terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um pouco sobre a Guerrilha do Araguaia

O que foi a Guerrilha do Araguaia?

Mapa: Reprodução Blog Guerrilha do Araguaia
A Guerrilha do Araguaia foi um agrupamento de militantes contrários à ditadura militar que acreditavam que a revolução socialista só teria sucesso se acontecesse no interior rural do Brasil.

Os militantes, na maioria membros do PCdoB, escolheram a região no sul do Pará, nas divisas entre o Maranhão e Tocantins. A área, de aproximadamente 7.000 km², foi palco de treinamentos e ações dos militantes, que pegaram em armas e criaram um esquema paramilitar para realizar suas operações.
Entre 1972 e 1975, a Guerrilha do Araguaia foi alvo de uma grande ação do exército, que queriam reprimir e acabar com o movimento.

Durante as ações militares, os agentes de repressão da ditadura teriam cometido graves violações aos direitos humanos, como prisões ilegais e execuções de guerrilheiros e moradores locaism, condenados como “colaboradores”.

Os militares são acusados de sessões de tortura, como estupros e mutilações, além desaparecimento forçado de diversos militantes.

Estima-se que pelo menos 70 dos desaparecidos políticos no Brasil tenham sido mortos por militares durante as ações de repressão no Araguaia. Entre os que sobreviveram depois da ação militar, está o deputado federal José Genoino, que foi detido em 1972. 


Programa Caminhos da Reportagem: A Guerrilha do Araguaia


Parte 1


Parte 2



Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Referências


Texto:  Portal R7. Extraído do Blog Guerrilha do Araguaia. Disponível em: http://guerrilhaaraguaia.blogspot.com/2010/09/em-construcao.html

Vídeos: Programa Caminhos da Reportagem,  TV Brasil - Guerrilha do Araguaia. Reportagem: Emerson Pena e Paula Simas e edição: Floriano Filho

Fórum da Revista de História da Biblioteca Nacional, debate sobre lista de acusados de tortura de Luis Carlos Prestes durante a Ditadura Militar no Brasil

Por Noé Gomes
Imagem: Reprodução História Digital
A Revista de História da Fundação Biblioteca Nacional no seu fórum, com a discussão 'Lista dos torturadores: a favor ou contra ?" suscita o debate sobre a divulgação dos torturadores a partir do do período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), como explica Alice Melo, repórter do períodico:  "No final da matéria, que tentava explicar de onde saiu uma lista com 233 nomes de possíveis torturadores do regime militar - encontrada no acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes (doado ao Arquivo Nacional)-, havia a publicação na íntegra deste documento".

Acesse a discussão no fórum da Revista de História, clique aqui

Link relacionado: 
A lista dos acusados de tortura Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/na-rhbn/a-lista-de-prestes

200 anos de Charles Dickens serão celebrados com festa

A rainha Elizabeth fará uma festa em homenagem a ele no Palácio de Buckingham. Em Buenos Aires, personalidades do mundo da cultura vão se reunir em um antigo orfanato para fazer uma leitura de suas obras.

Charles Dickens pode ter morrido em 1870, mas as legiões de admiradores ao redor do mundo vão se unir na terça-feira que vem (dia 7) e nos dias seguintes para comemorar o 200º aniversário de nascimento do titã da ficção inglesa.

Foto: Reprodução Reuter

Objetos de Charles Dickens são exibidos em museu em homenagem ao escritor, em Londres. De certa forma, a história do autor de clássicos familiares como "Um Conto de Natal", "A Casa Abandonada" e "Um Conto de Duas Cidades" é bastante moderna.

A passagem da infância pobre, que influenciou profundamente a obra e o pensamento de Dickens, ao reconhecimento internacional por seus romances guarda semelhanças com a história de J.K. Rowling, considerada a primeira escritora bilionária do mundo.

Em termos de vendas, os livros dele ofuscam Harry Potter ou qualquer outro fenômeno editorial da modernidade - algumas estimativas dizem que "Um Conto de Duas Cidades" é o romance mais vendido da história, com mais de 200 milhões de exemplares.

Leia também: Os dez livros mais caros do mundo

As histórias de personagens como Samuel Pickwick, o órfão Oliver Twist e o avarento Ebenezer Scrooge permanecem sendo editadas ou contadas em centenas de filmes, séries de televisão e peças, e não há sinal de que as adaptações estejam diminuindo.

O diretor Mike Newell trabalha na mais comentada nova versão para o cinema da obra de Dickens, com Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes em "Great Expectations".

O apelo, dizem os especialistas, é que além de escrever histórias que prendem a atenção, Dickens permanece relevante hoje em dia.

"Ele te surpreende constantemente, te choca, te faz mexer, mas para mim a chama da raiva com relação à desigualdade, à pobreza e à crueldade é o que persiste para mim", disse Sarah Phelps, que escreveu uma versão para a TV BBC de "Grandes Esperanças".

"Todo escritor quer que sua obra sobreviva", disse ela à Reuters. "Acho que ele estaria satisfeito porque o que ele sentia com força naquela época as pessoas ainda sentem agora."

As experiências de Dickens de ter trabalhado em uma fábrica quando criança, enquanto seu pai estava preso por dívidas não pagas, alimentaram sua ambição e inspiraram alguns de seus personagens e cenários mais famosos, provavelmente incluindo Fagin em "Oliver Twist".

