sábado, 31 de agosto de 2013

Série Pensadores: Milton Santos


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Operação Condor

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A História da Princesa Isabel



Descrição do vídeo: Programa DE-LÁ-PRA-CÁ Princesa Isabel

Ao longo do século XIX somente nove mulheres estiveram à frente do governo de seus países. Uma dessas mulheres foi a Princesa Isabel, filha do Imperador D. Pedro II, herdeira do trono brasileiro. Ela o substituiu três vezes como chefe de Estado, na condição de Princesa Regente. Seu ato mais importante foi a assinatura da Lei Áurea, que libertou os escravos, em 13 de maio de 1888. Por isso, ela é lembrada na história brasileira como a redentora. 
A Abolição também precipitou a proclamação da República, que não hesitou em banir a Família Real. A princesa morreu no exílio, em 1921, sem nunca mais ter retornado ao Brasil. Apesar de ter sido uma figura importante da nossa história, não existem estudos suficientes sobre sua atuação como governante e nem a publicação de uma biografia consagradora.

Produção TV Brasil

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A História de



Descrição do vídeo: Programa DE LÁ PRA CÁ

Rui Barbosa foi um dos maiores intelectuais brasileiros e homem público de todos os tempos. Foi advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, filólogo, linguista, orador e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, instituição que presidiu depois da morte de Machado de Assis. Durante o Império, fez campanhas em favor do abolicionismo, do federalismo e em defesa da República. Foi também o redator da primeira constituição republicana do Brasil
.
Deputado, Senador e Ministro de Estado, Rui Barbosa foi quatro vezes candidato à Presidência, mas nunca conseguiu se eleger. Liberal convicto, criticou as intervenções militares na política durante os primeiros anos de nossa República. Teve de se exilar para não morrer. Como diplomata, representou o Brasil na Conferência Mundial de Paz em Haia. Enfrentou o preconceito das potências e defendeu o princípio da igualdade jurídica das nações soberanas. A vasta cultura humanista e o imenso saber jurídico com que embasou seus discursos levou Ruy Barbosa à Presidência de Honra da Comissão de Haia. Foi nessa época que ele ganhou o apelido de "Águia de Haia".

Fonte: Produção TV Brasil

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

26 de agosto de 1978 - Habemus Papam! Cardeal Luciani é o escolhido

Jornal do Brasil: 27 de agosto de 1978

Por: Lucyanne Mano

Um breve Papado de surpresas


A primeira surpresa aconteceu em pouco mais de 26 horas, após três apurações, numa das mais rápidas eleições da História da Igreja Católica, até então. Os 111 cardeais do Conclave do Vaticano escolheram como 262º sucessor de São Pedro, o Cardeal Albino Luciani, Patriarca de Veneza, 65 anos, com nome de João Paulo I, numa homenagem a seus dois antecessores. Outra surpresa: ele sequer constava na lista dospapabili.



À rapidez da eleição seguiu-se uma hora de dúvida na Praça de São Pedro, onde os presentes não conseguiam distinguir a cor da fumaça que saía da chaminé da Capela Sistina: de início escura, depois cinzenta e finalmente branca, mas turva.


Jornal do Brasil: 27 de agosto de 1978

A escolha do Conclave recaiu sobre um Cardeal de experiência exclusivamente pastoral, nunca ocupante de nunciaturas ou cargos na Cúria. Moderado, de sólida formação teológica, defensor da tradição e ortodoxia da Igreja, condenava rigorosamente as aberturas no campo do controle de natalidade, do celibato, entre outros princípios que já vinham sendo questionados naquela época.

A última surpresa foi o curto pontificado de João Paulo I. Coroado no dia 3 de setembro de 1978, o Papa foi encontrado morto em seu quarto 25 dias depois. Segundo a versão oficial do Vaticano, vítima de um ataque cardíaco durante o sono. Contudo, até hoje especula-se a respeito das verdadeiras circunstâncias de sua morte naquela madrugada de 28 de setembro.

Fonte: Blog Hoje na História/CPDOC-Jornal do Brasil. Disponível em:  http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=27881

domingo, 25 de agosto de 2013

A Renúncia de Jânio Quadros


Descrição do vídeo: Programa DE LÁ PRA CÁ 

Jânio Quadros foi o último presidente eleito antes do regime militar de 1964. Ele governou o país durante sete meses, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, data em que renunciou.

