terça-feira, 7 de setembro de 2010

Contradições da História do Brasil

Já pararam para pensar sobre algumas contradições históricas do Brasil? Eis duas, que apresento neste humilde post:

1ª - Dia 07 de setembro, o RS comemora juntamente com o restante do país a "Independência do Brasil", depois de 13 dias, o Estado, comemora o movimento que o separou do Brasil, exaltando líderes de uma das principais revoltas do Período Regencial ( intervalo entre a saída de D. Pedro I e a posse de seu sucessor, D. Pedro II).

2ª - Em 17 de setembro de 1965, o então Passo do Feijó, 3° Distrito de Viamão, emancipa-se tornando-se Alvorada. No mesmo ano, o Governo Militar, liderado pelo Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, lança o chamado Ato Institucional 2 (AI-2).
O AI-2 entre no seu início, tem a seguinte citação: "A Revolução é um movimento que veio da inspiração do povo brasileiro para atender às suas aspirações mais legítimas: erradicar uma situação e uni Governo que afundavam o País na corrupção e na subversão", lançado um mês depois da Emancipação política de Alvorada, previa além do cancelamento de eleições entre outras coisas, tem um artigo que trata da criação de novos municipios, olhem isto:
Art 22 - Somente poderão ser criados Municípios novos depois de feita prova cabal de sua viabilidade econômico-financeira, perante a Assembléia Legislativa.
Como é sabido, Alvorada é uma das cidades mais pobres do Rio Grande do Sul e que na época, não havia condições fianceiras e que sempre teve grandes dificuldades de arrecadação.
Este ó Brasil, um páís cheio de contradições. Confiram também o ato de assinatura do AI-2:



Referências do texto: http://www2.fpa.org.br/o-que-fazemos/memoria-e-historia/1965-ato-institucional-n%C2%BA-2

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que é competência?

Definições de competências

“A competência não se limita ao conhecer, mas vai além porque envolve o agir numa situação determinada. O agir competente inclui decidir e agir em situações imprevistas, mobilizar conhecimentos, informações e hábitos, para aplicá-los, com capacidade de julgamento, em situações reais e concretas...”
(Conselho Nacional de Educação, Parecer nº16/99, PCNb, 1999, p.32)

“... competência é a capacidade de mobilizar diversos recursos cognitivos para enfrentar situações” (Perrenoud, 2000);

“... um conjunto identificável de conhecimentos (saberes), práticas (saber-fazer) e atitudes (saber-ser) que mobilizados podem levar a um desempenho satisfatório”. (Despresbiteris, 2003);


Faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (conhecimentos, habilidades e valores) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações.

domingo, 5 de setembro de 2010

Curso de Espanhol gratuito na ULBRA

A ULBRA estará com inscrições abertas para o curso Espanhol para Todos – Preparando para a Copa de 2014, a partir da próxima quarta-feira (08/09). As aulas são gratuitas e desenvolvidas pelo curso de Letras, em parceria com a Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade.

Ao todo serão 80 vagas divididas em quatro turmas. As aulas, que iniciarão a partir do dia 11 de setembro, serão ministradas aos sábados e quartas-feiras, nos turnos da tarde e noite. Este projeto será desenvolvido em diversas regiões do Rio Grande do Sul, visando suprir a necessidade de capacitação para a realização de uma Copa do Mundo.

Os interessados em se inscrever deverão procurar o Espaço Extensão e Cultura, localizado no saguão do Prédio 6, do campus Canoas. Outras informações referentes às inscrições do curso podem ser obtidas pelo telefone (51) 3477.9103.
Fonte: Portal de Notícias do Ensino ULBRA
Extraído de: http://www.ulbra.br/noticiasdoensino/2010/09/curso-de-espanhol-gratuito-na-ulbra

Arqueofonia: primeira gravação completa 150 anos

Até março de 2008, a gravação mais antiga que se conhecia era a de Thomas Edison, feita em 1877, com o poema Mary has a little lamb. Os discos gravados em 1977 vinham com um selo impresso saudando os 100 anos do evento. No entanto, essa história mudou quando em março de 2008 foram decifrados 10 segundos de uma gravação ainda mais antiga, de 9 de abril de 1860, 17 anos antes de Edison.
O francês Edouard-Leon Scott de Martinville inventou um aparelho que ele chamou de “fonautógrafo”, que gravava ondas sonoras em uma folha de papel escurecida pela fumaça de uma lâmpada a óleo. Ele gravou, mas nunca conseguiu inventar um aparelho que reproduzisse a gravação. E, assim, o trecho de 10 segundos da canção Au clair de la lune ficou em silêncio por 148 anos.
A novidade veio à tona quando um pesquisador da organização americana First Sounds foi avisado de que havia possivelmente um registro sonoro em Paris. Os 10 segundos históricos foram decifrados mas estão, é claro, quase inaudíveis e ainda passam por sucessivos processos de restauração. No trecho, em meio a muitos ruídos, ouve-se uma mulher cantar “au clair de la lune, pierrot repondit” (“à luz da Lua, pierrô respondeu). Clique na seta acima do texto para escutar.
Na foto acima, o fonautógrafo.
Texto extraído do site Rádio Lab. Em: http://radioesfera.wordpress.com/2010/08/08/arqueofonia-primeira-gravacao-completa-150-anos
Confira o audio, clicando no link acima!!!

sábado, 4 de setembro de 2010

Conheça o projeto "Direito à Memória e à Verdade"

O projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República iniciou em 29 de agosto de 2006 com a abertura da exposição fotográfica “Direito à Memória e à Verdade – A ditadura no Brasil 1964 - 1985“, no hall da taquigrafia da Câmara dos Deputados, em Brasília. O projeto tem o objetivo de recuperar e divulgar o que aconteceu nesse período da vida republicana brasileira. São registros de um passado marcado pela violência e por violações de direitos humanos. Disponibilizar esse conhecimento é fundamental para o País construir instrumentos eficazes e garantir que esse passado não se repita nunca mais.

