quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Importância da Produção de Blogs para o Ensino de História

PRODUÇÃO DE BLOGS: FERRAMENTA NO ENSINO DE HISTÓRIA

Amanda Corrêa de Lavra Pinto
Carla Beatriz Meinerz
Pedro Henrique Ermida Cruz

Linha de trabalho: Avaliação das próprias aprendizagens
Grupos de trabalho: grupos de estudo ou coletivos de professores; formação inicial; formação continuada
1 CONTEXTO DO RELATO
Este trabalho tem como objetivo apresentar a produção de blogs pelos bolsistas de História envolvidos no PIBID no ano de 2009. Durante o desenvolvimento das atividades nas escolas Dolores Alcaraz Caldas e Pe. Balduíno Rambo, os bolsistas foram motivados a criar cada um o seu blog com o intuito de registrar as atividades realizadas, produzir uma reflexão sobre as mesmas e divulgar as experiências, possibilitando o conhecimento e o diálogo entre bolsistas, professores das escolas envolvidas e os próprios alunos.
2 DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES
Um blog é semelhante a um diário, mas publicado na internet e com livre acesso a todos que desejarem lê-lo.
Cada nova postagem é ordenada de forma cronológica e seus leitores têm a possibilidade de interagir com o autor através da sessão “comentários”. Por ser uma ferramenta simples e bastante intuitiva, não exige conhecimentos de programação tornando possível que qualquer pessoa que saiba acessar a internet possa criar e manter atualizado seu próprio diário virtual.
Todas as configurações de um blog são abertas às alterações do autor e de todos a quem ele autorizar. Pode-se alterar o nome, o endereço, a descrição, a forma de publicação, a periodicidade dos arquivos, a aparência visual da página (seu formato, cores, imagens, etc), e, ainda, acoplar outras mídias e ferramentas. O próprio ambiente estimula a construção de conhecimentos necessários para realizar as alterações desejadas, tornando o usuário autor e organizador do seu próprio espaço. (MANTOVANI, 2006, p.335)
Não existe um número oficial sobre quantos blogs existem na internet. Segundo Gomes:
É possível encontrar milhares de blogs na Internet abrangendo toda a diversidade de temas, dos mais específicos aos mais gerais, criados com objectivos de natureza diversa (lúdica, informativa, política, de intervenção cívica, etc.), sendo encarados pelo seu autor como forma de expressão de natureza íntima e intimista (apesar de num espaço com um público potencial à escala mundial) ou procurando a notoriedade e a máxima divulgação das ideias expostas. Um blog pode ser para o seu autor um simples arquivo de links úteis enriquecido com comentários ou descrições do seu teor. Pode também constituir um registro digital das reflexões e/ou emoções do seu autor ou apresentar-se com um espaço de troca de ideias e confronto de perspectivas, procurando o escrutínio público e incentivando a participação dos “bloggers” que o visitam. (2005, p.312)
Os bolsistas de História criaram blogs na forma de diário de campo acerca de seu tema de trabalho e pesquisa em ensino de História. Os objetivos a serem alcançados eram: registrar o trabalho desenvolvido; refletir sobre sua prática; interagir com os colegas; disponibilizar as produções para todos os que se interessassem sobre a temática; e, decorrido o ano, ter realizado a sistematização de todas as ações.
Nesse sentido cada blog deveria ter como elementos fixos: apresentações pessoal; escola de atuação; modalidade de bolsa (PIBID ou PEAD); apresentação acerca dos objetos de pesquisa; explicitação dos temas de interesse na área do ensino de História; barra de vídeos; links para os blogs dos colegas. As postagens poderiam abranger diversas temáticas como: planejamento, relato e avaliação das atividades desenvolvidas; produção de materiais de ensino de História; relatos da trajetória pessoal; e indicações de leituras ou outras páginas virtuais sobre as temáticas de interesse.
Ao todo foram produzidos nove diferentes blogs sobre diversas temáticas da História. Apresento abaixo os endereços eletrônicos dos mesmos:
http://amanda-historia.blogspot.com/
http://historiaediscussao.wordpress.com/
http://historiaefutebol.blogspot.com/
http://historiandosemparar.wordpress.com/
http://otrompetedahistoria.blogspot.com/
http://umpoucodehistoria.wordpress.com/
http://www.diferentes-historias.blogspot.com/
http://www.ilustrandohistorias.blogspot.com/
http://www.paracontarhistorias.blogspot.com/
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DO RELATO
Ao visitar os blogs produzidos pelos bolsistas de História percebe-se a grande variedade de temáticas e ações desenvolvidas. Cada um, partindo de interesses pessoais e das demandas das escolas, realizou uma série de pesquisas e reflexões. Muitos aprendizados aconteceram nessa trajetória, desde a criação do próprio blog, visto que nenhum dos bolsistas tinha se aventurado anteriormente neste sentido. Mas também ao pesquisarmos imagens, vídeos e uma série de recursos que muitas vezes não são utilizados na sala de aula e podiam ser melhor explorados através dos blogs.
O blog foi uma importante ferramenta para o registro de atividades e reflexão sobre a prática. De outra maneira, muitos dos materiais produzidos estariam guardados e, em breve, esquecidos. Porém, não houve o mesmo sucesso no objetivo de proporcionar a interação entre os colegas. Não que esta não tenha ocorrido, pois através de reuniões semanais e troca constante de e-mails todos sempre opinaram e contribuíram no trabalho dos colegas. Mas a ferramenta dos blogs não foi utilizada neste sentido.
Um projeto que não chegou a ser concretizado, mas contribuiria para propiciar a interação, era a criação de um portal dos blogs de ensino de História. Este portal seria uma página que remeteria a todas as outras, trazendo as últimas postagens e informações sobre o grupo. Este projeto também tornaria as ações mais visíveis e disponibilizaria os materiais produzidos para um maior número de pessoas.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a produção de blogs, percebeu-se ser possível ter ferramentas que superem o contato entre os envolvidos nos projetos somente nos momentos de reunião. Toda a riqueza e diversidade de ações desenvolvidas podem contribuir com outros estudantes e educadores. Segundo Gomes (2005, p.313): “A escola e as actividades nela realizadas ficam mais expostas ao escrutínio público, mas também mais próximas das comunidades em que se inserem e abrem-se novas oportunidades para o envolvimento e colaboração de diversos membros dessas comunidades”.
Este pode ser um caminho para pensarmos projetos interdisciplinares nas escolas do PIBID e para criar novas pontes com as escolas, educadores e estudantes.
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOMES, Maria João. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. 2005. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf> Acesso em: 8 de março de 2010.