Jânio Quadros teve uma carreira meteórica. Começou aos 30 anos de idade, em 1947, quando se elegeu suplente de vereador por São Paulo. Chegou à presidência da República em 1960, respaldado por quase sete milhões de votos, sem nunca ter perdido uma única eleição . Um fenômeno surpreendente, sem paralelos em nossa história. Assim como subiu, Jânio também teve uma queda vertiginosa. Renunciou sete meses depois de empossado, frustrando a nação e surpreendendo os oposicionistas. Justificou-se dizendo sofrer pressões de "forças terríveis". Mas nunca realmente explicou que forças eram essas.

Fonte: Produção TV Brasil

Documentário Getúlio Vargas - Série "Construtores do Brasil" - TV Câmara


Descrição do filme: Nasceu em São Borja (RS), em 19 de abril de 1882, e morreu em 24 de agosto de 1954, no Rio de Janeiro (RJ).

Líder civil da Revolução de 1930, comandou a modernização do Estado brasileiro com políticas nacional-desenvolvimentistas. No seu legado sobressaem as bases da industrialização, a legislação trabalhista e a participação do Brasil na II Guerra.

sábado, 24 de agosto de 2013

24 de agosto de 1954: A madrugada trágica - um tiro no coração

Pressionado por uma série de episódios decorrentes da crise político-militar, que culminou na exigência imposta pelo Alto Comando das Forças Armadas de seu afastamento da Presidência da República, Getúlio Vargas renunciou à vida com um tiro no coração.



Leia post no Blog Hoje na História. Clique aqui

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Currículo Integrado para o Ensino Médio UNESCO

A UNESCO apresenta 'Currículo integrado para o Ensino Médio: das normas à prática transformadora". A obra  é resultado de vários estudos realizados pela UNESCO, com o apoio do Ministério da Educação, e visa a contribuir para a elaboração de conhecimentos que permitam avanços efetivos na consecução das metas da Educação para Todos.



Série Pensadores: João Paulo II


Crônica de uma morte anunciada: a sala de aula


Estamos no ano de 2160. Neste ano não existe mais sala de aula . Antigamente dava-se esse nome a reunião forçada de 30. 40 e 50 crianças ou jovens entre quatro paredes, havendo em média um espaço de um metro e meio entre cada um. Esse fato é hoje estudado como se estuda com espanto, as antigas celas onde ficavam os padres nos mosteiros medievais.

Para entender o que era uma sala de aula, são estudados fragmentos arqueológicos relativos às práticas realizadas nesses locais. Impressiona-nos hoje a insensibilidade das pessoas da época que não percebiam ser biologicamente impossível manter a ordem nesses lugares, tendo organismos tão agitados como crianças e jovens; ser fisicamente impossível manter a serenidade em pessoas, com a capacidade de gerar e acumular tanta energia. E nos espantamos mais ainda com o fato de vários locais desse tipo terem conseguido, por métodos misteriosos e desconhecidos, manter tantas crianças e jovens parados, assentados e “atentos” por quatro ou seis horas todos os dias!

Hoje nos perguntamos: o que faziam lá?

Não se sabe ao certo o que faziam nelas. Algumas pesquisas antropológicas teimam em afirmar que eram dadas aulas: longos discursos de especialistas ouvidos passivamente pelas pessoas assentadas. Pesquisas recentes refutam essas teorias. Já foi demonstrado ser impossível a um jovem ficar mais de uma hora ouvindo alguma coisa sem, ter fortes dores no corpo ou compulsão irresistível para andar, correr ou pular. Baseados nessas pesquisas, cientistas políticos defendem a tese de que essas construções de salas eram equipamentos políticos de controle de massas de jovens, objetivando manter a situação de grupos dominantes na época.

De qualquer forma, educadores, de modo geral, concordam que essas estranhas construções podiam servir para vários fins, menos para a educação. Para um aproveitamento de 30% de um discurso, um jovem necessita participar com diálogo pelo menos 30% do tempo desse mesmo discurso. O jovem aprende quando pergunta, critica, refuta, duvida.

Num lugar fechado com mais de 40 pessoas e apenas um discursando, é impossível que esse índice de aprendizagem ocorra. Dessa forma, se o aprendizado era abaixo de 30%, esses lugares poderiam ser qualquer coisa, menos uma sala de educação.

