista aberto a todas as discussões; seu filho, Florestan Fernandes Júnior, lembra do eterno otimista. Todos estão juntos no documentário.

Durante 50 minutos são percorridos os caminhos mais duros da sua infância do Brás, por onde andou carregando sua caixa de engraxate em direção ao centro histórico e às portas dos grandes cinemas, ou subindo o morro dos Ingleses, para entregar ternos nas mansões da burguesia paulista. Trabalhava como garçom quando, aos 17 anos, resolveu cursar o que na época era chamado madureza, hoje supletivo, para despontar depois na primeira geração de professores brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) e ser considerado o maior sociólogo brasileiro, uma referência internacional na sociologia.

Eleito duas vezes pelo PT, era um ícone na Câmara dos Deputados, sempre tratado de professor. Foi aluno de Roger Bastide e Claude Lévi-Strauss, professor de Fernando Henrique Cardoso e Otávio Ianni, colega de Antônio Cândido e Hermíno Sachetta, com que trilhou o trotskismo.

Suas primeiras grandes obras, das mais de 50 que publicou, foram sobre a sociedade dos índios Tupinambá, tribos da faixa litorânea praticamente extintos desde o século XVII. Elas se tornaram uma referência para a sociologia em geral e para sua vida em particular. Sobre sua formação escreveu:
"...descobri que o 'grande homem' não é o que se impõe aos outros de cima para baixo, ou através da história; é o homem que estende a mão aos semelhantes e engole a própria amargura para compartilhar a sua condição humana com os outros, dando-se a si próprio, como fariam os meus tupinambá".

Florestan Fernandes morreu aos 75 anos, em 10 de agosto de 1995, vítima de dois erros médicos no Brasil.

Este documentário, dirigido por Roberto Stefanelli, recebeu em 2004 o prêmio Vladimir Herzog, a mais importante premiação jornalística da área de direitos humanos do país.

Autor: TV Câmara

terça-feira, 30 de julho de 2013

Série Pensadores: Paulo Freire


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Documentário Ícones do Mau Comportamento: Calígula




Sinopse:

Calígula reinou por menos de quatro anos, mas ainda assim entrou para a história como o imperador romano mais depravado. Este programa mostra que sua personalidade estranha se devia a uma desordem mental que sofria devido a uma infância traumática com um mentor pervertido. Pela primeira vez, uma nova arqueologia vai nos levar até o lugar onde Calígula encontrou seu fim violento e sangrento.

domingo, 28 de julho de 2013

O Desenvolvimento da História

A história começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações de seus antepassados. Do ponto de vista europeu, divide-se em cinco grandes períodos: Pré-história, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.

Pré-história – Período que vai do surgimento do homem na Terra, há cerca de 3,5 milhões de anos, até o aparecimento da escrita, por volta de 4.000 a.C. Tem como marcos a evolução no emprego da pedra como arma e ferramenta, a criação da linguagem oral, o surgimento da arte , a utilização e domínio da produção do fogo, a domesticação e criação dos animais, a prática da agricultura e a criação da metalurgia.

Antiguidade – Começa com a utilização da escrita e termina com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476. Principais marcos: o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, a adoção do escravismo, a construção de cidades-Estado e de sistemas políticos monárquicos, o surgimento da democracia na pólis grega e das religiões monoteístas, o crescimento das artes e o aparecimento das ciências.

Idade Média – Abrange o período que vai do século V da era cristã até a queda de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, em 1453. Principais marcos: a expansão dos reinos bárbaros na Europa, a transformação do escravismo em feudalismo, o surgimento dos impérios feudais, a expansão do cristianismo e do islamismo, o renascimento do comércio e das cidades medievais e o apogeu da civilização maia, na América.

Idade Moderna – Período entre a queda do Império Romano do Oriente e a Revolução Francesa, em 1789. Principais marcos: o fortalecimento dos Estados nacionais monárquicos, a expansão marítima e colonial, o fortalecimento e expansão do capitalismo – que se torna a forma de produção predominante –, o renascimento cultural e científico, a fermentação revolucionária do iluminismo e a independência norte-americana.

