sexta-feira, 27 de abril de 2012

27 de abril de 1937: A morte do filósofo Antonio Gramsci

"O desafio da modernidade é viver sem ilusões, sem se tornar desiludido".
Antonio Gramsci

Reprodução Blog Hoje na História 
Tuberculoso, o filósofo italiano Antonio Gramsci, 46 anos, morreu numa clínica em Roma, quatro dias depois de alcançar a liberdade. Antifascista, foi preso em 1926, condenado a mais de vinte anos de prisão, onde permaneceu até receber a liberdade condicional, motivada por sua saúde debilitada, as vésperas de sua morte.


Deixou viúva a russa Giulia Schucht, violinista com quem teve dois filhos.

Italiano da Sardenha, Antonio Gramsci nasceu em 23 de janeiro de 1891. Foi na Universidade de Turim, onde cursou Literatura, que entrou em contato com a Federação Juvenil Socialista, o que culminou com sua filiação ao Partido Socialista em 1914. Para defender suas ideias, lançou ao final da Primeira Guerra o jornal L´Ordine nuovo, que reivindicava a participação política do proletariado.

Mais tarde, seria um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, o que o levaria a passar um período de dois anos na União Soviética, como membro executivo da Terceira internacional, enquanto na Itália o fascismo cresce imponente. De volta ao país, encontra uma realidade política bastante delicada e assume a direção do partido, com a missão de hegemonizar as forças de esquerda. Incansável, não consegue o triunfo. E refém de toda sorte de especulações e intrigas políticas acaba preso pela polícia italiana.

Gramsci se dispôs a estabelecer uma unidade entre a teoria e a prática do marxismo. Criticou o elitismo dos intelectuais e exerceu profunda influência sobre o pensamento marxista. Dono de uma obra consubstanciada em cadernos escritos nos anos de prisão, só publicada após a guerra, a parte mais notável são suas Lettere dal carcere (1947): notável documento humano e cultural em que revela suas preocupações familiares e discute problemas filosóficos e estéticos.

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