Em outros sítios arqueológicos foram encontrados escombros desse tipo de instituição com mais de 100 salas. Admite-se que havia instituições que possuíam mais de 5 mil jovens reclusos, ao mesmo tempo, num período de cinco horas.

Fragmentos de objetos marcados por símbolos, tidos como forma de comunicação, mostram que ensinavam rudimentos de Filosofia, destacados como como especialidades, denominadas Matemática, Física, Química, entre outras. Especialistas discutem se é possível construir um discurso lógico e inteligível sobre qualquer uma dessas especialistas sem referencia a outras, como fazemos hoje nesse saber que chamamos Filosofia. Parece que no século XIX, os saberes eram isolados, possuindo identidade própria, sem uma referência mútua explicita.
Sabe-se, por exemplo, que os números, o que na época eram denominadas Matemática ou Calculo, eram estudados sem a prática da música. É provado que a música, não era admitida nesses locais com regularidade, pois em pouquíssimas instituições foi encontrado algum fragmento de instrumento musical. 

De qualquer forma, o grande enigma dessas instituições continuava sendo o que ocorria nas salas. Simulações realizadas nos processadores da realidade virtual cruzaram variáveis referentes ao clima (clima médio de uma aglomeração populacional da época, em torno de 30 graus), nível de ruído, energia produzida e dissipada por 40 jovens de 17 anos, variáveis compartimentais, variáveis psicológicas e um ponto de referencia , que seria o adulto responsável pelo discurso.. O resultado visual dessa simulação uma cena em que, no período de uma hora, esse centro de referencia ( o adulto que fazia o discurso) é reconhecido por todos ao mesmo tempo, em média, durante apenas 5 minutos. Nos outros 55 minutos,em média apenas 10% das 40 pessoas reconhecem o adulto como centro de atenção. Os outros 90% dos ouvintes, em média, olham para outras coisas, menos para o adulto. Com o passar das horas o adulto fica cada vez mais esquecido, de tal modo que, na terceira hora, ninguém mais percebe com atenção a sua existência. 

Enfim, a existência de um dispositivo educacional chamado de sala de aula, no século XIX, é um enigma . Da mesma forma o adulto responsável pelo discurso aos jovens, o educador, é um mistério. Muitos dizem que não existia educador na época. Pelos conflitos que a história nos informa, pela desorganização daquelas sociedades, guerras, degradação ecológica e outros fatores de degradação social, torna-se efetivamente difícil demonstrar que havia pessoas exclusivamente dedicadas à educação. Ou, hipótese levantada pelos filósofos sociais, foi exatamente graças a esses profissionais da educação que aquelas sociedades não atingiram um estágio de barbárie. Afirmam que foi graças a eles que a destruição total, que sabemos ter sido possível tecnologicamente naquela época, não ocorreu.

(Volker, 1998) Estamos no ano de 2160. Neste ano não existe mais sala de aula . Antigamente dava-se esse nome a reunião forçada de 30. 40 e 50 crianças ou jovens entre quatro paredes, havendo em média um espaço de um metro e meio entre cada um. Esse fato é hoje estudado como se estuda com espanto, as antigas celas onde ficavam os padres nos mosteiros medievais.

Para entender o que era uma sala de aula, são estudados fragmentos arqueológicos relativos às práticas realizadas nesses locais. Impressiona-nos hoje a insensibilidade das pessoas da época que não percebiam ser biologicamente impossível manter a ordem nesses lugares, tendo organismos tão agitados como crianças e jovens; ser fisicamente impossível manter a serenidade em pessoas, com a capacidade de gerar e acumular tanta energia. E nos espantamos mais ainda com o fato de vários locais desse tipo terem conseguido, por métodos misteriosos e desconhecidos, manter tantas crianças e jovens parados, assentados e “atentos” por quatro ou seis horas todos os dias!

Hoje nos perguntamos: o que faziam lá?

Não se sabe ao certo o que faziam nelas. Algumas pesquisas antropológicas teimam em afirmar que eram dadas aulas: longos discursos de especialistas ouvidos passivamente pelas pessoas assentadas. Pesquisas recentes refutam essas teorias. Já foi demonstrado ser impossível a um jovem ficar mais de uma hora ouvindo alguma coisa sem, ter fortes dores no corpo ou compulsão irresistível para andar, correr ou pular. Baseados nessas pesquisas, cientistas políticos defendem a tese de que essas construções de salas eram equipamentos políticos de controle de massas de jovens, objetivando manter a situação de grupos dominantes na época.