Idade Contemporânea – Cobre o período do final do século XVIII, a partir da Revolução Francesa, até a atualidade. Principais marcos: o período napoleônico (1799 a 1815), a restauração monárquica e as revoluções liberais (1800 a 1848), a revolução industrial e expansão do capitalismo (de 1790 em diante), a disseminação das nacionalidades e das doutrinas sociais (a partir de 1789), o surgimento do imperialismo, a 1a Guerra Mundial (1914-1918), as revoluções socialistas, a expansão da democracia, o surgimento do fascismo e do nazismo (1917-1938), a 2a Guerra Mundial (1939-1945), a Guerra Fria (1948-1990) e a desagregação da União Soviética (1991).

Fonte: Blog do Professor Claudomir Tavares. Disponível em: http://claudomirtavares.blogspot.com.br 

Hoje na História do RS: A Fundação do Grêmio Esportivo Renner

Reprodução Porto História PH/Revista do Globo, 1959

Fundado em 27 de julho de 1931 como agremiação inteiramente amadorísica, em 1945 disputava com o Ferroviário o direito de participar da 1ª divisão de profissionais. Terminou o 1º turno com uma vitória de 4x3 contra o Grêmio e na condição de vice-líder. 


Em 1950 iniciou uma época áurea: até 1958 não baixou do terceiro lugar tendo, em 1954, vencido o Campeonato Citadino e conquistado o direito de representar o estado no Campeonato Brasileiro de Futebol, onde conseguiu honroso 3º lugar.


Em março de 1959 o clube encerrou sua curta carreira profissional (13 anos) e sua grande torcida calou-se na tristeza de não mais poder vibrar com as vitórias de seu clube favorito.

28 de julho de 1938 – Morre o Rei do Cangaço

Por: Alice Melo



Provavelmente traído por um membro de seu próprio bando, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, morreu numa emboscada preparada pela “coluna volante” (nome dado à polícia armada oficial) em um de seus esconderijos mais seguros, no sertão de Alagoas. Juntamente com Lampião, foram assassinados sua mulher Maria Bonita, e outros nove cangaceiros.


O bando de Lampião acordou antes do sol nascer para fazer sua reza matinal e tomar café. Durante a noite, oficiais da coluna volante cercaram o acampamento sem que os trinta e quatro cangaceiros adormecidos pudessem perceber. Assim, quando o grupo percebeu o cerco, já era tarde demais. Os policiais dispararam suas armas incessantemente. Lampião foi um dos primeiros a morrer, pelo cano do fuzil do Cabo João Bezerra, o qual ficou conhecido como o homem que matou o Homem. Já falecido, com a face deformada por uma coronhada, Lampião foi decapitado, para que sua cabeça fosse exposta, depois, em quase todos os estados nordestinos. O ataque durou cerca de 20 minutos e tirou a vida de onze membros do bando.


O que representou uma grande vitória para a polícia oficial do Estado Novo significou para uma parte da população do Nordeste uma derrota: a morte de um mito, símbolo de coragem e resistência do Agreste brasileiro. Ao mesmo tempo que Lampião era temido, era admirado. Chefiou um bando de cangaceiros que lutavam por uma liberdade selvagem, utópica. Após o assassinato do mito, muitos cangaceiros de outros grupos se entregaram à polícia para pouparem suas cabeças e, assim, em dois anos, terminou de vez o fenômeno social do Cangaço.



O Rei do Cangaço

Virgulino entrou para o Cangaço em 1920, para vingar a morte de seu pai, que fora assassinado por um delegado. Juntou-se ao bando de Sinhô Pereira, e logo depois assumiu a liderança do grupo. Em pouco tempo se tornou um dos bandidos mais conhecidos e temidos do Brasil. Sua fama ultrapassava nossas fronteiras, fazendo com que ficasse famoso até no exterior.

