No dia 24 de novembro de 1974, uma descoberta no vale Awash, do centro da Etiópia, lançaria uma nova luz sobre a evolução humana. Uma equipe de paleontólogos, liderada pelo norte-americano Donald Johanson, desenterrou os restos do esqueleto de um Australopithecus afarensis fêmea, um hominídeo bípede. Ela foi nomeada Lucy em homenagem à canção dos Beatles "Lucy in the Sky of Diamonds", que era tocada durante a celebração da descoberta da equipe de escavação. Os pesquisadores desenterraram mais de 200 ossos e fragmentos, o que representa mais de 40% do esqueleto de Lucy. Nenhum fragmento foi encontrado em duplicidade, o que indica que todos os ossos vieram de um único organismo vivo. Após uma reconstrução meticulosa do esqueleto, ficou claro que Lucy era uma mulher idosa e teria cerca de um metro de altura. Ela tinha um cérebro pequeno e, fisicamente, era parecida com um chimpanzé, com uma cabeça pequena saliente, braços longos e pernas curtas. A estrutura dos ossos nas costas e parte inferior do corpo indicam que ela era bípede, a característica de todas as espécies pertencentes aos gêneros Australopithecus e Homo. As tentativas de datar Lucy no momento da descoberta foram inconclusivas. Apenas na década de 1990, por um processo avançado de argônio, que analisou fragmentos de areia em que Lucy foi encontrada, mostrou que ela teria vivido há 3,2 milhões de anos. Desde a descoberta de Lucy, muitos outros exemplos de Australopithecus afarensis foram descobertos, lançando luz sobre o início de hábitos e comportamentos humanos.
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
#hojenahistoria | 24/11/1974| A Descoberta de Lucy
quinta-feira, 23 de novembro de 2023
terça-feira, 21 de novembro de 2023
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher no Brasil
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O dia 3 de novembro consagra-se como Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher no Brasil, data em que foi criado o projeto de lei que concedia a elas o direito de votar. Porém, com o fechamento do Parlamento pelo golpe de 1930 e sua reabertura em 1932, esse direito foi garantido pelo Código Eleitoral, promulgado em fevereiro daquele mesmo ano, e posteriormente pela nova Constituição de 1934.
A luta pelo voto feminino constitucional no Brasil existe desde o século XIX, principalmente no Brasil República em sua Constituição de 1891, que não reconheceu o direito de votar da mulher. Esse desvio intensificou a luta de movimentos sufragistas brasileiros e goianos, a exemplo de Consuelo Ramos Caiado e Jacintha Luiza do Couto Brandão Peixoto, mãe de Cora Coralina.
Atualmente, o legado da igualdade de gênero nas esferas de poder continua. Mesmo com uma maioria de votantes mulheres, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros têm, em grande maioria, lideranças masculinas. Existem iniciativas que garantem uma representação mínima de gênero, como a Emenda Constitucional nº 117/2022, que impõe aos partidos políticos a aplicação de recursos para participação política das mulheres em seus financiamentos de campanha e a divisão do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão no percentual mínimo de 30% para candidaturas femininas.
Apesar dos avanços, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para alcançar a plena equidade de gênero nas esferas de poder da sociedade. Datas comemorativas como essa servem para nos lembrar que a luta continua!
Fonte: Comissão de Gestão da Memória do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás
Link relacionado: https://www.tre-go.jus.br/comunicacao/noticias/2022/Novembro/92-anos-da-instituicao-do-direito-ao-voto-feminino-no-brasil
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