GOMES, Maria João; SILVA, Ana Rita. A blogosfera escolar portuguesa: contributos para o conhecimento do estado da arte. 2006. Disponível em: http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/16_maria_joao_gomes_e_ana_rita_silva_prisma.pdf> Acesso em: 8 de março de 2010.


MANTOVANI, Ana Margô. Blogs na Educação: construindo novos espaços de autoria na prática pedagógica. 2006. Disponível em: http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/18_ana_margo_mantovani_prisma.pdf> Acesso em: 8 de março de 2010.

Extraído de: http://www.blogger.com/feeds/7203533452539840842/posts/default

Um pouco sobre a Independência do Brasil

Estamos próximos das comemorações da Independência do Brasil. Encontrei dois vídeos, com informações bastante interessantes sobre o assunto. Devemos ter uma posição crítica sobre este tipo de fato histórico.
Meus caros leitores, espero que gostem do material visual deste post!


A entrevista concedida do sociólogo Lucio Castelo Branco é muito esclarecedora! Afinal de contas, que independência é esta em que o Brasil teve? Que democracia é a nossa? Todas estas questões devem ser feitas por aqueles que estudam a História. Além de corajosa, propõem-nos uma reflexão sobre a construção histórica da sociedade brasileira. Um país que para ser "livre", teve que pagar muito caro. Isso é ser independente?

35 anos do Museu Hipólito José da Costa

O Museu da Comunicação Hipólito José da Costa comemora 36 anos com diversas atividades com o intuito de impulsionar a renovação da instituição. Assim, no dia 2 de setembro às 19 horas, o Ministério da Cultura, a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre realizam o ato de entrega das obras de restauração do museu, viabilizadas pelo Projeto Monumenta.

Neste mesmo evento, ocorre a inauguração da exposição As faces do olhar, com concepção e execução da arquiteta e designer Luciana Matiello, que aborda a evolução da comunicação através dos tempos; a assinatura de convênios entre a Associação de Amigos do Museu e os novos parceiros; além do lançamento do site www.museudacomunicacao.rs.gov.br.

O mês de setembro oferece ainda outras atrações: o ciclo de cinema A História Gaúcha do século XIX, entre os dias 4 e 25, aos sábados (16 horas), com quatro títulos em longa-metragem realizados no Rio Grande do Sul – com entrada franca; e o curso A obra de Alfred Hitchcook - os filmes, a técnica, o humor, as obsessões e a genialidade do Mestre do Suspense, ministrado por Carlos Primati, entre os dias 13 e 17 (às 19 horas), com inscrições abertas.
Texto extraído de: http://www.adonline.com.br/ad2005/rapidinhas_detalhe.asp?id=29424