Acredita-se que Virgulino tenha recebido o apelido quando modificou seu fuzil para que o tiro fosse mais rápido do que o comum: a faísca que era produzida ao disparar a arma fazia com que parecesse um lampião.

O mito de Lampião foi endossado com os anos: ele era um forasteiro cujo conhecimento detalhado do agreste nordestino impedia que fosse capturado. Quando Getúlio Vargas instaurou o Estado Novo prometeu acabar com todos os focos de desordem no território nacional, investindo em uma dura perseguição a Lampião e seu bando, que eram procurados em todos os estados nordestinos. Não tardou para que a perseguição fosse bem sucedida.

Fonte: Blog Hoje na História. CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=22689

sábado, 27 de julho de 2013

Série Pensadores: Aristóteles


Documentário A Década da Perversidade

Documentário "A Década da Perversidade - O Brasil e RS, de Collor a FHC", produzido pelo SindBancários em 2010. O filme recupera fatos que marcaram a história dos bancários e brasileiros entre o final dos anos 80 e início da década de 90, como as privatizações e demissões causadas pela onda neoliberal. 

Direção e roteiro: Hique Montanari
Fotografia: Pablo Escajedo
Produção: Cris Reque
Montagem e finalização: Denise Marqui
Trilha sonora: Nando Barth.










sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia do Arqueólogo no Brasil


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Documentário As 10 Maiores Descobertas do Egito Antigo



Durante mais de 200 anos, o Egito abrigou os maiores descobrimentos do mundo. O Egito na História é um especial de 90 minutos que transporta os telespectadores até o mundo da arqueologia moderna e das análises científicas para descobrir seus incríveis e inexplorados segredos.
Acompanhado por uma equipe de importantes cientistas, o prestigiado arqueólogo Zahi Hawass viaja por todo o país, guiando os telespectadores pelas histórias de dez importantes descobrimentos: desde o barco solar de Khufu até o Obelisco inacabado.
Juntamente com estas construções impressionantes, as batalhas, a religião e a magia revelam exóticas e complexas histórias sobre a vida de reis, rainhas e de milhares de egípcios comuns, decifrando suas extraordinárias conquistas. Ao longo desta jornada, os especialistas do programa descobrem as pessoas que desenvolveram grande parte da arquitetura, crenças e disciplinas que regulam o mundo moderno.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

189 anos da Colonização Alemã no Rio Grande do Sul


Série Pensadores: Carl Gustav Jung


Documentário As 100 Maiores Descobertas da História

terça-feira, 23 de julho de 2013

23 de julho de 1993 - A chacina da candelária


Por: Lucyanne Mano


"Dizem que ela existe pra ajudar /Dizem que ela existe pra proteger 
Eu sei que ela pode te parar / Eu sei que ela pode te prender...

... Dizem pra você obedecer / Dizem pra você responder 
Dizem pra você cooperar / Dizem pra você respeitar 
Polícia para quem precisa / Polícia para quem precisa de polícia..."
Titãs

Por volta da meia-noite cerca de 50 crianças de rua dormiam enroladas em cobertores próximo à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Nenhuma percebeu a chegada de dois Chevettes com as placas cobertas por plástico: um táxi, e o outro carro comum, ambos amarelos. Ao perceber que os meninos dormiam, um dos homens fez o sinal para que os comparsas se aproximassem. Em seguida foi o horror. Os homens começaram a atirar indiscriminadamente na direção dos menores.

Enquanto muitos preferiram fugir, sete deles que dormiam sobre uma banca de jornais, preferiram ficar imóveis, e foram executados com tiros na cabeça.

O local escolhido para a chacina foi a Praça Pio X, centro financeiro e sede de um símbolo sagrado do Rio: a Igreja de Nossa Senhora da Candelária.

Na verdade, a operação começara antes, na Rua do Acre, quando o lavador de carros Wagner dos Santos, de 22 anos, e mais dois menores foram apanhados por dois homens e jogados no banco de trás do Chevette amarelo. Wagner recebeu logo um tiro e desmaiou. Quando acordou estava estirado no chão perto do Museu de Arte Moderna, ao lado dos menores mortos.