De qualquer forma, educadores, de modo geral, concordam que essas estranhas construções podiam servir para vários fins, menos para a educação. Para um aproveitamento de 30% de um discurso, um jovem necessita participar com diálogo pelo menos 30% do tempo desse mesmo discurso. O jovem aprende quando pergunta, critica, refuta, duvida.

Num lugar fechado com mais de 40 pessoas e apenas um discursando, é impossível que esse índice de aprendizagem ocorra. Dessa forma, se o aprendizado era abaixo de 30%, esses lugares poderiam ser qualquer coisa, menos uma sala de educação.

Em outros sítios arqueológicos foram encontrados escombros desse tipo de instituição com mais de 100 salas. Admite-se que havia instituições que possuíam mais de 5 mil jovens reclusos, ao mesmo tempo, num período de cinco horas.

Fragmentos de objetos marcados por símbolos, tidos como forma de comunicação, mostram que ensinavam rudimentos de Filosofia, destacados como como especialidades, denominadas Matemática, Física, Química, entre outras. Especialistas discutem se é possível construir um discurso lógico e inteligível sobre qualquer uma dessas especialistas sem referencia a outras, como fazemos hoje nesse saber que chamamos Filosofia. Parece que no século XIX, os saberes eram isolados, possuindo identidade própria, sem uma referência mútua explicita.
Sabe-se, por exemplo, que os números, o que na época eram denominadas Matemática ou Calculo, eram estudados sem a prática da música. É provado que a música, não era admitida nesses locais com regularidade, pois em pouquíssimas instituições foi encontrado algum fragmento de instrumento musical. 

De qualquer forma, o grande enigma dessas instituições continuava sendo o que ocorria nas salas. Simulações realizadas nos processadores da realidade virtual cruzaram variáveis referentes ao clima (clima médio de uma aglomeração populacional da época, em torno de 30 graus), nível de ruído, energia produzida e dissipada por 40 jovens de 17 anos, variáveis compartimentais, variáveis psicológicas e um ponto de referencia , que seria o adulto responsável pelo discurso.. O resultado visual dessa simulação uma cena em que, no período de uma hora, esse centro de referencia ( o adulto que fazia o discurso) é reconhecido por todos ao mesmo tempo, em média, durante apenas 5 minutos. Nos outros 55 minutos,em média apenas 10% das 40 pessoas reconhecem o adulto como centro de atenção. Os outros 90% dos ouvintes, em média, olham para outras coisas, menos para o adulto. Com o passar das horas o adulto fica cada vez mais esquecido, de tal modo que, na terceira hora, ninguém mais percebe com atenção a sua existência. 

Enfim, a existência de um dispositivo educacional chamado de sala de aula, no século XIX, é um enigma . Da mesma forma o adulto responsável pelo discurso aos jovens, o educador, é um mistério. Muitos dizem que não existia educador na época. Pelos conflitos que a história nos informa, pela desorganização daquelas sociedades, guerras, degradação ecológica e outros fatores de degradação social, torna-se efetivamente difícil demonstrar que havia pessoas exclusivamente dedicadas à educação. Ou, hipótese levantada pelos filósofos sociais, foi exatamente graças a esses profissionais da educação que aquelas sociedades não atingiram um estágio de barbárie. Afirmam que foi graças a eles que a destruição total, que sabemos ter sido possível tecnologicamente naquela época, não ocorreu.

(Volker, 1998) 

Publicado no Blog Falando de História em 2010. Disponível em: http://falando-historia.blogspot.com.br/2010/04/para-refletir-cronica-de-uma-morte.html

Para pensar...

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A História de Glauber Rocha

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mensagem Dia do Historiador


domingo, 18 de agosto de 2013

Dia do Patrimônio Histórico

O Dia do Patrimônio Histórico foi instituído no Governo de Getúlio Vargas, pela Lei 378 de 1937, dia da criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Brasil ( Iphan).

A data foi escolhida para homenagear  historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade (Belo Horizonte-MG, 1898-1969), que nasceu neste dia.

O Dia do Patrimônio Histórico foi instituído no Governo de Getúlio Vargas, pela Lei 378 de 1937, dia da criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Brasil ( Iphan).

