quarta-feira, 1 de abril de 2015

Série Filmes Históricos: Batismo de Sangue


Foto extraída do Blog História Zine
Sinopse:
Fragmentos de Vinícius Cabral  
Um dos filmes nacionais mais fortes, tanto pela temática quanto pelo trabalho dos atores, excelentes em seus papéis, é o Batismo de Sangue (2007), inspirado no livro homônimo escrito por Frei Betto, e que conta a história dos frades dominicanos Tito, Oswaldo, Fernando e Ivo, além do próprio Betto, que no fim da década de 1960 resolveram auxiliar a Ação Libertadora Nacional (ALN), liderada pelo guerrilheiro Carlos Marighella, um dos principais líderes da resistência armada contra os militares que tomaram o poder no Brasil a partir de 1964 com o Golpe Militar.
Dirigido pelo cineasta Helvécio Ratton, o filme chama a atenção porque mostra a face mais cruel da Ditadura brasileira: a tortura institucionalizada pelos aparelhos repressivos, que vitimou milhares de pessoas e deixou marcas até em quem jamais sofreu qualquer tortura, tamanho o medo que despertou até naqueles que só ouviam falar dos acontecimentos.
Entenda o caso 

A morte de Marighella:

Ele era uma das pessoas mais procuradas pelos “milicos” na época da Ditadura Militar.Carlos Marighella foi preso e torturado por duas vezes durante o primeiro governo Vargas e chegou a viajar para a China entre 1953 e 54, para ver de perto a recém-realizada Revolução Chinesa.
Após ser baleado e preso por agentes do DOPS em 1964 – e solto em 1965 por decisão judicial – resolveu fundar e liderar a ALN, organização que, juntamente com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), organizou o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick em setembro de 1969.
Marighella foi caçado pelo então delegado Sérgio Paranhos Fleury, também conhecido como “papa”, e que no filme é interpretado pelo ator Cássio Gabus Mendes – assustador no papel, diga-se de passagem. E o que o delegado Fleury fez para colher as informações necessárias para encontrar Marighella?Forçou o elo mais fraco da corrente, prendendo e torturando os frades que estavam apoiando a ALN.
Neste ponto, é importante lembrar que na época do Golpe, grande parte dos integrantes da Igreja Católica apoiou a ação dos militares, mas com o tempo, certos setores mais progressistas da Igreja repudiaram a presença dos militares no poder, principalmente após o AI-5, que acabou com a liberdade democrática no país.
Fonte da imagem: Revista Istoé
Links relacionados:
Resenha: Batismo de Sangue. Blog História Zine. Disponível em:  http://www.historiazine.com/2013/09/batismo-de-sangue.html
A tragédia de frei Tito. Disponível em: http://www.istoe.com.br/reportagens/357457_A+TRAGEDIA+DE+FREI+TITO

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