quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

30 de janeiro de 1948: Gandhi é assassinado em defesa da paz

Por: Lucyanne Mano


"Nada tenho de novo para ensinar ao mundo. A verdade e a não-violência são tão antigas quanto as montanhas. Tudo o que tenho feito é tentar praticá-las na escala mais vasta que me é possível. Assim, errei algumas vezes e aprendi com meus erros". Gandhi

O chefe político Mohanda K. Gandhi, 78 anos, foi alvejado em Nova Deli, na Índia, por três tiros disparados por um jovem fanático hindu. Embora socorrido, não resistiu aos ferimentos e faleceu em sua residência.


Outras efemérides de 30 de janeiro
1933: Hitler é nomeado Chanceler alemão
1972: O Domingo Sangrento irlandês



Líder do nacionalismo hindu e profeta da não-violência, Gandhi foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano, proclamado independente um ano antes de sua morte. 



Defendendo o pacifismo e a desobediência civil como formas de resistência aos colonizadores ingleses, acabou preso várias vezes, mas nem mesmo as grades o impediam de agir. Sensibilizou a opinião pública com suas greves de fome, cujos boletins médicos atemorizavam a cúpula do governo britânico.


Exemplo de compaixão para o mundo


Recusou-se a tomar parte nas negociações finais pela independência do país, por não concordar com a sua divisão em dois - Índia e Paquistão - a partir da diferença religiosa entre hindus e muçulmanos. Acreditava que seguidores das duas religiões poderiam conviver em paz em um único país.

Uma multidão de todas as castas e crenças, acompanhou o funeral até as margens do Jumma onde realizou-se o ritual de cremação. Na última aparição, o corpo de Gandhi estava envolto no habitual manto branco de algodão, adornado por flores. E seu rosto, descoberto, mantinha a serenidade de sempre. Suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges.

A tragédia mergulhou o mundo em profundo pesar. Passados 60 anos, os ideais de Gandhi pelos direitos de inclusão social e pacifismo mantem-se essenciais para que a convivência pacífica da humanidade prevaleça.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Nota de Luto


Em nome da Ação Falando de História, os  seus integrantes demonstram o seu pesar perante à tragédia ocorrida em 27 de janeiro nas dependências da Boate Kiss em Santa Maria.  Estendemos os nossos sentimentos  de solidariedade  como aos familiares, amigos  envolvidos nesta tragédia.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Hoje na História: chegada de Maurício de Nassau no século XVII



No dia 23 de janeiro de 1637, João Maurício de Nassau chega em Recife, para administrar o chamado Brasil Holandês.

Quando chegou no Recife, Nassau encontrou uma população de cerca de 7 mil pessoas obrigada a conviver nas piores condições de higiene e conforto. Para enfrentar a falta de habitações, iniciou a construção, na Ilha de Antônio Vaz, do que veio a ser chamada de Cidade Maurícia.

Durante a sua administração, Recife tornou-se a cidade mais cosmopolita do continente. Holandeses, franceses, alemães, poloneses que integravam os quadros da Companhia das Índias Ocidentais viajavam para lá. A forte prostituição fez a cidade passar por um terrível surto de sífilis, doença de cidade grande.


Fonte: História Digital Extraido de: http://tinyurl.com/cyh9tjc

Comissão da OEA admite analisar caso Vladimir Herzog

Fonte da imagem: www.santovivo.net 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) admitiu oficialmente o caso Vladimir Herzog, por meio de um relatório de admissibilidade aprovado em novembro de 2012 e divulgada nesta terça-feira (22). 


Em 2009, a Comissão Interamericana recebeu uma petição em que foi reivindicada a responsabilização internacional do Estado brasileiro pela detenção, tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog ocorrida em dependência do Exército em 25 de outubro de 1975 e a contínua impunidade dos autores devido à  Lei da Anistia.  O Estado alega nas respostas à petição que não há omissão, já que reconheceu sua responsabilidade pela morte de Herzog. 
O G1 procurou a assessoria da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) na noite desta terça-feira, mas não localizou quem pudesse falar sobre a decisão da OEA.

Segundo o Instituto Vladimir Herzog, a decisão do órgão da OEA estabelece que não há empecilhos formais ao prosseguimento da denúncia e dá início a uma nova fase para definir quanto à responsabilidade internacional do Estado brasileiro pela tortura e morte do jornalista.

"A Comissão Interamericana enxerga que existem fatos suficientes para admitir essa ação da família contra o Estado brasileiro, pedindo justiça no caso do meu pai. Claro que agora tem de vir uma resposta do Estado brasileiro, mas basicamente, o Estado brasileiro não concordando, se coloca em uma situaçlão de oposição à comunidade internacional e à Organização dos Estados Americanos, da qual o Brasil é signatário", disse Ivo Herzog, filho de Wladimir Herzog e presidente do instituto que leva o nome do pai. 

O caso de Vladimir Herzog foi denunciado à CIDH em 2009 pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional, pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos e pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo. Apesar das tentativas em âmbito interno, nenhum dos envolvidos na morte do jornalista foi responsabilizado penalmente pela tortura e morte de Herzog.

De acordo com o Instituto Vladimir Herzog, a decisão de admitir o caso segue a jurisprudência firme do Sistema Interamericano de Direitos Humanos no sentido de que “são inadmissíveis as disposições de anistia, as disposições de prescrição e o estabelecimento de excludentes de responsabilidade” que pretendam obstaculizar a investigação e o julgamento dos perpetradores de graves violações.
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