A data foi escolhida para homenagear historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade (Belo Horizonte-MG, 1898-1969), que nasceu neste dia.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Série Pensadores: Galileu Galilei


domingo, 11 de agosto de 2013

A História de Isaura Bruno

sábado, 10 de agosto de 2013

10 de agosto de 1995 - Adeus ao mestre Florestan Fernandes, o pai da sociologia brasileira

Por: Lucyanne Mano


"Comecei a trabalhar aos 6 anos e meu passado me deu fibra e identificação com os oprimidos, os trabalhadores, minha classe de origem". Florestan Fernandes


Seis dias depois de se submeter a uma operação de transplante de fígado, o sociólogo Florestan Fernandes, 75 anos, morreu no início da madrugada no Hospital das Clínicas na capital paulista. Seu corpo foi velado no Salão Nobre da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, de onde partiu para a cremação no cemitério de Vila Alpina, também em São Paulo.

Mais do que o pai da sociologia brasileira, com 56 livros publicados, o intelectual Florestan Fernandes foi um grande educador, não só pelos 24 anos de exercício prestados à atividade na Universidade de São Paulo (USP), como pela capacidade de hipnotizar platéias nas conferências em que defendia as suas teses. Entre elas, Mestre Florestan foi um defensor intransigente da escola pública. Devotou seu trabalho político - filiado à esquerda socialista - a ressaltar a importância do ensino gratuito, de qualidade, acessível a todos os brasileiros como única forma capaz de promover a democracia. Teve também participação decisiva nos primeiros estudos sobre a questão do negro na sociedade de classes brasileira.

Cassado pela ditadura militar em 1969, ele se exilou por três anos nas universidades de Toronto, no Canadá, e Columbia e Yale, nos EUA. 

Mestre Florestan foi um otimista. "Confio no país e acredito no seu desenvolvimento", declarava. Sua vida foi um claro exemplo desta fé. Paulistano, nascido em 22 de julho de 1920, filho de lavadeira, nunca conheceu o pai. Foi engraxate e trabalhou desde os 6 anos para sobreviver. Aos 17 anos matriculou-se num Curso de Madureza, fazendo em três anos o que os mais privilegiados levavam sete. Trilhou caminhos incomuns para desembocar no início dos anos 40, na recém criada Escola de Sociologia e Política da USP. De sua origem, tirou para a vida a inspiração socialista, que não abandonou nem mesmo após a queda do Muro de Berlim (1989). De orientação marxista, montou em seus anos de academia uma invejável biblioteca de mais de 20.000 livros.

Casado com Dona Myrian, teve seis filhos. E para a posteridade, deixou muito mais que livros, um exemplo de coerência e ética, raros nestes tempos de modernidade.


Fonte: Jornal do Brasil CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=27726

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dia Internacional dos Povos Índigenas


Fonte: Museu Antropológico do Rio Grande do Sul

Mensagem de Dia dos Pais


9 de agosto de 1997: Morre Betinho, a voz maior da cidadania

Por: Lucyanne Mano

"Quando se tem o que eu tenho, você começa a descobrir que a vida é todo dia, que o bom é estar vivo hoje. E é assim que eu vivo".
Betinho


O sociólogo Betinho, 60 anos, morreu em sua casa no início da madrugada, em decorrência de uma série de distúrbios relacionados à deficiência de funcionamento do fígado e dos rins, após uma aguerrida luta contra a Aids. Hemofílico como seus dois irmãos, o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, Betinho viveu ameaçado pela morte desde que nasceu, e também como eles, tornou-se portador do vírus após uma transfusão de sangue. Maior defensor da vida no Brasil, foi idealizador e líder da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, e dirigiu a maior campanha nacional em defesa dos pobres e famintos.


Era casado com Maria Nakano, com  quem teve o filho Henrique. Teve outro filho, Daniel, do primeiro casamento.

Nascido Herbert José de Sousa no dia 3 de novembro de 1936, em Bocaiúva, interior mineiro, Betinho começou a fazer políticos aos 18 anos, influenciado pelos padres dominicanos da Ação Católica. Em 1962, fez parte do grupo de jovens católicos a fundar a Ação Popular, a AP, que militava por um socialismo humanista. Durante o governo de João Goulart, trabalhou como assessor do ministro da Educação, Paulo de Tarso, dedicando-se especialmente ao ambicioso Programa Nacional de Alfabetização, o PNA, inspirados nas idéias do educador Paulo Freire e que se propunha acabar com o analfabetismo no país num espaço curto de tempo.