Atualmente o projeto tem quatro linhas de atuação:

Livro-relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

Produzido a partir dos processos encaminhados a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP/SEDH), o livro conta história das vítimas da ditadura no Brasil. A trajetória de operários, estudantes, profissionais liberais e camponeses que se engajaram em organizações de esquerda para combater o regime militar aparece agora como documento oficial do Estado brasileiro.

O livro-relatório tem como objetivo contribuir para que o Brasil avance na consolidação do respeito aos Direitos Humanos, sem medo de conhecer a sua história recente. Ao registrar para os anais da história e divulgar o trabalho realizado pela CEMDP ao longo de 11 anos, a publicação representa novo passo numa caminhada de quatro décadas. Nessa jornada, uniram-se para um esforço conjunto

brasileiros que se opunham na arena política imediata. Sob a gestão de Nelson Jobim no Ministério da Justiça, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro reconheceu sua responsabilidade frente à questão dos opositores que foram mortos pelo aparelho repressivo do regime militar. Papel decisivo nessa conquista tiveram os familiares dos mortos e desaparecidos, com sua perseverança e tenacidade, e o futuro ministro José Gregori, então chefe de Gabinete do Ministério da Justiça.

O Executivo Federal preparou um projeto que o parlamento brasileiro transformou em Lei em dezembro de 1995, criando uma Comissão Especial com três tarefas: reconhecer formalmente caso por caso, aprovar a reparação indenizatória e buscar a localização dos restos mortais que nunca foram entregues para sepultamento. A Comissão Especial manteve uma coerente linha de continuidade atravessando, até o momento, quatro mandatos presidenciais. Durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei foi ampliada em sua abrangência e praticamente se concluiu o exame de todos os casos apresentados.

Uma dupla face deste Brasil que rompe o século 21 – com sonhos e desafios novos – saltará à vista dos leitores deste livro, sejam eles vítimas do período ditatorial, sejam eles apoiadores daquele regime, sejam juízes, procuradores, parlamentares, autoridades do Executivo, jornalistas, estudantes, trabalhadores, cidadãos e cidadãs de todas as áreas. Uma face é a do país que vem fortalecendo suas instituições democráticas há mais de 20 anos. É a face boa, estimulante e promissora de uma nação que parece ter optado definitivamente pela democracia, entendendo que ela representa um poderoso escudo contra os impulsos do ódio e da guerra, que sempre se alimentam da opressão.

A leitura também mostrará uma outra face. É aquela percebida nos obstáculos que foram encontrados por quem exige conhecer a verdade, com destaque para quem reclama o direito milenar e sagrado de sepultar seus entes queridos. Na história da humanidade, os povos mais sanguinários interrompiam suas batalhas em curtas tréguas para troca de cadáveres, possibilitando a cada exército, tribo ou nação prantear seus mortos, fazendo do funeral o encerramento simbólico do ciclo da vida. Nenhum espírito de revanchismo ou nostalgia do passado será capaz de seduzir o espírito nacional, assim como o silêncio e a omissão funcionarão, na prática, como barreira para a superação de um passado que ninguém quer de volta.

O livro foi lançado, em 29 de agosto de 2008, data que marcou os 28 anos da publicação da Lei de Anistia, em 1979, sinalizando a busca de concórdia, do sentimento de reconciliação e dos objetivos humanitários que moveram os 11 anos de trabalho da Comissão Especial.

A tiragem inicial de 3.560 exemplares foi distribuída para os familiares de mortos e desaparecidos citados no livro, bibliotecas públicas e entidades ligadas ao tema.

O estado de Pernambuco fez uma edição para distribuir para escolas e instituições que foi lançado em abril de 2008.

Atualmente, em parceria com o MEC – por meio do Projeto República da UFMG – o livro está sendo transformado em CD para ser distribuído para todas as escolas da rede pública do país. Esse CD vai ampliar o conteúdo do livro, com músicas, depoimentos, filmes e outros documentos da época.

Memoriais “Pessoas Imprescindíveis”

Há homens que lutam um dia, e são bons;

Há outros que lutam um ano, e são melhores;

Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;

Porém há os que lutam toda a vida

Estes são os imprescindíveis

(Bertold Brecht)

Um povo demonstra sua grandiosidade quando preserva na memória não somente sua história de honra e brios, como também os fatos que demonstrem suas contradições e conflitos. Com o objetivo de recuperar um pouco da história dos brasileiros e brasileiras que deram suas vidas na luta pela democracia no país, o projeto Direito à Memória e à Verdade criou os memoriais “Pessoas Imprescindíveis”. Os painéis e esculturas buscam unir forma e conteúdo para dar aos visitantes uma visão – mesmo que sintética – do que foram os “Anos de Chumbo” no país. Feitos em vidro, os painéis trazem imagens dos homenageados e de situações que representam a repressão violenta do regime às idéias contrárias à perda do estado de direito no período da ditadura militar no Brasil. O aço aplicado sobre o vidro com os nomes vazados remete para a brutalidade e frieza e para o ambiente claustrofóbico das prisões e dos porões pelos quais passaram. Por ser um metal tosco relaciona também o uso da força e das armas como forma de dominação. Vidro e aço. Transparência e brutalidade. Humanidade e primarismo. Delicadeza e violência. Um arcabouço sobre a verdade e a vida que se mostra por meio das fotos de época e a figura dos homenageados, neste caso, simbolizando as mais de 400pessoas assassinadas, torturadas e desaparecidas.

Para acessar o livro clique aqui