segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Série "Museu e Escola: educação formal e não-formal"

Fonte da Imagem: Programa Salto para o Futuro - TV Brasil
A TV Brasil apresenta entre os dias 09 a 13 de janeiro a série "Museu e escola: educação formal e não formal" discute a relação entre a(s) escola(s) e o(s) museu(s), tendo como diretriz a valorização das propostas educativas desenvolvidas nestes espaços, na vertente do que é conhecido hoje como educação museu. A série proporciona, assim, um debate sobre a relação entre espaços formais e não-formais de educação.


A TV Brasil disponibliza em seu site os programas produzidos entre 29 de agosto a 02 de setembro de 2011. Confira os programas também pelo Blog FH, através dos links abaixo que disponibilizamos.

Imagem: Divulgação TV Brasil

Série Museu e Escola: Educação Formal e Não-Formal
Programa 1 – Museu Como Lugar de Memória
Programa 2 – Museu Como Lugar de Pesquisa
Programa 3 – Museu Como Lugar de Cidadania
Programa 4 – Outros Olhares sobre Museu e Escola
Programa 5 – Museu e Escola em Debate

Fonte: TV Brasil - Programa Salto para o Futuro. Disponível em: http://tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/

Mais: 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Memória social da Guerrilha do Araguaia

Fonte da imagem: Blog Desaparecidos do Araguaia


O novo número do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas (v. 6 n. 3, set.-dez. 2011) divulga artigo sobre a memória social da Guerrilha do Araguaia, de autoria de Rodrigo Peixoto (MPEG/MCTI), membro do grupo de trabalho criado pelo Ministério da Defesa em 2009, por força de sentença da Justiça Federal, destinado a reunir informações e realizar buscas dos restos mortais dos integrantes da guerrilha. Em um texto rico em depoimentos, Peixoto chama a atenção para a crueldade e a arbitrariedade das forças repressivas; para o impacto negativo que tiveram sobre a vida dos habitantes da região, incluindo grupos indígenas; para o silêncio instituído no governo federal e nos municípios envolvidos sobre o assunto; e para a relação entre a repressão, as obras e as políticas públicas destinadas a 'ocupar' e 'desenvolver' o sul e sudeste do Pará - partes do que o autor denomina a "segunda guerra" ou a guerra que veio depois dos guerrilheiros terem sido presos e assassinados.

Quatro outros artigos compõem este número: Carlo Romani (UNIRIO) descreve as transformações urbanas e sociais perceptíveis em Clevelândia (AP), da sua fundação como colônia agrícola à instalação da colônia penal, na década de 1920, destacando o autoritarismo do Estado brasileiro na gestão da fronteira amazônica - resultado que torna tentadora a aproximação com a história mais recente, relatada acima. Marcelo Carneiro (UFMA) analisa o processo de construção da certificação florestal na Amazônia, desde o final da década de 1990, conjugando os esforços de organizações não governamentais, agentes públicos e empresas pioneiras. André Luís Roman (UNESP-Botucatu) e colaboradores registram o uso medicinal da pimenta malagueta (Capsicum frutescens L.) por uma comunidade ribeirinha do município de Santarém (PA), identificando doenças e tratamentos. Ainda no campo da etnobotânica, Ronize Santos e Márlia Coelho-Ferreira (MPEG) chamam a atenção para a produção e comercialização de artefatos fabricados com fibras da palmeira Mauritia flexuosa L. f. (miriti), em Abaetetuba (PA), comparando a importância econômica e social do material fabricado na sede municipal e na região das ilhas.

Na seção Memória, Antonio Porro (USP) e Nelson Papavero (USP) e colaboradores transcrevem, com anotações críticas, vários trechos do relato de Anselm Eckart (1721-1807) sobre a Amazônia setecentista, o primeiro abordando as notas etnográficas e os segundos, os trechos relativos à fauna, atualizando o conhecimento sobre cada espécie citada e comparando as informações zoológicas e linguísticas coligidas pelo jesuíta com outros documentos da época e com a literatura científica pertinente. Esta é a primeira publicação, no Brasil, do relato de Eckart, cuja versão completa permanece inédita e pouco conhecida dos pesquisadores.

Contatos:

Nelson Sanjad - Museu Paraense Emílio Goeldi/MCT



Texto extraído do site da ANPHU Nacional. Disponível em: http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=2475

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

1945 - EUA destroem cidades do Japão

Reprodução: Blog Hoje na História

A ofensiva dos Estados Unidos contra o Japão na Segunda Guerra Mundial entrava em uma nova fase, com ataques de aviões bombardeiros B-29. Os primeiros alvos foram as cidades de Nagoya e Osaka. Nagoya era na época um centro industrial que abrigava a fábrica de aviões Mitsubishi. Noventa superfortalezas divididas em várias formações despejaram bombas incendiárias nas duas cidades, mas os japoneses disseram que os danos foram mínimos devido à eficiência da sua defesa aérea. De acordo com os japoneses, foram abatidos 13 B-29 e outros 25 ficaram danificados no confronto.

Os ataques a fábricas e instalações militares foram intensificados entre os meses maio e junho e acabaram por destruir 58 cidades e matar mais de 393 mil civis. Nas batalhas finais, os japoneses usaram um grande número de pilotos suicidas, os camicases, que se lançavam contra os navios americanos. 

O Japão ficou isolado e sem abastecimento, mas recusava-se a render-se incondicionalmente, como determinava o grupo dos aliados formados pela Inglaterra, França, Estados Unidos e a União Soviética. Para pressionar a rendição do Japão, foi decidido o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, que matou mais de 100 mil pessoas e deixou um rastro gigantesco de destruição. Poucos meses depois o Japão se rendeu.
O Japão, a Alemanha e a Itália constituíam ao lado de outras nações menores, o Eixo, que lutava contra os Aliados.