Seus senso de revolta com a injustiça social na Grã-Bretanha vitoriana atravessa todo o seu trabalho e ajuda a explicar seu apelo às gerações que vieram depois.


Links Relacionado:

Charles Dickens nasceu há 200 anos - Jornal Hardmusica Disponível em: http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=11885

Mais:


Doodle da Google em Homenagem a Charles Dickens

Google faz homenagem a Charles Dickens no Doodle -  Site "Sobre Isso". Disponível em: http://sobreisso.com/2012/02/07/charles-dickens-recebe-homenagem-no-google-doodle/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quilombo dos Palmares

Os 415 anos do símbolo da resistência negra estão sendo celebrados até está segunda, em Alagoas

Reprodução Ministério da Cultura (MINC)
Uma celebração ecumênica a ser conduzida por religiosos de matriz africana servirá para relembrar a última batalha do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, ocorrida em 6 de fevereiro de 1694, ou seja, há 318 anos.  O evento será realizado pela Representação da Fundação Cultural Palmares no estado alagoano e faz parte do projeto De Volta a Angola Janga. O evento reunirá os descendentes e herdeiros do Quilombo dos Palmares.

O encontro está marcado para o próximo domingo, 5 de fevereiro, às 22h, no sítio Recanto, localizado na Serra da Barriga e se estende até a segunda-feira, dia 6. Neste ano, também comemora-se 415 anos de fundação do Quilombo dos Palmares, que resistiu por quase um século, tornando-se o maior centro de resistência negra no colonialismo. A nação erguida por africanos de diferentes etnias no Brasil foi batizada por eles de Angola Janga, que significa “pequena Angola”.

Reprodução MINC
Após o rito religioso, haverá uma caminhada de aproximadamente 4 quilômetros, intercalada por momentos de reflexão sobre intolerância religiosa, violência contra o jovem negro e a situação dos quilombos de Alagoas. Em cada parada, serão lidos poemas do ativista Abdias Nascimento, falecido em 2011, e do poeta Jorge de Lima, que viveu até 1953.

A chegada ao Platô do Parque Memorial Quilombo dos Palmares está prevista para acontecer na manhã de segunda-feira, 6, e nesse dia haverá uma série de atividades. A ideia é que, dessa programação, participem, além dos remanescentes, religiosos de matriz africana, sobreviventes do episódio que ficou conhecido como ‘Quebra de Xangô’. O fato aconteceu no dia 2 de fevereiro de 1912, quando todos os terreiros de umbanda e candomblé de Maceió foram derrubados a partir de uma ordem governamental.

Leia mais

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Imagens: Fundação Cultural Palmares)

Fonte: Ministério da Cultura. Disponível em: http://www.cultura.gov.br/site/2012/02/03/quilombo-dos-palmares/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

1966 - O usurpador AI-3

Primeira página do Jornal do Brasil.
Domingo, 6 de fevereiro de 1966
Por: Lucyanne Mano

"O futuro Presidente da República não terá compromissos com o eleitorado que ficará à margem da sua escolha; terá, por conseguinte, que se comprometer prévia e leamente com um programa a ser honrado durante a sua gestão... Aqueles como nós, que enfrentaram riscos e sacrifícios para a deposição do Governo anterior, sentirão-se recompensados se for este o rumo adotado pelos responsáveis do movimento de 31 de março.

Caso contrário, lamentando a inutilidade dos riscos assumidos e dos esforços despendidos, manteremos nossas posições, alheios a nome e a injunções pessoais, com a esperança de que chegará o dia em que a classe governante saberá colocar, acima dos seus interesses, o interesse do Brasil".
Jornal do Brasil



Baixado pelo Presidente da República [grifo nosso], Castelo Branco, o Ato Institucional nº 3 (AI-3) foi aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional. Entre suas disposições, confirmava a eleição indireta de Governadores - tomando do povo o direito de escolher os governantes de seu estado, e a direta dos Prefeitos. Permitia, no capítulo das inelegibilidades, que o General Costa e Silva permanecesse candidato à Presidência da República sem deixar o Ministério da Guerra. Decidia-se, ainda que, ficariam excluídos de apreciação judicial os atos praticados com fundamento no presente Ato Institucional e nos seus atos complementares. Não se poderia contestar judicialmente a legalidade ou não das decisões tomadas com base no AI-3.

Era o sinal de que aos poucos o regime estava endurecendo.

Em 3 de outubro daquele ano, com abstenção de toda a bancada do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Ministro da Guerra, General Costa e Silva, foi eleito indiretamente presidente do país.

As medidas contraditórias do AI-3


O decreto do AI-3 promoveu pronta indignação da oposição que questionou a coerência de pelo menos duas de suas medidas.

Adotava a eleição indireta depois de haver o próprio Castelo Branco apresentado a eleição direta do ano anterior como o fato político mais positivo de seu governo.

E transferia do povo para as Assembléias Legislativas desmoralizadas pelo poder governamental o direito de escolher Governadores, querendo o Presidente da República, portanto, constituir Governos estaduais incorruptíveis através de corpos eleitorais por ele mesmo denunciados como corruptos.

Fonte: Blog Hoje na História/CPDOC - Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=6955