sábado, 7 de abril de 2012

Um ano da tragédia de Realengo


Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, chegou à Escola Municipal Tasso da Silveira em torno de 8h da manhã de uma quinta-feira. Após passar pela portaria, onde informou que faria uma palestra na instituição, portando uma mochila com dois revólveres calibre 38 e uma quantidade inestimável de munição, seguiu para uma sala onde começou a disparar contra os alunos. Leia mais

Fonte: Blog Hoje na História


Mensagem de Páscoa


Com mais de 70 anos, Hospital Colônia Itapuã agoniza a 60 quilômetros de Porto Alegre

Fundado em 1940, instituição resguarda o passado sombrio do confinamento de leprosos e a história de quem ainda vive por lá

Por Itamar Melo

A infraestrutura que antes servia apenas a pacientes com hanseníase agora atende
 também internos do Hospital São Pedro Foto: Mauro Vieira / Agência RBS



Dos mil moradores do passado, restam 34, todos idosos, na cidade a 60 quilômetros do centro de Porto Alegre. Circulam por ruas e praças quase desertas. Grande parte dos 172 prédios está abandonada. O Centro de Diversões, construção colossal que acolhia bailes e sessões de cinema, agora raramente abre as portas.

A história dessa misteriosa e agonizante comunidade — o Hospital Colônia Itapuã — tornou-se mais conhecida com o documentário A Cidade, que revela o cotidiano de 10 dos últimos moradores. Essas pessoas chegaram ali como prisioneiros. Eram pacientes de hanseníase, doença antes conhecida como lepra e tratada em confinamento.

Eva Pereira Nunes, 67 anos, vive há mais de meio século no antigo hospital, nos confins de Viamão, à margem da Lagoa Negra. Veio de um internato em Santo Antônio da Patrulha. Tinha 12 anos. Na caminhonete onde foi enfiada, a enfermeira tentava acalmá-la:

— Não chora, guriazinha. Tu vais para um lugar muito bom.

O lugar era mesmo bom. Inaugurado em 1940 para isolar os doentes, contava até com moeda própria, cunhada em alumínio e com circulação restrita à colônia — uma tentativa de evitar contágios. O sustento era garantido pela lavoura e criação de gado.

Lá dentro, além de trabalharem, os pacientes iam à escola, divertiam-se, casavam-se. Também acabavam em uma cela, cumprindo pena de 10 dias, quando surpreendidos em tentativa de fuga. Eva fugiu várias vezes. Depois, sem ter para onde ir, voltava. No início, viveu em um quarto, no pavilhão coletivo. Trabalhou na lavanderia, no refeitório e na coleta de lixo.

Aos 17 anos, casou-se com outro paciente, Darcy, 27 anos, na igreja católica do hospital. O matrimônio garantiu o direito de se mudar para uma das casas reservadas aos casais. Decidiu não ter filhos. As crianças que nasciam na colônia eram retiradas das mães após o parto e enviadas para o Amparo Santa Cruz, instituição a 40 quilômetros dali.

— Eles eram arrancados da mãe como se fossem bichos — recorda Eva.

Preconceito barrava o retorno para casa

Uma das poucas crianças que cresceram no local foi Paulo Roberto Goulart, 56 anos. Filho de um servidor do hospital, vivia na chamada "área limpa", fora dos muros. Dentro ficava a "área suja", a cidade dos hansenianos. Nas quartas à noite, Paulo entrava para acompanhar a sessão de cinema. Entre suas lembranças estão as visitas dos filhos dos doentes:

— O ônibus do Amparo vinha uma vez por mês. De dentro, a freira levantava a criança e mostrava pelo vidro: "olha, esse é o teu filho".

Nos anos 70, quando se disseminaram os medicamentos contra o Mal de Hansen e caíram concepções equivocadas sobre o contágio, as portas do hospital foram abertas. A maioria dos pacientes foi embora — mas parte deparou com o preconceito e logo retornou. Por ter confinado os pacientes, o poder público se comprometeu a manter os hospitais-colônia enquanto houvesse moradores.

Em 1990, os antigos doentes de Itapuã eram cerca de 150. Uma década depois, as mortes haviam reduzido a população pela metade. Eva está entre os que nunca saíram:

— Ir para onde? Até a família tinha medo. Todos aqui têm um sentimento dividido em relação ao hospital.