Com o golpe militar de 1964, foi obrigado a passar para a clandestinidade e depois a deixar o país: A AP foi uma das organizações mais visadas e perseguidas pelos militares. Ao longo de seus anos de exílio, continuou na militância, colaborando na formação de grupos de estudos e de formulação teórica sobre as questões e os impasses brasileiros. Voltou ao Brasil em 79, como o “irmão de Henfil”, da música O bêbado e o equilibrista.

Em fevereiro de 1993, quando o presidente Itamar Franco anunciou o Programa de Combate à Fome, foi convidado para coordenar o Conselho Nacional de Segurança Alimentar. Alegando sua frágil condição física, recusou o convite, mas aceitou participar como consultor do projeto. Betinho se tornaria a grande mola propulsora de uma mobilização popular contra a fome sem precedentes na história no Brasil. Em poucos meses, a Ação de Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida alcançaria marcas inéditas. De junho de 1993 até junho do ano seguinte, 25 milhões de pessoas contribuiriam de alguma forma – com doação de dinheiro, de alimentos e roupas – e outras 2,8 milhões se engajariam diretamente na campanha, atuando em um dos 4 mil comitês do projeto criados em todo o país.

O impacto real do trabalho feito nos quatro anos de campanha, entretanto, manteve-se imensurável. Além da doação material, motivada pelo lemaQuem tem fome, tem pressa, a corrente de solidariedade promoveu o regate da cidadania e a inclusão social, demonstrando a capacidade de mobilização do povo brasileiro.

A trajetória de vida de Betinho é a história de alguém que superou com dignidade seu terrível drama pessoal e se engajou na luta de um Brasil melhor. Deixou uma coleção de livros importantes para se compreender melhor o país, centenas de artigos e uma das mais atuantes organizações não-governamentais do país, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, o Ibase. Mas o obstinado trabalho em favor dos 32 milhões de brasileiros totalmente desamparados, é certamente o seu grande legado.

"A morte acaba com tudo, mas a memória traz de volta a vida. As pessoas só existem na memória". Betinho


Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em:  http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=4085

1945 - Bomba atômica arrasa Nagasaki


Os Estados Unidos lançaram outra bomba atômica contra o Japão, desta vez sobre a cidade de Nagasaki. O poder de destruição do cogumelo atômico já tinha sido apresentado ao mundo três dias antes, quando a cidade de Hiroshima foi literalmente riscada do mapa. 

Agora era a vez de Nagasaki experimentar o fulminante efeito de um bombardeio nuclear. O segundo ataque contra o Japão teve por finalidade aniquilar a cidade, estrategicamente reconhecida como a principal base militar nipônica. Diante da impotência em resistir às investidas americanas, restou ao Japão contabilizar seus milhares de mortos, feridos e desaparecidos. A atrocidade foi criticada pela opinião pública e tida como uma ação desnecessária contra a população civil japonesa. O governo americano defendeu-se, alegando tratar-se da forma mais rápida de encerrar a Segunda Guerra. De fato, em poucos dias o Japão assinaria a capitulação, aceitando a derrota e as condições de paz impostas pelos aliados. Mas as seqüelas dos ataques se manteriam por gerações, registradas em milhares de novas mortes por contaminação radioativa.

Além do interesse militar, a escolha de Hiroshima e Nagasaki teve um sentido político-econômico. Detentoras de grandes parques industriais, seriam uma ameaça aos planos americanos de liderar e financiar a reconstrução do mundo.


EUA decidem o futuro do mundo
Pela forma como transcorriam os acontecimentos da Segunda Guerra no início de agosto de 1945, a vitória americana no Pacífico estava assegurada. Era apenas uma questão tempo até a rendição japonesa. Por ordem do Presidente Harry Truman, o fim do conflito foi precipitado. Os dois bombardeios atômicos no Japão, num intervalo de pouco mais de 72h, mostraram ao mundo o efeito devastador de uma guerra atômica. E comprovaram a todas as nações o grau de ousadia a que estava disposta a potência americana na disputa pela hegemonia mundial. 

Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em:  http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=9596

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Série Pensadores: Cora Coralina


Série Pensadores: Machado de Assis


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

7 de agosto de 1957: Morre o Gordo Oliver Hardy

Por: Lucyanne Mano



O ator Oliver Hardy, 65 anos, morreu na Califórina, vítima de ataque cardíaco, sem conseguir se restabelecer do derrame cerebral sofrido um ano antes, que comprometeu seus movimentos locomotores e a fala. Suas cinzas foram depositadas em Hollywood.