As crianças e jovens que viviam nas ruas nas imediações da Igreja da Candelária eram atendidos de maneira voluntária pela Sra. Yvonne Bezerra de Mello. Neste dia, com o pedido de socorro, ela mesma conduziu mortos e feridos no seu carro, depois de uma longa espera pela chegada da polícia. 
Muitos dos sobreviventes foram morar debaixo de um viaduto em São Cristóvão e continuaram a serem atendidos pela Sra. Yvonne. Em 1992 o Rio de Janeiro terminou o ano com 424 crimes contra crianças de rua.

Fonte: Blog Hoje na História/CPDOC. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=27487

23 de julho de 1932: Santos Dumont voa para a eternidade

Por: Lucyanne Mano


“O nome de Santos Dumont é um desses que estão destinados a eternamente fulgir na memória da humanidade. É um desses que a veneração dos séculos consagrará para todo o sempre. Quando consideramos a obra de Santos Dumont, nós nos enchemos do mais alto e justo orgulho”. Jornal do Brasil.

Filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos, Santos Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873, em Palmira, Minas Gerais. Teve uma infância típica de menino do interior, desfrutando de uma liberdade indispensável para formar seu temperamento e paixão pela aventura. Sempre encantado por objetos mecânicos, encontrou nas obras do escritor francês Júlio Verne o principal combustível de sua vida: o desejo de conquistar o ar. 


Em 1897, já emancipado, muda-se para Paris, contrata aeronautas profissionais e aprende sobre a arte de pilotar balões, construindo seus próprios modelos. A fama internacional vem em 1901, com a vitória no Prêmio Deutsch, por criar uma aeronave capaz de contornar a Torre Eiffel e voltar ao local de partida em no máximo 30 minutos.

A criação e o teste do 14-bis, considerado o primeiro objeto mais pesado que o ar a conseguir decolar e voar por seus próprios meios, ocorre em 1906 e o consagra como o Pai da Aviação.






O pesadelo de Santos Dumont


O início da Primeira Guerra Mundial transforma o sonho de Santos Dumont em pesadelo: os aeroplanos começam a serem usados como instrumentos de batalha. Nos anos seguintes, em depressão pelo destino de sua maior criação, o Pai da Aviação inicia uma série de apelos em favor do uso pacífico dos aviões. Em 1932, com a saúde debilitada e esgotado emocionalmente, retorna ao Brasil pela última vez e se instala no Hotel La Plage, no Guarujá. Assombrado por testemunhar o uso de aviões como instrumentos de guerra em seu próprio país de origem, na Revolução Constitucionalista, suicida-se e alça voos maiores que a existência.

Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=30306

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Série Pensadores: Charles Chaplin


domingo, 21 de julho de 2013

Visões do Brasil, Século XIX - Artes Visuais: Natureza e Escravidão na Obra de Taunay


Em sua aula no ciclo de Artes Visuais promovido pelo Instituto de Estudos Brasileiros da USP, a historiadora Lilia Schwarcz traça um retrato singular do pintor francês Nicolas- Antoine Taunay. Nos cinco anos que passou no Brasil a partir de 1816 ele produziu cerca de 30 telas, e em quase todas elas representou a natureza e a escravidão. Taunay representava os escravos brasileiros como pequenas figuras, sempre no primeiro plano das telas, e sempre ocupados com alguma tarefa. Na segunda parte de sua aula a historiadora Lilia Schwarcz mostra que o gosto pelos detalhes aparece também nas obras que ele produziu na França, quando pintava para a corte de Napoleão.