O Brasil na guerra

O Brasil posicionou-se ao lado dos Aliados depois de os navios brasileiros serem atacados por submarinos alemães, com a perda de quase mil vidas, entre civis e militares. O ministro das Relações Exteriores, Leão Veloso, disse que a entrada do Brasil na guerra foi uma resposta à agressão sofrida, e acrescentou que o país sempre fez uma política de boa vizinhança. "Os antigos princípios da diplomacia brasileira assim o provam", justificou.

O Brasil participou do conflito, enviando para a Itália, na região de Monte Castelo, cerca de 25 mil pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Os soldados brasileiros conquistam a região e foram uma importante contribuição para a vitória dos Aliados na Itália.

Fonte: Blog Hoje na História - CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=10975

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Acervo de Luiz Carlos Prestes é doado ao Arquivo Nacional

Em cerimônia oficial realizada hoje, no Arquivo Nacional, Maria Prestes, viúva do "Cavaleiro da Esperança", doou a documentação de Luiz Carlos Prestes que se encontrava sob sua custódia. Hoje, 03 de janeiro, Prestes completaria 114 anos.

O acervo é composto por vinte e sete pastas, contendo documentos escritos e iconográficos, produzidos e/ou acumulados pelo casal Maria e Luiz Carlos Prestes principalmente entre as décadas de 1970 e 1990. Desse acervo, constam ainda registros produzidos posteriormente ao falecimento de Prestes, referentes às homenagens póstumas que recebeu.

Entre os documentos escritos que foram doados, encontram-se correspondências trocadas com familiares, amigos e líderes políticos de várias nacionalidades; relatórios de reuniões políticas; anotações, comentários e transcrições feitos por Prestes a partir da leitura de livros e jornais; aulas e textos referentes ao Partido Comunista Brasileiro; discursos, artigos, entrevistas, diplomas, moções de congratulação e outras homenagens concedidas a Prestes por entidades diversas; recortes de jornais e revistas referentes à sua trajetória, incluindo documentos posteriores ao seu falecimento, como os que tratam da inauguração do Memorial Coluna Prestes, em 1997.

Segundo Luiz Carlos Prestes Filho, merece destaque, em termos políticos, os documentos que registram o empenho de seu pai - durante o período em que esteve exilado em Moscou, na década de 1970 - em denunciar à comunidade internacional a tortura e os assassinatos praticados pelo regime militar no Brasil.

Na década de 1980, Prestes publicou artigos, proferiu palestras e participou de eventos, produzindo e difundindo análises da conjuntura política nacional e internacional. Foi agraciado com homenagens diversas. Faleceu em 1990, no Rio de Janeiro (RJ).

Esses documentos se juntam às cópias de três manuscritos de Prestes, doados ao Arquivo Nacional em 2010, e cujos originais encontram-se no Arquivo do Estado Russo de História Política e Social, localizado em Moscou.

Assessoria de Comunicação - Gabin/Ascom


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Falando de História é destacado em Relatório Final

A acadêmica  Jaqueline Moraes de Almeida, então graduanda do curso de História da Unicamp, desenvolveu uma pesquisa ao qual intitulou como " A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM HISTÓRIA E CIÊNCIAS HUMANAS NO BRASIL" onde analisa a divulgação da História nas mídias de maneira em geral. 

No início de seu trabalho, Jaqueline ressalta:

De maneira bem geral, este projeto esteve diretamente relacionado à pesquisa por materiais e eventos, em sua maioria, desenvolvidos e divulgados ao o público não acadêmico. Como estudante de graduação em História, estive determinada a observar e catalogar os desenvolvimentos voltados às ciências humanas, em especial, é claro, à história. Tais materiais envolvem, por exemplo, revistas “de bancas de jornal”, filmes, documentários, minisséries, sites e blogs, livros, artigos. Quanto aos eventos, podemos citar as Olimpíadas – como é o caso da Olimpíada Nacional em História do Brasil, que está em sua terceira edição neste ano de 2011 -, as exposições em museus e espaços públicos, as palestras e congressos, entre outros.
Com o intuito de analisar  de analisar a História “fora dos muros acadêmicos” é que Jaqueline se valeu do Falando de História em sua pesquisa, como exemplo de trabalho desenvolvido na internet. O que nos deixou extremamente honrado. Receber esta referência é sinal de que o nosso trabalho tem sido importante, mesmo com as nossas dificuldades. 

Página 4, onde Jaqueline de Moraes de Almeida
faz referências ao Falando de História 
Gostaria de agradecer a colega Jaqueline por citar o Falando de História. Esta citação é importante para o prosseguimento do nosso trabalho! Agradecemos as palavras de incentivo ao Falando de História usadas no Relatório Final. Ficamos lisonjeados por participar deste inventário de espaços criados na internet, desenvolvido pela carissíma colega.

Este reconhecimento fecha com "Chave de Ouro" o nosso trabalho e também nos incita a desenvolvermos ainda mais este trabalho que estamos desenvolvendo desde 2009.

Sobre a autora e o Relatório Final

Jaqueline de Moraes de Almeida é Graduanda em História pela Unicamp, sendo que foi bolsista da IBIC/CNPq  apresentando como relatório final  A Divulgação Científica em História e Ciências Humanas no Brasil. O trabalho que desenvolveu foi orientado pela Profª Cristina Meneguello - que também é a criadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil. 

Documento de referência:
ALMEIDA, Jaqueline Moraes de. A Divulgação Científica em História e Ciências Humanas no Brasil. [Relatório Final 2010-2011]. UNICAMP – PIBIC/CNPq, Campinas, 2011. (em pdf)