quinta-feira, 24 de março de 2011

24 de março de 1976 – Golpe militar depõe Isabelita Perón

Foto: Blog  Hoje na História JB


Após um golpe de Estado, a Junta Militar argentina depôs e prendeu a Presidente da República, Maria Estela de Perón – conhecida por Isabelita Perón, viúva do ex-presidente Juan Domingo Perón –, destituiu todos os governadores e interventores provinciais, dissolveu o Senado, a Câmara e as Assembléias, demitiu magistrados, fechou os partidos, sindicatos e associações de trabalhadores e de empresários, e estabeleceu a pena de morte e censura à imprensa. No dia seguinte à prisão de Isabelita, a Junta proclamou o general Videla como novo Presidente da Argentina.

Um programa de nove pontos situava o novo regime “dentro do mundo ocidental e cristão” e fixava os “propósitos e objetivos básicos para o processo de reorganização nacional”. Estabelecia a “concretização de uma soberania política, baseada no funcionamento de instituições constitucionais revitalizadas, que evocassem o interesse nacional acima de qualquer sectarismo, tendência ou personalismo”.

Brasil, Estados Unidos, Espanha, Peru, Malta, Chile e Equador reconheceram imediatamente o governo da Junta.

Isabelita Perón subiu ao poder quando o seu marido Juan Perón faleceu, em 1974. Isabelita era vice-presidente, eleita juntamente com Juan Perón nas eleições de 1973, cujo lema de campanha, Perón-Perón, despertara a euforia da população, que aguardava o retorno do ex-líder populista, o qual estava fora da vida política por 17 anos. A terceira passagem de Juan Perón pela Casa Rosada, no entanto, foi bem diferente das experiências anteriores. Desta vez ele procurou se apoiar nas Forças Armadas e nas organizações sindicais, que nos idos da década de 50 eram muito fortes, mas que na ebulição social da década de 70 não tinham mais o mesmo poder. Quando o presidente morreu e Isabelita assumiu a presidência, a crise política na Argentina atingira seu ápice, com assassinatos políticos diários e crescentes ações terroristas e guerrilheiras.

Além da crise política, a economia começava a entrar num período de grande instabilidade, fazendo com que o governo lançasse planos econômicos que jamais tiveram sucesso. Os ministérios passavam de mão em mão, por conta das pressões políticas e militares às quais a viúva de Perón deveria ceder. Assim, a inquietação nas ruas aumentava e a paciência dos militares, que recebiam apoio internacional em uma época em que a América Latina era dominada por duras ditaduras, se esgotava. Portanto, com as condições propícias ao golpe, o Exército se organizou e efetuou, mais uma vez, um golpe militar na Argentina.

Fonte: Blog Hoje na História - CPDOC Jornal do Brasil

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