sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Entrevista Cabo Anselmo dos Santos

Cabo Anselmo diz não se considerar um
traidor dos movimentos de esquerda
durante a ditadura

José Anselmo dos Santos, 67, conhecido como Cabo Anselmo, disse não se considerar um traidor. Em entrevista ao Canal Livre deste domingo, Anselmo afirmou: “Em relação a essas questões da luta armada, de maneira nenhuma me considero um traidor, pelo contrário”.
Anselmo liderou a Revolta dos Marinheiros, em 1964 - episódio considerado um dos estopins do golpe militar daquele ano. Cassado e expulso da Marinha, entrou para a luta armada.
Depois de preso e torturado, mudou de lado e trabalhou para a polícia como delator. Tachado de traidor, cabo Anselmo diz que traiu sim - a pátria, e não o movimento comunista. O ex-marinheiro teria sido responsável pela morte de todos os integrantes de uma célula da guerrilha da qual ele fazia parte com sua namorada, grávida de quatro meses. Ela também morreu no episódio. Na entrevista, ele afirma que não sabia que ela iria morrer. “Em nenhum momento, eu imaginava que o final fosse esse.”


Texto: Site E-Band

Conftira a entrevista concedida por Anselmo ao programa Canal Livre no dia 31 de agosto de 2008.









quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Museu do Holocausto anuncia identificação de 4 milhões de vítimas do nazismo

O museu do Holocausto de Israel (Yad Vashem) anunciou nesta terça-feira ter conseguido identificar dois terços dos seis milhões de judeus assassinados no genocídio nazista. "Na última década, conseguimos acrescentar cerca de 1,5 milhões de nomes de vítimas ao banco de dados", indicou em um comunicado Avner Shalev, presidente do Yad Vashem, destacando que a listagem possui agora 4 milhões de nomes.
"Os alemães buscaram não apenas destruir os judeus, mas também apagar qualquer memória deles", estimou Shalev.
"Uma das principais missões do Yad Vashem desde sua fundação - a recuperação do nome e da história de cada vítima do Holocausto - resultou em esforços incansáveis para resgatar os nomes e identidades dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas e seus cúmplices, tanto quanto possível", destacou.
De acordo com o museu, 2,2 milhões de nomes foram registrados através de depoimentos de amigos e familiares das vítimas, enquanto o resto foi apurado através de arquivos e da pesquisa de historiadores.
Entretanto, mais de dois milhões de nomes continuam perdidos, e encontrá-los é particularmente problemático em países do Leste europeu e da ex-União Soviética, além da Grécia, onde não há registros oficiais das comunidades judaicas ou das deportações
Fonte: Jornal do Brasil
Extraído do Site Caffé História

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Conheça o Blog Brasil Recente


Vale a pena visitar o Blog História Recente, editado pelo professor Carlos Fico  da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/IFCS). o espaço é voltado a História Recente do Brasil. Doutor em história pela Universidade de São Paulo (USP), Fico dedica-se ao ensino de teoria e metodologia da história e de história do Brasil republicano e desenvolve pesquisas para a história dos seguintes temas: ditadura militar no Brasil e na Argentina, historiografia brasileira, rebeliões populares no Brasil republicano e história política dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.
Acesse o blog em: http://www.brasilrecente.com/

Dica de Blog

Caros leitores do Blog Falando de História, recomendo-lhes a leitura do Blog do historiador Joabe Tavares de Souza, em: http://joabeopoetahistoriador.blogspot.com/

"Não queremos revanchismo, apenas dá-los um enterro digno", contesta irmão de gaúcho desaparecido no Araguaia.

A nova ministra dos Direitos Humanos, a gaúcha Maria do Rosário, revelou ontem, em sua posse, que pretende mexer nos arquivos da ditadura. A proposta da ministra é buscar o esclarecimento dos casos de torturas, mortes e dasaperecimentos. Irmão de Cilon Cunha Brum, um dos quatro gaúchos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, o jornalista Lino Brum está otimista com a proposta da Maria do Rosário:

- Não queremos revanchismo, mas apenas o sagrado direito de saber como eles foram mortos e recebermos os corpos para darmos uma cerimônia digna. Brum argumenta que há muita diferença entre morrer em combate e ter sido executado, no Pantanal. "Ninguém foi sepultado", afirma ele, e crê que os corpos foram enterrados em covas na mata. No entanto, o jornalista acredita na possibilidade de a nova ministra abrir os arquivos da ditadura:

- Isso faz parte da história do Brasil, e uma história obscura e nós precisamos esclarecê-la.
Leia mais sobre este assunto:
Confira a entrevista  concedida de em: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=158630&channel=232 


Artigo "Sem Perdão" de autoria de Lino Brum Filho, publicado no  Diário de Santa Maria  Edição nº 2228 em 04/07/2009. Disponível no site do Grupo Tortura Nunca Mais, em: http://www.torturanuncamais-rj.org.br/artigos.asp?Codartigo=66&ecg=0

Post: "Torturas na Ditadura Militar: reflexões e indicações de leitura", publicado no Blog Falando de História. Disponível em: http://falando-historia.blogspot.com/2010/12/torturas-na-ditadura-militar-reflexoes.html 


Artigo "Major Curió: O maior bandido do Brasil", site CMI Brasil. Disponível em: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2008/04/418283.shtml
 
"Comissão da Verdade não é revanche, diz nova ministra". Jornal Estado de São Paulo. Disponível em: http://m.estadao.com.br/noticias/nacional,comissao-da-verdade-nao-e-revanche-diz-nova-%20ministra,661450.htm

Autoria: Rádio Gaúcha


Fonte: Rádio Gaúcha -Programa Gaúcha Entrevista