A história dos blogs


Por: Caio Novaes
Em meados de 1997, Jorn Barger, que foi autor de um dos primeiros FAQ – Frequently Asked Questions da história da internet, foi pioneiro em desenvolver um sistema onde uma pessoa poderia relatar tudo o que achasse realmente interessante na internet, e para nomear esse sistema foi utilizado o termo “weblog”.
O primeiro weblog da história ainda mantém sua forma original, podendo ser vista no site de seu criador, cujo endereço é http://robotwisdom.com, mesmo com o layout sendo considerado precário até mesmo para época, o weblog rapidamente se tornou uma sensação.
Muitas pessoas pronunciavam o “weblog” da forma que elas achavam mais conveniente, até que Peter Merholz pronunciou a palavra como se estivesse dividindo ela em duas partes, “wee-blog”, que futuramente foi encurtada, até se tornar simplesmente “Blog”.
A moda dos Blogs começou mesmo no ano de 1999, quando muitos blogueiros começaram a construir blogs para tratar sobre diversos assuntos, alguns para fazer um “diário virtual”, outros para fazer humor, política, e assim por diante, mesmo com conhecimentos intermediários em linguagens de programação e design, os blogueiros se sentiam importantes com seus blogs, eles o tratavam como jóias raras e mostravam para todo mundo como se os assuntos apresentados ali fossem algo do interesse de todos.
Nesta época, os posts, nome dado às informações adicionadas periodicamente ao blog, eram apenas links, ou seja, eram apenas pontes para um outro site, e quando um blog usava um link de outro blog, ele apontava o pioneiro como sendo o “dono do link”, com isso os blogs passaram a se autodivulgar, pois as pessoas queriam conhecer quem foi o blog que achou determinado link que estava linkado em outro blog e assim foi até que começou a surgir uma certa concorrência, os blogs mais interessantes começaram a ter muitos acessos, e acabou-se criando uma disputa, foi quando os blogueiros começaram a fazer links cada vez mais interessantes, eles não colocavam mais qualquer coisa em seus blogs, eles pesquisavam assuntos do interesse de um maior número de pessoas, e escreviam de maneira correta, eliminando palavras abreviadas usadas em chat como “vc” e escrevendo “você” por exemplo, fazendo de tudo para tentar induzir um leitor de sites a se tornar um leitor diário ou semanal do seu próprio blog.
No final do ano de 1999, tudo ficou mais fácil para pessoas que não sabiam nem o básico de linguagem de programação, ou seja, não eram expert no assunto, porém gostariam de ter um blog. Os Blogs se tornaram uma preciosa fonte de renda para empresas, que começaram a investir em sua automatização, ou seja, a partir de um template pronto e um backoffice uma pessoa leiga no assunto poderia muito bem desenvolver um blog, este backoffice seria como uma ferramenta de texto comum que ao digitar algo o sistema transformaria tudo em código Html automaticamente.
Uma das pioneiras a desenvolver um sistema para automatizar a publicação de blogs foi a empresa Blogger, uma empresa que soube como facilitar a publicação de artigos com uma interface muito simples que qualquer leigo poderia muito bem aprender e desvendar em 20 ou 30 minutos todas as suas ferramentas, sendo assim, muitas pessoas com idade acima de 12 anos já conseguiam facilmente criar o seu próprio blog, e como o custo de criação, edição e atualização era zero, o sistema de blogs se popularizou rapidamente.
Com estes sistemas totalmente gratuitos oferecidos por diversas empresas, às pessoas começaram a fazer do blog, um diário virtual, onde deixaram de colocar apenas links de sites e/ou outros blogs interessantes para escrever apenas sobre sua vida, como se fosse sua agenda pessoal que agora ficara disponível na internet, isso irritou e muito a comunidade dos antigos blogueiros, pois eles condenavam essa prática de transformar os blogs em simples “diários virtuais”, para os blogueiros mais antigos, o que caracterizava os blogs eram os links, pois era uma maneira de um blog interagir com outro sobre assuntos que talvez fosse interessante para um maior número de pessoas.
Logo no começo do ano 2000, a empresa blogger decidiu fazer de cada post uma página da web, ou seja, cada post do seu blog teria uma página só, definida por um endereço do tipo www.seublog.com.br/ano_mes_dia.html, essa inovação foi denominada “permalink” e foi muito útil para que outros interessantes sistemas fossem criados, como por exemplo o sistema de comentários, que utiliza o permalink do post para diferenciar um post do outro.
Com essa nova ferramenta de interação, ou seja, com o sistema de comentários, os blogueiros se tornaram mais escritores do que simplesmente blogueiros. Seus textos deixaram de ser apenas um texto jogado na internet para ser algo comentado por pessoas muitas vezes criticas e diretas que denunciavam até mesmo um simples erro de português, como se o seu blog tivesse a obrigação de passar uma informação seguindo os padrões de um livro, por exemplo, com direito a revisões e tudo antes de publicar um post.
No ano de 2004, surgiu uma novidade no mundo dos blogs, o feed, que nada mais é que uma ferramenta que lhe dá a oportunidade de “assinar” um blog, utilizando o endereço feed de qualquer blog é possível visualizá-lo utilizando um programa ou um leitor de feed qualquer, e tem mais, você pode repetir o processo com quantos blogs quiser, basta você ir adicionando os blogs para acompanhar as atualizações deles no mesmo lugar sem ter que visitar todos os endereços.
Os blogs rapidamente se tornaram um dos sistemas mais utilizados da internet, para se ter uma idéia, em 1999 o número de blogs não passava de 50, já no ano de 2001 eram contabilizados milhares de blogs e em 2003 eles atingiram a assombrosa média de 3 milhões de blogs, neste mesmo ano os blogs se tornaram uma febre no Brasil, e graças a esse crescimento muitas empresas decidiram traduzir seus sistemas de blogs para a língua portuguesa, oferecendo todas as ferramentas de seus sistemas originais porém adaptados para uma versão em português e de acordo com estudos, hoje são mais de 50 milhões de blogs espalhados pela rede.
Atualmente muitas empresas utilizam blogs para divulgar produtos através de um marketing viral ou simplesmente anunciando o produto via banner ou publieditoriais e outras fazem uma varredura nos blogs para saber as vontades e preferências de seus futuros consumidores para que assim possam desenvolver produtos cada vez mais ajustados ao perfil do seu consumidor.
Texto extraído de: http://www.brogui.com/a-historia-dos-blogs/

