sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

'Rubens Paiva foi assassinado no Exército', diz membro de comissão



O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Claudio Fonteles, divulgará em fevereiro ou março um texto de sua autoria segundo o qual há provas documentais de que o deputado federal Rubens Paiva foi morto por agentes da ditadura militar no interior de um prédio do Exército no Rio.

Crítico da ditadura, Paiva desapareceu em janeiro de 1971, aos 41 anos de idade.

A versão oficial que o Exército mantém até hoje é que Paiva fugiu das mãos dos militares no Rio. Papéis que têm vindo a público ao longo dos anos e depoimentos testemunhais, contudo, indicam que Paiva foi morto sob tortura nas mãos do Exército.

Fonteles afirmou ao programa da jornalista Miriam Leitão, no canal GloboNews, e ao portal "iG" que há documentos no Arquivo Nacional que apontam para o assassinato de Paiva no interior do DOI-Codi, um dos principais centros da repressão militar à esquerda na época da ditadura (1964-1985).

O coordenador reconheceu que ainda não há pistas do destino dado ao corpo pelos militares nem os nomes dos autores do crime.

Em novembro, a Folha revelou que documentos entregues à Polícia Civil do Rio Grande do Sul pela família do coronel Júlio Miguel Molinas Dias, morto a tiros quando chegava em sua casa em Porto Alegre (RS), ajudariam a confirmar a morte de Paiva nas mãos da ditadura militar.

Dias comandou o DOI-Codi do Rio no fim da década de 70 e no início dos anos 80. Um dos documentos confirmou que Paiva chegou a dar entrada no DOI-Codi.


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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Conheça a Revista Brasileira de História & Ciências Sociais — RBHCS



A Revista Brasileira de História & Ciências Sociais — RBHCS — (ISSN 2175-3423) Qualis Capes B1 — A nacional — foi criada para atender a necessidade de maior circulação do conhecimento acadêmico e busca promover o diálogo entre a História & as Ciências Sociais.

Desenvolvida com o apoio de professores das mais distintas Instituições de Ensino Superior do país e do exterior, do Diretório Acadêmico Linho Cânhamo dos Estudantes de História, dos Departamentos de História e Ciências Sociais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e do Centro de Memória da Amazônia, a RBHCS vem dar oportunidade para o público acadêmico publicar suas descobertas em um espaço com os pareceristas das mais renomadas revistas de História & Ciências Sociais do Brasil e do exterior.

A RBHCS é uma revista eletrônica de periodicidade semestral que busca promover o diálogo mais próximo entre a História & as Ciências Sociais, não objetivando que Historiadores façam trabalhos de Cientistas Sociais, nem o inverso, mas sim que as áreas do conhecimento sejam enriquecidas pelo diálogo oriundo das trocas de conhecimento e experiência.

Este periódico eletrônico possui quatro grandes eixos temáticos: Arqueologia/Antropologia, Historiografia & Teoria Social, Pensamento Social Brasileiro e Reflexões sobre a Antiguidade, a Modernidade e a Contemporaneidade. Possuindo quatro seções para a publicação de trabalhos: Artigos, Resenhas & Transcrições e Dossiê Temático, possuindo também um espaço para publicação de pesquisas em andamento ou já concluídas no Informe de Pesquisas.

Para acessar a revista clique aqui


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Receita de Ano Novo

Por: Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Extraído do site: Pensador.Info