Chegava efetivamente ao fim a maior dupla cômica do cinema em todos os tempos. Stan prometeu nunca mais aparecer nas telas, limitando-se a escrever textos, roteiros e peças humorísticas até morrer, em 23 de fevereiro de 1965. Juntos, fizeram 99 filmes.


Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em:  http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=30370

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Documentário: A História do Racismo

O filme aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.



domingo, 4 de agosto de 2013

Os Fantasmas do Terceiro Reich


Este documentário apresenta as comoventes e angustiantes histórias dos descendentes dos nazistas, que enfrentam seu passado familiar e comunicam seus sentimentos mais profundos de culpa que herdaram. Estes indivíduos, cujos familiares foram simpatizantes, oficiais ou membros da elite do regime nazista, compartilham o desejo comum de distanciar-se da ideologia nazista e das ações de seus antepassados, e de livrar-se da culpa, da vergonha e da dor, ao que seguem pagando um preço muito alto setenta anos depois. O confronto com o legado nazista é evocado também com a inclusão de momentos do Encontro Austríaco, um ponto de diálogo entre descendentes de criminosos de guerra nazistas e sobreviventes do Holocausto.
Fonte: Nat Geo

Caçadores de nazistas Herbert Cukurs


Confira reportagem especial no Ópera Mundi, clique aqui

sábado, 3 de agosto de 2013

O Julgamento de Nuremberg


O Julgamento de Nuremberg, ou oficialmente, o Tribunal Militar Internacional (TMI) foi um Tribunal Internacional formado após o fim da segunda Guerra Mundial, com o objetivo de julgar os crimes de guerra cometidos pelos chefes da Alemanha nazista e que feriram o direito internacional.
Em agosto de 1945, reuniram-se em Londres representantes da Grã-Bretanha, da França, dos Estados Unidos e da então U.R.S.S. Nessa ocasião assinaram um acordo criando o Tribunal, que acabou sendo instalado na cidade de Nuremberg, na Alemanha. Os Juízes e promotores públicos que atuaram no julgamento tinham origem nesses quatro países. As regras que definiram quais os crimes seriam julgados, assim como as regras para os processos e para o julgamento, foram estabelecidas através da Carta de Londres.

Entre 1945 e 1949 foram julgados 13 processos, nos quais estavam envolvidos 24 réus, embora apenas 21 tenham ido a julgamento. Dos acusados, 20 eram médicos, acusados de cometer atrocidades. As várias acusações foram classificadas em quatro modalidades principais, sendo que cada réu era acusado em uma ou mais modalidades. Foram elas:

- Conspiração e atos deliberados de agressão
- Crimes de guerra
- Crimes contra a paz
- Crimes contra a humanidade

Dos 22 réus julgados em Nuremberg tiveram as seguintes sentenças:

- 10 anos de prisão -- Karl Donitz
- 15 anos de prisão -- Canstantin Von Neurath
- 20 anos de prisão -- Baldur Von Schirach e Albert Speer
- Prisão Perpétua -- Rudolf Hess, Erich Raeder, Walther Funk
- Sentença de morte na forca -- Hermann Goering, Alfred Rosemberg, Alfred Jodl, Martin Borman (foi julgado à revelia, pois estava morrendo), Wilhelm Keitel, Wilhelm Frick, Hans Frank, Fritz Sauckel, Julius Streicher, Ernst Kaltenbrunner, Arthur Seyss-Inquart, e Joachim von Ribbentrop;
- Inocentes -- Hjalmar Schacht , Franz Von Papen e Hans Fritzche.

Hermann Goering, o réu mais polêmico, suicidou-se ingerindo uma cápsula de cianureto de potássio, um dia antes de ser executado na forca. A origem de tal cápsula jamais foi descoberta.

A execução de todos os condenados a morte na forca ocorreu no dia 16 de Outubro de 1946, e foi assistida por 45 pessoas.

O Julgamento de Nuremberg durou 285 dias, nos quais foram ouvidas 240 testemunhas. Outros julgamentos de criminosos da II Guerra Mundial foram realizados nas próprias zonas de ocupação, dos quais destaca-se o Tribunal de Tóquio (1946 -- 1948).


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Série Pensadores: Friedrich Nietzsche


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cultura Retrô - Plano Collor