sábado, 20 de julho de 2013

Mensagem Dia Nacional do Bibliotecário


Mensagem Dia do Amigo


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Série Pensadores: Nelson Mandela


Documentário Vida Medieval

Hoje na História: 20 de Julho 1969

Às 22h56min  o astronauta americano Neil Armstrong, a quase 400 mil quilómetros da Terra.
Às 22h56min o astronauta americano Neil Armstrong, a quase 400 mil quilómetros da Terra, diz estas palavras a milhões de espectadores da televisão: "Este é um passo pequeno para o homem, um salto gigante para a humanidade".
Um segundo depois caminhou fora da nave, tornando-se o primeiro ser humano a andar na superfície da Lua. Outro astronauta, Edwin "Buzz" Aldrin, juntou-se-lhe uns minutos depois e juntos tiraram fotografias do terreno e enterraram uma bandeira americana.
Os astronautas deixaram para trás uma placa com a legenda: "Aqui, os homens do planeta Terra puseram o pé na Lua pela primeira vez em Julho de 1969 d.C.- Vimos em paz, em nome de toda a Humanidade".
Fonte: Hoje na História. Disponível em: http://www.canaldehistoria.pt/hoyenhistoria

Documentário: A Era JK

terça-feira, 16 de julho de 2013

Série Pensadores: William Shakespeare


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Série Pensadores: Voltaire


domingo, 7 de julho de 2013

7 de julho de 1990 – Brasil se despede de Cazuza

Por: Alice Melo



Havia meses que o menino “exagerado” da Zona Sul carioca despira a fantasia sonhadora, irreverente e boêmia que o acompanhou durante a sua curta e intensa vida. O menino virara adulto. Sua figura exuberante deu lugar ao aspecto desamparado, à silhueta magérrima que lhe acompanhou até o fim, anunciado três anos e meio antes, quando a AIDS lhe mostrou a sua cara. Numa era em que a AIDS era tabu, Cazuza pregava a liberdade sexual, a multiplicidade de parceiros, a liberalização das drogas. A doença lhe deu um golpe certeiro, do qual nunca se recuperaria.