Economia africana

A África pode ser o próximo Bric
JIM O'NEILL
A VISITA do presidente sul-africano, Jacob Zuma, à China, na semana passada, compreensivelmente atraiu muitos comentários. Ele sem dúvida está ávido por promover um relacionamento mais estreito com Pequim, já que a China no ano passado se tornou o maior parceiro comercial de seu país.
É diante desse cenário, em que vários países africanos parecem ter escapado aos efeitos mais adversos da crise, que me perguntam cada vez mais se o Bric não merece um "s" no final, para a África do Sul -e se a África como um todo não deve ser vista como dotada do mesmo futuro brilhante reservado aos brasileiros, aos russos, aos indianos e aos chineses que o formam.
Depois que a África do Sul sediou com sucesso a Copa do Mundo de futebol, mais e mais pessoas estão concentrando as atenções nas oportunidades que a África oferece.
O PIB (Produto Interno Bruto) combinado do continente é semelhante ao de Brasil e Rússia e ligeiramente superior ao da Índia.
Além disso, da lista dos "11 próximos" países -apelido que eu e meus colegas demos às nações populosas emergentes que vêm logo abaixo dos Bric em termos de perspectivas promissoras-, dois ficam na África: Egito e Nigéria.
Nesse contexto, e enquanto os dirigentes sul-africanos falam com entusiasmo sobre suas aspirações a uma situação como a dos Bric, decidi considerar mais a fundo o potencial da África para se tornar uma economia parecida com esse grupo.
Se considerarmos a África em termos coletivos, e a considerarmos sob os mesmos padrões que determinam nossos cenários para os Bric, os 11 próximos e as demais grandes economias em 2050, teremos uma economia tão grande quanto a de alguns dos Bric.
Se estudarmos o potencial das 11 maiores economias africanas para os próximos 40 anos (considerando fatores como demografia, mão de obra ativa e produtividade), seu PIB combinado em 2050 pode superar os US$ 13 trilhões, o que as tornaria maiores que o Brasil e a Rússia, mas não que a China ou a Índia.
Um aspecto interessante é que quase metade desse PIB se originaria do Egito e da Nigéria, de modo que o progresso desses países é crucial para o potencial do continente. Entre os 11, a África do Sul tem papel crítico, por ser mais desenvolvida e por servir de certa forma como portal para o sul da África.
A África do Sul, no entanto, não conta com população suficiente -tem só 45 milhões de habitantes- para ser um Bric de modo isolado.
Mas a Nigéria, com 180 milhões ou mais, está perto de abrigar 20% da população africana. Caso aja de maneira correta, sua economia pode superar as de Canadá, Itália e Coreia do Sul em 2050.
Caso a África deseje ser vista como equivalente aos Bric, a tarefa não seria tão difícil como se costuma imaginar. Mantemos um índice de 13 diferentes variáveis que são críticas para o crescimento sustentável e a produtividade. Designamos o método Boletim de Ambiente de Crescimento e estimamos dados anualmente para quase 180 países em todo o mundo.
As notas podem variar de 0 a 10; quanto mais altas, maior a produtividade ou o crescimento sustentável. Dos próximos 11 países, a Coreia do Sul tem nota 7,4, a mais elevada, e nível comparável aos melhores entre os países desenvolvidos. A Nigéria tem 3,5, a segunda mais baixa.
Isso pode parecer ruim, mas a nota das quatro economias do grupo Bric é de apenas 4,9. Para os 11 países africanos, a nota média é de 3,5. A fim de atingir seu potencial em 2050, os países africanos precisam elevar suas notas de maneira significativa. Políticas macroeconômicas estáveis, concentradas em baixa inflação e em evitar dívida pública e externa altas demais, talvez sejam as metas mais simples.
A África do Sul demonstrou ser uma anfitriã digna da Copa. Agora, cabe aos grandes países africanos e aos seus líderes avançar a partir dessa base. Transparência e fomento a um ambiente propício aos negócios são as tarefas em que Zuma e os demais líderes africanos deveriam se concentrar. De outra forma, o sonho de uma África em situação semelhante à dos Bric será apenas isso -um sonho.

JIM O'NEILL é economista-chefe do banco Goldman Sachs e cunhou a sigla "Bric". Este texto foi publicado originalmente no "Financial Times".
Texto: Folha de São Paulo de 29 de agosto de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Crise na ULBRA: capítulo anterior

Para todos que acessem este blog, deixo para relembra-los do horror que nós docentes da ULBRA começamos a passar desde do ano passado, assim como docentes e demais funcionários, a entrevista do ex-reitor Ruben Becker e do atual reitor Marcos Fernando Ziemer. Será que viveremos mais um capítulo de horror? ULBRA, por favor nos dê uma posição sobre estas últimas notícias!!!
Confiram as entrevistas de Ruben Becker Entrevista de Marcos Zieme dadas a Rádio Gaúcha, confira-os no link abaixo:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2480941.htm