Viúva, ela mora sozinha. Tem direito a um benefício mensal, rancho, remédios, não paga luz, água ou aluguel. Eva vê com tristeza sua cidade definhar. O pouco de agitação é por causa dos 54 doentes do Hospital São Pedro levados para dar uso à estrutura. Dias atrás, apareceu a primeira-dama do Estado, Sandra Genro. Eva ficou admirada de ela ter pedido água. Em geral, vê evitarem o contato.

— O lugar ficou triste. A verdade é que o hospital está pendurado por nós. Quando terminarem os pacientes, isso aqui acaba.


Link Relacionado:

Uma História de Segregação e Isolamento -  publicado no Blog Falando de História em 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Apresentações dos Pós-Graduandos de Patrimõnio Cultural e Identidades da ULBRA


13/04
Batuque e Nação Cabinda: representações e cultura imaterial em duas dimensões
ANDRE GIOVANI KLINKOSKI

13/04
O Patrimônio Histórico-cultural de Santo Amaro e seu potencial turístico
FILIPE MEDEIROS DE FREITAS

13/04
Cerimônia de Vestição Religiosa: As Irmãs Franciscanas e os laços matrimoniais com Cristo (1951-1969).
FRANCIELE ROVEDA MAFFI

13/04
O Arquivo Histórico Municipal de Viamão: particularidades de um intérprete do tempo
GIANE DE SIQUEIRA PRETO GOMES


13/04
A acessibilidade no espaço cultural do município de Canoas
KATIA SIMONE DA LUZ GONCALVES

13/04
Núcleo de Pesquisa em Teatro e História: experiências com teatro universitário
LUCAS OLIVEIRA REINISCH

17/04
Acessibilidade em museus: o caso do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo
MARCIA BEATRIZ DOS SANTOS

17/04
Memórias da emancipação de Sapucaia: ouvindo falas, construindo ideias.
LAERTE FERRAZ DA SILVA

17/04
A prática da educação para o patrimônio: A ação do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.
JULIANA SOMMER


Fonte: Coordenação do Curso de História da ULBRA

terça-feira, 3 de abril de 2012

XVIII Jornada de Ensino de História e Educação: Ensino de História, Imagens e Mídias


O XVIII Encontro tem como tema O Ensino de História, Imagens e Mídias. O evento se desenvolverá durante 3 dias, oferecendo aos participantes uma Conferência de abertura, Mesas de discussão, Oficinas e Sessões de Comunicações. Estas últimas estão destinadas tanto à apresentação de comunicações de pesquisadores, quanto de relatos de experiências de professores das redes de ensino e de estudantes de graduação e pós-graduação que tenham relação direta com o ensino de História.

Submissão de Trabalhos 

De 19/03/2012 a 26/04/2012 - Envio do resumo do trabalho para avaliação. 

Para submeter seu trabalho, copie o link abaixo, cole em seu navegador e siga as orientações:


Objetivos

- Socialização de experiências e de práticas de sala de aula;
- Problematização da utilização das imagens e das mídias como fontes e como elementos estruturantes de metodologias de ensino;
- Socialização de novas produções teóricas sobre o ensino de História; e
- Construção de um espaço de diálogo e de discussão das relações entre história e educação e entre o ensino na educação básica e a formação de professores no ensino superior e na pós- graduação.
Público de interesse

Professores da rede pública e privada, dos diversos níveis acadêmicos; alunos de cursos de Graduação e de Programas de Pós-Graduação; pesquisadores sobre a temática e demais interessados.

Carga Horária

37:30 horas


Período

4/6/2012 a 6/6/2012

Certificado

Será fornecido certificado aos inscritos com frequência mínima em 75% da carga horária do evento.


Local

Campus Unisinos São Leopoldo
Auditório Central para as conferências;
Salas de aula do corredor F do Centro 1 para as Oficinas e Comunicações;
Saguão do Prédio 1A - Ciências Humanas


Promoção

Grupo de Trabalho de Ensino de História - Associação Nacional de História / Seção Rio Grande o Sul
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Curso de Graduação em História
Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em História


Apoio

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
FACOS - Faculdade Cenecista de Osório
UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa
UCS - Universidade de Caxias do Sul
FAPA - Faculdade Porto-Alegrense
UFPel - Universidade Federal de Pelotas
FURG - Universidade Federal do Rio Grande
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior

Fonte:Extensão UNISINOS. Disponível em: http://www.unisinos.br/extensao/evento/EX120113/EX120113-00001/620/apresentacao