Sem nomeá-la, ele falava com sinceridade sobre a sua debilidade física. “A pior sensação da doença, para mim, foi a de estar vivo, mas sem nenhuma energia. Tudo cansa, tudo é chato, tudo dói. E precisei criar um Deus em mim”, declarou em uma entrevista ao JB no ano anterior.

Assim que os médicos lhe confirmaram o HIV positivo, ele foi recomendado a tomar rigorosamente os remédios e não cair na boemia, coisa que não conseguiria cumprir: “Sou meio vira-lata, curto demais um Jack Daniels, e viver bem para mim é sair por aí encontrando gente e bebendo, até não agüentar mais”. Ao contrário das outras celebridades que foram embrulhadas pelo manto da AIDS, Cazuza se expôs, continuou a frequentar todas as estréias de shows do Rio, e se tornou uma bandeira indissociável do combate a essa epidemia. 

Cazuza subiu aos palcos pela primeira vez em 1980, no Circo Voador, iniciando uma carreira que seria marcada por sucessos, excessos, provocações e paixões. O cantor rompeu as fronteiras entre o rock e a MPB. Em letras de grande vivacidade e romantismo, Cazuza conquistou o Brasil. Após a doença, suas composições passaram a ser viscerais, doloridas, violentas e, ao fim, políticas. Ele foi poeta, cantor, um personagem de sua própria história.

Fonte: Blog Hoje CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?blogid=57&archive=2010-07

quinta-feira, 4 de julho de 2013

1937: Estado Novo e a nova constituição

Por: Ana Paula Amorim


O presidente Getúlio Vargas anunciou o Estado Novo em cadeia de rádio. Foi fechado o Congresso, dissolvidos os partidos e modificada a Constituição. A nova constituição, elaborada pelo jurista Francisco Campos, ficou conhecida como "a polaca", por ter sido inspirada pela constituição fascista da Polônia.


Em um comunicado oficial à nação brasileira, Getúlio Vargas justifica sua ação à apreensão criada no país pela infiltração comunista: "A constituição hoje promulgada criou uma nova estrutura legal, sem alterar o que considera substancial nos sistemas de opinião; manteve a forma democrática, o processo representativo e a autonomia dos Estados, dentro das linhas tradicionais da federação orgânica" .

A nova constituição, acabou com o princípio de harmonia e independência entre os três poderes. O Presidente da República passou a ser a autoridade suprema do Estado, a coordenar as atividades dos órgãos representativos de grau superior e a dirigir a política interna e externa. Instaurou oficialmente a censura por intermédio do departamento de Informação e Propaganda (DIP). 

O Golpe de Vargas foi articulado junto aos militares. Em conversa com Dutra, Getúlio não acreditava que no momento o regime democrático fosse bom para o Brasil, via no Congresso um entrave aos planos do Executivo, achava imperiosa uma revisão na Constituição e com as campanhas das eleições presidenciais já em andamento, propunha uma prorrogação de seu mandato. 

Dutra deu-lhe esse apoio, inclusive na simulação de uma conspiração comunista que entraria na história com o nome de Plano Cohen e que daria a Getúlio e aos militares o pretexto de que precisavam. 

A ditadura Vargas, período conhecido com o Estado Novo, se estendeu até 29 de outubro de 1945, quando Getúlio Vargas foi deposto. Clique aqui para saber mais.
Getúlio se suicidiou em 1954. Clique aqui para saber da madrugada trágica.

Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=5790

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Franz Kafka é homenageado em doodle do Google

Doodle do Google celebra os 130 anos de nascimento do escritor Franz Kafka

Franz Kafka (3/7/1883 a 3/6/1924), escritor de clássicos da literatura universal como A Metamorfose, O Processo e Carta ao Pai recebe é homenageado em doodle do Google. A imagem relembra a obra A Metamorfose, quando o personagem Gregor Samsa acorda transformado num inseto (algumas traduções descrevem como uma barata). As letras que formam a palavra Google também estão caracterizadas com detalhes que remetem à obra do escritor tcheco.

Franz Kafka
Foto: Reprodução Terra
Considerado um dos principais escritores de literatura moderna. Sua obra retrata as ansiedades e a alienação do homem do século XX. Kafka nasceu em Praga , cidade que pertencia ao império austro-húngaro, filho de um comerciante judeu, cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a tcheca e a alemã. Seu pai, Hermann Kafka foi descrito como um "grande empresário egoísta e arrogante". A relação de Kafka com seu pai foi gravemente perturbada, conforme explicado na carta ao seu pai, em que ele se queixou de ser profundamente afetado pelo exigente caráter autoritário deste.

No ano de 1902 conhece Max Brod, seu grande amigo, a quem pedirá, em 1922, que destrua todas as suas obras após sua morte. Brod, também escritor, jornalista e compositor, não queimou os manuscritos, diários e cartas e tudo o que restava, como era a última vontade do escritor, acabou publicando os textos do amigo.

Solitário, com a vida afetiva marcada por irresoluções e frustrações, Kafka atingiu pouca fama com seus livros, na maioria editados postumamente. Mesmo assim era respeitado nos círculos de literatura que frequentava.

Kafka faleceu no dia 3 de junho de 1924 no sanatório Kierling, perto de Klosterneuburg na Áustria. A causa oficial da sua morte foi insuficiência cardíaca, apesar de sofrer de tuberculose desde 1917.

Foto: Reprodução Terra

Obras
A Metamorfose (novela escrita em 1912 em uma noite em claro conforme descreve, e publicado em 1915) narra o caso de Gregor Samsa, que após acordar de um pesadelo, vê seu corpo transformado em um inseto. Conforme a história se desenvolve o filho se vê inferiorizado com relação a figura paterna. Franz Kafka trata da condição humana, da humilhação, com uma linguagem rica em ironias e metáforas, e que se aprofunda nas relações de poder dentro do âmbito familiar.

Em Carta ao Pai a relação com seu pai é exposta em detalhes. Foi escrita em 1919, mas nunca chegou a ser enviada a seu pai, embora houvesse cogitado como revela em carta a Milena Jesenská. O Processo (1925) é um romance, que conta o caso de Josef K., ele se encontra envolto a um nebuloso processo sobre um crime que lhe é desconhecido. A condição humana e sua relação nesta obra, já ultrapassa a dimensão da família, e passa a englobar as relações de dominio do Estado sobre o indivíduo. Em O Castelo (1926), o agrimensor K. é convidado a exercer sua atividade a convite dos senhores de um castelo, mas ao lá chegar é recepcionado com espanto pelos aldeões, ao mesmo tempo em que o acesso ao castelo se torna mais e mais distante.

Kafkiano
Essas três obras-primas definem não apenas boa parte do que se conhece até hoje como "literatura moderna", mas o próprio caráter do século: kafkiano. No mundo kafkiano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair dela. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranoia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana .

Os doodles do Google
O Google costuma comemorar datas importantes para a humanidade, como aniversários de invenções e personalidades ligadas à cultura e à política, por exemplo, com customizações do logo na página inicial do site de buscas. O primeiro doodle surgiu em 1998, quando os fundadores do Google criaram um logotipo especial para informar aos usuários do site que eles estavam participando do Burning Man, um festival de contracultura realizado anualmente nos Estados Unidos. O sucesso foi tão grande que hoje a companhia tem uma equipe de designers voltada especialmente para a criação dos logotipos especiais. Já foram criados mais de 300 doodles nos Estados Unidos e mais de 700 para o resto do mundo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Série Pensadores: Hegel